Daniel Ávila de corpo e alma

O ator Daniel Ávila despojado.
Por completo mesmo,
pois ele se entrega
totalmente a tudo o que faz, 
sobretudo a suas diversas profissões

 

No mês em que a novela A viagem aniversaria — são 20 anos! —, DANIEL, que na época era uma criança, nos fala sobre seu personagem nela, o Dudu.

Ele era um garoto simpático e bem comunicativo de um dos núcleos protagonistas.

Na primeira versão da trama, em 1975, Dudu foi vivido pelo ator veterano Haroldo Botta.

Bom, mas Daniel nos conta, inclusive, a respeito de várias coisas de sua vida de antes de 1994 para cá.

Ator, professor de teatro, homem de cinema, dublador e locutor, Ávila carrega um sem-número de personagens no currículo. 

Hoje, ele já tem mais algum a caminho, como ele próprio nos revela, mas sem poder dar maiores detalhes. Infelizmente, não é, pessoal?

Pois é, turma boa,
chegou a hora de
mais uma

 

ENTREVISTA
EXCLUSIVA
.

 

IZAN SANT – Você começou na televisão muito cedo, com 6 anos de idade… então, como se deu a reação da precoce estreia?

DANIEL ÁVILA - Foi uma surpresa muito grande, não tem ninguém na minha família que abriu os caminhos. As amigas de trabalho da minha mãe diziam que eu era bonito e desinibido, que deveria tirar fotos pra revista, essas coisas. Minha mãe resolveu me levar para a Bloch Editoras. Extinta também Manchete, e lá já fui chamado pra um teste pra ser o filho do Zé trovão. Um teste lotado de crianças. Nesse primeiro levei jeito e passei. Foi incrível, abriu um mundo novo.
 

IS – Por que quis ser ator tão cedo, ou foi por esta chance que pintou nesses 6 anos, daí você tomou gosto pela profissão, foi isso?

DA – Eu só fui entender que essa era a minha profissão anos depois, na novela “A viagem”. Neste trabalho, um pouco mais velho, tive a certeza que queria seguir trabalhando com arte, e 20 anos depois ainda estou aqui.
 

NESTA FOTO,O DUDU DO DANIEL,
UMA LEMBRANÇA MEGA DO BEM.

Daniel em "A viagem".
MAS
CONTINUANDO
NOSSA
ANTOLÓGICA
ENTREVISTA…


IS – Dos seus outros vários trabalhos em novelas, seriados, minisséries, vídeos educativos, teatro e cinema, há um, ou uns, mais prazeroso(s) pra você?… e, havendo, pode nos citar algum(ns)?

DA – Acho minha profissão muito prazerosa, acho que trabalho na construção de um mundo melhor. Todos os personagens me trouxeram algo substancial, me ensinaram cada um de um jeito. Acho que o Dudu de “A viagem” é um que cito, pois até hoje as pessoas me reconhecem e me tratam com muito carinho.
 

IS – Como foi interpretar o Eduardo Jordão, o Dudu de A Viagem, ainda mais ao lado do Antônio Fagundes, com gravações diárias ao lado deste grande professor?

DA – "A viagem" foi uma novela incrível, tanto que entrou para história da Globo. Aprendi muito com o exemplo do Fagundes, muito ágil na sua relação com o texto, sempre em silêncio e lendo um livro. Guardo um carinho especial pelo Cláudio Cavalcante, que realmente me ensinou a trabalhar os sentimentos e expressar no personagem. Lembro do Miguel Falabella, que também teve uma conversa comigo sobre o mercado. Tão novo ao lado de pessoas experientes, me senti como uma esponja absorvendo tudo. Essa humildade que foi um belo exemplo: quanto maior você for, mais responsabilidade se tem, e é importante passar bons ensinamentos pra quem chega.
 

IS – A novela teen da TV Globo, Malhação, também fez parte da sua história em 2001, por isso o Bruno, o seu personagem nela, significou…?

DA – Um personagem muito forte, talvez o primeiro grande desafio de fato. O Bruno tinha síndrome do pânico, e eu não sabia bem o que era isso, era muito novo na época e pouco se ouvia falar. Lembro que fiz laboratório, investiguei, conversei com pessoas e psicólogos. Entrei mesmo na história dele, lembro que na época nem queria sair muito de casa, fiquei envolvido. E foi maravilhoso o contato com o público, recebi mensagens de pessoas que tinham a síndrome, com relato que o trabalho tinha judiado muito, e outras que descobriram que estavam com o problema através da novela. É talvez o maior prazer pra mim, quando, de fato, o meu trabalho artístico gera uma ação social.
 

IS – Fala pra gente um pouco sobre esta maravilha (o que não é pra todo mundo, indubitavelmente) que é ser pós-graduado em Cinema.

DA – Eu sou apaixonado por cinema. Com 13 anos tive a oportunidade de fazer um filme com Os trapalhões, que era um sonho meu. Ficamos um mês rodando e eu ficava atrás da equipe, perguntando de tudo, queria saber tudo. Foi aí que decidi estudar cinema. Depois tive a oportunidade de estudar em Cuba, uma escola maravilhosa, um lugar que me trouxe muito aprendizado e realmente mudou minha vida.
Daniel Ávila compondo um personagem circense.


IS – Você também se tornou dublador desde cedo… Como surgiu o interesse pela dublagem?

DA – A novela “A viagem” era gravada nos estúdios da Herbet Richard. Andando por ali, fui puxado para um estúdio para fazer uma dublagem, pois um dublador tinha faltado. É um trabalho que gosto muito de fazer, tem uma velocidade incrível, é bem difícil, me disseram até que dublagem ou é fácil ou é impossível, tive sorte de aprender criança, é mais fácil. Gosto bastante também porque fazendo a voz de atores estrangeiros, posso ficar bem próximo da maneira como o ator interpreta. Aprendo muito.
 

IS – Algum novo projeto em mente?

DA – Eu venho trabalhando bastante com teatro de rua. Estou com um grupo chamado CHAP, Companhia Horizontal de Arte Pública. Fico bem feliz de estar em contato com a ancestralidade da minha profissão, contato direto com o público e com as cidades brasileiras. Hoje dou aula de teatro, uma coisa que me deixa bem feliz por estar colocando à disposição a arte da forma que acredito. E estou com um trabalho novo na televisão, ainda não posso dar mais detalhes, mais será um novo grande desafio.
Daniel Ávila em espetáculo de rua.


IS – Hoje, qual a maior prioridade na sua vida?

DA – Minha família, minha mulher e minha filha. É por elas que enfrento minhas batalhas. Na luta por um mundo melhor.
 

IS – Bate-bola! Amor?

DA – Filha.
Daniel em close na penumbra.


IS – Fé?

DA – Auto-conhecimento.
 

IS – Brasil!

DA – Imaturo.
 

Ator Daniel Ávila.
IS – Amigos…?

DA – Poucos e muito bons.
 

IS – Aconchego?

DA – Um lar.
 

IS – Felicidade!

DA – Viver experiências.
 

IS – Porto seguro?

DA – Meu mestre.
 

IS – Seu perfume…

DA – Todos da mãe divina.
 

IS – Sua comida predileta é…?

DA – A feita em casa.
 

IS – Escritor(a) incomparável?

DA Daniel Galera.
 

IS – Melhor livro que já leu!

DA –Barbas ensopadas de sangue”.
 

IS – Gosto musical?

DA – Músicas brasileiras.
 

IS – Filme marcante!

DA –Pi”.
Daniel Ávila por Bruno de Castro Photo.


IS – Atores de sua preferência?

DA – Natalie Portman e Robert Downey Jr.
 

IS – Ao que não assiste na televisão?

DA – Programas sensacionalistas. Sem conteúdo.
Em cena, Daniel Ávila.


IS – Um(a) dublador(a) pra lá de competente!

DA – Márcio Simões.
 

IS – Mania e hobby, conta.

DA – Trabalhar com madeira.
 

Um olhar de bem com a vida.
IS – Você se considera um homem bonito?

DA – Sim.
 

IS – Daniel Ávila por Daniel Ávila, defina-se!

DA – Um companheiro leal.
 

IS – Sua Mensagem Super do Bem para quem está nos lendo…?

DA – Que as pessoas possam estar em paz. Possam seguir seu coração. Fazer o que acreditam, trazer os seus talentos pro mundo, sem medo, com amor.

 

Fotos: 

ARQUIVO PESSOAL
DANIEL ÁVILA

Izan Sant

Izan Sant

Um autor super do Bem.

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Entrevista

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Carol Ribeiro - Olinda

VOCÊ AQUI

Você Aqui - dezembro de 2018

presente de artista

Aniversariantes

  • Adriana Caetano (consultora – Igarassu/PE)
  • Adriana Esteves (atriz)
  • Adriane Pessoa (educadora – Igarassu)
  • Alinne Moraes (atriz)
  • Ana Alice (concl. Ens. Médio, Paulista/PE)
  • Brad Pitt (ator)
  • Carla Faour (atriz, dramaturga e roteirista)
  • Carlos Pedrosa (empresário – Itamaracá/PE)
  • Claudemir Gomes (prof. de Matemática – Igarassu)
  • Cláudia Raia (atriz)
  • Cynthia Peixoto (profa. de Português – Paulista)
  • Daniel Ávila (ator e professor de teatro)
  • Daniel Menezes (DKM Informática – Itamaracá)
  • Danielle Winits (atriz)
  • Fábio Bianchinni (ator/produtor – São Paulo/SP)
  • Fernanda Ribeiro (secretária – Igarassu)
  • Geneci Martelli (artista plástica – Tapurah/MT)
  • Gilson De Paula (ator – Recife/PE)
  • Giulia Gam (atriz)
  • Janaína Ana (Enfermagem – Itapissuma/PE)
  • Josenita Pereira (educadora – Itamaracá/PE)
  • Juliana Marcolina (intérp./Libras, Abreu e Lima/PE)
  • Leandro D’Melo (ator)
  • Leonardo B. Campos (cartorário, ator – Triunfo/RS)
  • Marcio Jorge Correa (Goods Layer, Entre Rios/AM)
  • Márcio Rosário (ator)
  • Marcondes Oliveira (biólogo – Recife)
  • Mariá Coutinho (turismóloga – Recife)
  • Osmar Nascimento (diretor executivo – Paulista)
  • Pedro Antônio (prof. de Inglês – Paulista)
  • Ricky Martin (cantor e ex-Menudo)
  • Rita Lee (cantora e compositora)
  • Rodrigo Andrade (ator, cantor e compositor)
  • Rodrigo Geraldini (biólogo – Conchal/SP)
  • Samuel Santos (diretor e produtor teatral – Recife)
  • Selton Mello (ator e diretor)
  • Victoria Diniz (atriz)
  • Walcyr Carrasco (escritor, novelista e dramaturgo)

Eventos

  • 01. “O Amante Pintor de Molière”, peça teatral com o ator Alex Albert e outros – Espetáculo Gratuito – 15h – Teatro Clênio Wanderley / Casa da Cultura, Raio Sul, 2o. andar – Recife
  • 02. Elba Ramalho, em “CAIXA de Natal” – 18h – Gratuito – CAIXA Cultural Recife / Avenida Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife – Telefone: (81) 3425-1915
  • 07. Encontro da Jovem Guarda, com The Fevers, Trepidants, Walter Ventura, na máquina do tempo – 17h – R$ 30 – Clube Ares Cisnes / Av. Cruz Cabugá, 2160, Santo Amaro/Recife
  • 31. Reveião Golarrolê, com Mateus Carrilho, Araketu, MC Elvis e os DJs Xande Medeiros, Thikos, Vini V, Iury Andrew e Tanit – 22h30 – R$ 230 (open bar premium), Vendas: Haus Bar, Avesso e Redley e site Sympla – Catamaran e Espaço Almirante / Cais das 5 pontas,s/n – Bairro de São José – Telefone: 3039-6304

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