A antiga Casa de Banhos do Recife

Por Wilton Carvalho

O Recife de Antigamente tem muitas histórias. Histórias verídicas, inventadas, distorcidas e muitas lendas. Histórias que vão se modificando ao longo do tempo, seja por falta de registros ou mesmo para benefício de alguém. A Veneza Americana, como cita Manuel Bandeira em seu poema Evocação do Recife, ficou famosa pelos rios e canais que cortam a cidade. Recife que nasceu como uma cidade portuária, cresceu a partir da sua Ilha do Recife, conhecida hoje como Bairro do Recife, banhado pelo Oceano Atlântico. Era uma pequena faixa de terra amparada pelos arrecifes naturais, que deram nome à cidade.
Um lugar no Recife para banhos medicinais.


E foi justamente esses arrecifes que atraíram o Sr. Carlos José de Medeiros a construir sua residência sobre eles. O local escolhido foi próximo à bacia do Pina e à ponte Giratória e, para isso, ele solicitou a autorização ao Governo para a construção e foi prontamente atendido. A casa foi construída em madeira e ferro e foi inaugurada em 1880. Mario Sette, escritor pernambucano, comparava a casa a um navio sem mastro com suas janelas camarotes e terraços de convés, tamanha era a imponência da residência do Sr. Carlos.
Uma pena não a termos mais em Recife.


Era uma época em que a população recifense não utilizava a água do mar como uma opção para diversão e banho. As águas dos rios eram as mais procuradas e a cultura no fim do século XIX era de que a água salgada serviria para fins medicinais. Os banhos de água do mar eram receitados por médicos para a cura de diversas doenças e males.
Um outro belo ângulo da Casa de Banhos.


A localização da residência do Sr. Carlos, com piscinas naturais ao lado do Oceano Atlântico, tornou a casa um grande filão comercial para o proprietário, que resolveu torná-la uma hospedaria para repouso e para fins medicinais. Agora sendo uma casa comercial, passou a ser chamada de Grande Estabelecimento Balneário de Pernambuco, contudo o nome que a população adotou foi mesmo Casa de Banhos.
O povo recifense se esbaldava nesses banhos de saúde.


No início do século XX, mais precisamente em 1902, a casa possuía 102 compartimentos para toilette dos banhistas, cinco banheiros que poderiam atender simultaneamente 350 pessoas, salão de refeições, salas de leitura e outras dependências. O apelo comercial era forte. Falava-se de uma casa confortável, higiênica, com vestimentas apropriadas para uso dos hóspedes, com excelentes acomodações que não deixavam a desejar e com preços não superiores aos principais hotéis da cidade.
Distintas imagens dessa nossa saudosa Casa.


O negócio prosperou e atraía a cobiça de estrangeiros interessados em adquirir a Casa de Banhos. Até que o inglês Sydnei Rodhes conseguiu comprar a casa e tornou-se proprietário do estabelecimento. Fez diversas melhorias e inovações, porém não manteve os preços acessíveis à população, aumentou os valores e não agradou o então Governador do Estado, o General Emídio Dantas Barreto, que interferiu no negócio, estipulando preços e tornando obrigatório e gratuito os banhos diários para vinte doentes pobres da Santa Casa de Misericórdia do Recife.

Quer saber o que aconteceu com ela em 1920?

Depois de um período de grande prestígio da casa, o negócio entrou em decadência, tendo ainda como proprietário o inglês Sydney Rodhes. De repente um incêndio surgiu do nada, mesmo a casa sendo cercada de água por todos os lados — ela foi destruída. Diziam que o Sr. Sydney havia feito diversos seguros para a Casa de Banhos e que rumores apontavam que o incêndio teria sido criminoso. Ah, essa é a parte da história que não sabemos, ao certo, se é verídica, inventada ou uma mera lenda, assim como muitas histórias do nosso Recife de Antigamente.

 

Fotos: Fundação Joaquim Nabuco e Museu da Cidade do Recife

Texto: baseado em um texto da Fundação Joaquim Nabuco

Fonte para consulta: Fundação Joaquim Nabuco

Izan Sant

Izan Sant

Um autor super do Bem.

Expresse-se...

Entrar

presente de artista

Bem-kete

Tem cor preferida para maio? Se tem, é...?

Ver Resultados

Carregando ... Carregando ...

msg do mês

MSG DO MÊS - Thaisi Melo

Aniversariantes

  • Alcione Mazzeo (atriz)
  • Alexandre Mandarino (ator, diretor, produtor)
  • Alexsandro Mota (advogado – Itapissuma/PE)
  • Ana Paula Gaudêncio (modelo – São Paulo/SP)
  • Andrezza Azevedo (promot./Vendas – Recife/PE)
  • Ângela Maria (cantora)
  • Bernardo S. Bezerra (fot. – Feira de Santana/BA)
  • Betty Faria (atriz)
  • Caíque Ferraz (ator – Recife)
  • Chitãozinho (cantor)
  • Clóvis Bézer (dir. presidente Bézer Produções)
  • Cristianne Fridman (novelista)
  • Ewerton Souza (func. CSI, Abreu e Lima)
  • Fabyano Nascimento (coord. pedagógico – Recife)
  • Fillipe Ramos (ator, doublê, diretor – Recife)
  • Flávio Andrade (ator e humorista – Olinda/PE)
  • Giovanna Antonelli (atriz)
  • Giselda Ouverney (func. pública – Nova Friburgo)
  • Gretchen (cantora)
  • Helena Ranaldi (atriz)
  • Henrique Tavares (ator, roteirista, diretor teatral)
  • Ingrid Zavarezzi (autora, roteirista e publicitária)
  • Ivete Sangalo (cantora e atriz)
  • Jânio José Siqueira (assist. social – Aiuruoca/SP)
  • Jhonhson Willame (técn./fotografia – Abreu e Lima)
  • José Luiz Datena (apresentador de TV)
  • José Tenório (prefeito – Itapissuma)
  • Junior Barros (profissional de Marketing – Recife)
  • Lucas Vinícius Araújo (universitário, Olinda)
  • Lucélia Santos (atriz, diretora teatral e produtora)
  • Luiza Tomé (atriz)
  • Luna Teixeira (repórter e fotógrafa – Portugal)
  • Manuella Cabral (tec. em Farmácia – Itapissuma)
  • Márcio Santana (motorista – Poços de Caldas/MG)
  • Marcos Barreto (ator – Salvador/BA)
  • Maria Fernanda Cândido (atriz)
  • Mayara Magri (atriz)
  • Neide Silva (cristã e empreendedora – Olinda)
  • Nemu Campos (ator)
  • Oscar Alejandro (ator, cantor, modelo e dançarino)
  • Robert Pattinson (ator, o Edward de “Crepúsculo”)
  • Rodrigo de Luna (jornalista e repórter – Recife)
  • Rosario Boyer (cineasta e roteirista)

Eventos

  • 03. Chico Buarque, no show “Caravanas” – 21h30 – Balcão: R$ 250, R$ 125 (meia); Plateia: R$ 490, R$ 245 (meia) – Ingressos: bilheteria do local e site Bilheteria Virtual – Teatro Guararapes, Centro de Convenções / Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda
  • 12. Em RECIFE: Fagner – 21h – Lounge: R$ 200, R$ 120 (social), R$ 100 (meia); Mesa Premium: R$ 700; Mesa Sênior: R$ 600 – Ingressos: site Bilheteria Digital – Cabanga Iate Clube / Avenida Engenheiro José Estelita, s/n, Cabanga – Telefone: 3035-0003
  • 18. No RIO DE JANEIRO: “Champagne e Confusão”, comédia com SYLVIA BANDEIRA e ótimo elenco – De sexta a domingo – 19:30 – até dia 10 de junho, Teatro Maison de France / Avenida Presidente Antônio Carlos, 58
  • 18. Em RECIFE: Pedro Mariano, “Piano e Voz” – 21h – Balcão Nobre: R$ 60, R$ 30 (meia); Plateia Alta: R$ 100, R$ 50 (meia); Plateia Baixa: R$ 140, R$ 70 (meia) – Ingressos: bilheteria do teatro e site www.uhuu.com – Teatro RioMar / Avenida República do Líbano, 251, Pina – Informações: www.teatroriomarrecife.com.br
  • 25. Zé Ramalho – 21h – Balcão: R$ 154, R$ 77 (meia); Plateia: R$ 194, R$ 97 (meia); Plateia especial: R$ 234, R$ 117 (meia) – Ingressos: site Eventim – Teatro Guararapes

FOTO DE BEM

Edmar Graciliano - A Foto de Bem de fevereiro 2017 - Esta

Facebook

Entrevista

Arquivos

VÊ, GALERA – Clica