Toda mulher tem 7 homens?


Segundo a escritora carioca VERA LUCAS, sim.Escritora Vera Lucas.

Mas, como será isto?!

Antes de ela saciar nossa curiosidade na ENTREVISTA do momento, é bom lembrar que Vera, formada pela UFRJ, possui um currículo invejável: é jornalista, redatora, cronista, editora e roteirista de televisão, bem como palestrante em Jornalismo. Já teve como empregadores O Globo, a Editora Bloch, a CNT, a TV Educativa, entre outros veículos renomados.

Aqui, teremos a oportunidade de conhecer um pouco mais desta profissional multi que se diz mais escritora do que tudo!

Será que ela vai nos revelar o porquê de toda mulher ter 7 homens?…  
 

ENTREVISTA
ESPECIAL.

 

IZAN SANT – Você é jornalista e etc., mas quando soube que queria ser escritora?

VERA LUCAS – Estava ali, bem na minha frente, só que eu não percebia — talvez porque era míope. Eu me alfabetizei sozinha, de tanto que folheava as antigas revistas em quadrinhos. Luluzinha, Tio Patinhas, Pimentinha… Não sei como aconteceu, mas de repente eu estava lendo. Do Jardim de Infância fui direto para o segundo ano do antigo curso primário. Vou confessar uma coisa, sempre detestei as regras gramaticais. Orações coordenadas, sujeitos indeterminados, verbos transitivos… Mas eu lia muito, muito mesmo e isso me salvava nas provas escolares. Na época, elas eram divididas em perguntas decorebas sobre a língua portuguesa, valiam 50; e, na redação, também 50. Na primeira parte eu me saía mais do que péssima, tirava no máximo 20. Já na redação, eu quase sempre recebia o número máximo de pontos. Eu escrevia, conectava as ideias, conjugava corretamente — embora não soubesse nem o nome do tempo do verbo que estava usando. Era o enigma dos professores… Uma dona Aíxe chegou a me dizer que eu não teria futuro. Assim, cheguei ao ano do vestibular. Faltando quatro dias para as inscrições se encerrarem, eu ainda estava em dúvida entre Psicologia, Arquitetura e Belas Artes. Aí, das trevas fez-se a luz. O que eu mais gostava de fazer? Escrever. E lá fui eu para o jornalismo. A universidade e a posterior experiência nos veículos de comunicação me lapidaram. Na UFRJ fui aluna do mito Nilson Lage e, no trabalho, tive alguns chefes que eram feras no bom sentido. Outros eram feras no mau mesmo.
 

IS – Quais escritores lhe serviram como inspiração?

Toda mulher tem 7 homens.VLBem, no Instituto de Educação, um colégio tradicional aqui do Rio, onde cursei o antigo ginásio e normal, tinha que ler, para as provas mensais, um livro indicado pelos professores de Português e Literatura. Estudei lá por sete anos e li todos os clássicos. Até hoje tenho as minhas dúvidas se Capitu traiu ou não… Fora isso, também frequentava sempre a biblioteca, onde descobri Monteiro Lobato, Clarice Lispector e Jorge Amado, por exemplo. Mas o meu gênero preferido sempre foi o humor. E aí entram Chico Anysio, Millôr, Wood Allen, Helen Fielding… Não tem espaço para falar de todos.
 

IS – Sem entregar todo o jogo aos nossos leitores, me fala:

por que Toda mulher tem 7 homens?

VLPorque a Branca de Neve já tinha. (Risos.)
 

IS – Este livro foi, mesmo, o que você sempre quis escrever?

VLSim, esse era o tema do primeiro romance que eu queria escrever. Foi planejado quando eu tinha uns 17 anos.
 

IS – Você lançou três livros voltados à área jornalística; por que essa virada agora, focando no romance?

VLApesar dos meus livros jornalísticos terem o meu estilo de humor, eles são técnicos, sobre uma área que eu domino. Passei anos amadurecendo o romance e, quanto mais eu pensava nele, mais me achava incapaz de escrevê-lo. Era muita pretensão, a crítica ia cair de pau, acabaria com o meu nome no jornalismo, essas inseguranças. Aí entrei em uma fase de angústia por não conseguir realizar o meu sonho, tomei coragem, sentei em frente ao computador e o livro saiu.
 

IS – A Patrícia é seu personagem favorito em Toda mulher tem 7 homens, ou será outro, e, se for, por qual razão o é?

VLEu gosto muito dela, é a minha protagonista. A Patrícia tem um pouco de tudo o que as mulheres têm: graça, tristeza, amor, raiva, é romântica, sensível, não leva desaforo para casa, sensata, perde o senso, afoga as lágrimas em um pote de sorvete e, principalmente, corre atrás do que deseja. Está certo que às vezes de uma forma bem atrapalhada, mas ela chega lá.

Vera Lucas - 1 ano.

IS – O que acha mais complicado no momento de escrever um romance?

VLPrimeiro você tem que ter uma boa ideia. Uma coisa que me ajudou muito foi dividir, com caneta e papel, o livro em capítulos: escrevendo, por alto, o que cada um teria. Depois foi só seguir esse roteiro. Eu não podia deixar um fio solto, uma pergunta sem resposta, uma situação não resolvida, abandonar um personagem. Tudo tinha que estar bem arrumadinho ou, no final, o leitor jogaria o livro na lata de lixo. E a mim também.
 

IS – Como você considera seu estilo de literatura?

VLEu adoro escrever humor, mas não aquele tipo pastelão. Sou irônica, sarcástica, nas entrelinhas. Acho que a vida já é bem barra, os jornalistas, onde me incluo, dão muitas notícias tenebrosas e quero que os meus livros sejam divertidos, façam as pessoas se sentirem leves.
 

CONSELHO…

IS – Para quem deseja “mergulhar” no mundo literário!

(Como fazer?)

VLTrabalhe por amor, por realização pessoal, porque dinheiro você não vai ganhar. A menos que você tenha a capacidade para escrever um best-seller. Eu, por exemplo, ainda não recebi nada dos meus direitos autorais. A Editora há um ano adia essa prestação de contas. Calote mesmo. Assim, é fundamental você ter outra fonte de renda, outro trabalho. Infelizmente, as contas chegam também para os escritores.

 

LITERATURA,
AH, MAIS DA SANTA LITERATURA…  

 

IS – O escritor é um solitário, como disse, certa vez, um poeta?

VLÉ e não é. Passo muitas horas sozinha quando escrevo, não tem aquele tumulto das Redações, Vera Lucas - escritora.dos trabalhos convencionais, não dá para bater um papinho com o colega. Mas, ao mesmo tempo, a solidão na hora da criatividade me faz bem porque preciso ter a companhia dos personagens.
 

IS – Filosofia de vida, tem?

VLNão sei se é filosofia… Agora me lembrei de um professor de Filosofia que discutia por que o ovo é oval. Bem, voltando à pergunta, eu quero me sentir feliz. Quando algo ou alguém não me permite isso, mando passear ou jogo para o alto. Claro que, muitas vezes, quebro a cara, mas não sei engolir sapos (Risos.). Essa, só quem leu ou ler o livro vai entender. 
 

IS – Como a escritora Vera Lucas se define e quais os seus hobbies?

VLEu sou uma mulher comum, simples, cheia de defeitos e qualidades. Tenho bom-humor, procuro não levar a vida muito a sério porque não sei até quando vou estar por aqui, às vezes me acho a dona da verdade, falo mais do que deveria e sei pedir perdão. Ah, a injustiça me tira do prumo: desço o morro com comissão de frente e tudo. Sobre os hobbies, coleciono postais, faço palavras cruzadas, sou noveleira e sempre bato ponto na praia. Os meus pratos preferidos são pizza, sonhos de camarão e, de sobremesa, chocolate. Tudo muito saudável, natureba, diet (Risos.). E a minha irmã, Eliane Quintela Lucas, é nutricionista!
 

IS – Qual mensagem super do Bem você direciona a seus leitores e amantes da literatura?

VLEu adooooooooro que os leitores me deem retorno sobre o que escrevi. Respondo a todos, tenho uma página no Face para isso. Podem falar mal, bem, não importa. Quero que sejam sinceros para que eu possa tentar melhorar cada vez mais. Já para os amantes da literatura, leiam obras de qualidade, sejam seletivos, pois tem muita porcaria por aí, e lembrem que vivemos no terceiro mundo, onde livros são considerados artigos de luxo. Mas existem excelentes bibliotecas. Beijos. 
 

Vera Lucas aos 5 anos.
Caso você deseje
adquirir o romance, o contato é: 

veraglucas@terra.com.br


Valor: R$ 30,00 — já incluso o frete,
e a obra segue autografada.
 

 

Fotos:
ARQUIVO PESSOAL
DA ESCRITORA

 

 

(Clique nas imagens para ampliá-las)

 

VEJA ABAIXO
UMA MATÉRIA SOBRE O LANÇAMENTO DO ROMANCE,
MAS, ANTES, SE VOCÊ AINDA NÃO CURTIU O FACEBOOK DO PAPO DE BEM, CLIQUE!
Matéria: o romance de Vera Lucas.

Izan Sant

Izan Sant

Um autor super do Bem.

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Camila Duarte - Foto de Bem de outubro - 2018

presente de artista

Aniversariantes

  • Adriana Calcanhotto (cantora)
  • Adrielly Henry (atriz – Recife/PE)
  • Alcina Nascimento (educadora – Igarassu/PE)
  • Ângelo Santoro (coreóg., superv./vendas – Recife)
  • César Santos (chef de cozinha – Olinda)
  • Cláudia Abreu (atriz)
  • Cléo Pires (atriz)
  • Cynthia Nunes (estudante – Recife)
  • Danilo Rojas (bailarino – Recife)
  • Dayse Figueiredo (empresária, Lulu Bijoux – RJ)
  • Eletana Targino (coord. da LFG – Alta Floresta/MT)
  • Fabinho Seven (prop. Infohouse – Recife)
  • Fagner (cantor)
  • Fellipe Maia (Cofundador Berlim Digital – Recife)
  • Fernanda Montenegro (atriz)
  • Fiuk (ator e cantor)
  • Flávio Leimig (modelo e ator – Recife)
  • Gabriela Castello Buarque (universitária – Recife)
  • Gil Ayres (universitário, UFPE – Recife)
  • Glória Menezes (atriz)
  • Ilka Nóbrega (bibliotecária – Igarassu)
  • Izabella Nóbrega (bibliotecária – Igarassu)
  • Josy Ventura (administradora, atriz – Recife)
  • Kayky Brito (ator)
  • Manuela Sena (administradora – Recife)
  • Marcella Muniz (atriz)
  • Marcello Picchi (ator)
  • Marisa Orth (atriz)
  • Miguel Falabella (ator)
  • Miguel Teixeira (produtor cultural – Recife)
  • Najla Rocha Leite (gestora adjunta – Olinda)
  • Nasaré Azevedo (profa.: Filosofia – Bezerros/PE)
  • Pascoal Filizola (ator e arte-educador – Recife)
  • Pelé (ex-jogador / Rei do Futebol)
  • Pitty (cantora)
  • Priscila Camargo (atriz e contadora de histórias)
  • Rafael Cabral (jornalista e sanitarista – Olinda)
  • Rodrigo Faro (ator, cantor e apresentador/TV)
  • Sérgio Xavier (emp. Grupo inovsi – Recife)
  • Sinho Mello (cantor/educador físico – Recife)
  • Tássio Rennalli (advogado – Recife)
  • Thais Caseli (oper.: Direirto/concurseira – Recife)
  • Tofalini (cantor/compositor – Cambé/PR)
  • Vicktor Lira (booker/modelo/ator – Banguecoque)

Eventos

  • 19. Em São Paulo/SP: Peça teatral “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, os personagens são ‘irmãos’” – 21h – de 29/09 a 04/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana
  • 20. Peça teatral “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, os personagens são ‘irmãos’” – 21h – de 29/09 a 04/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana
  • 21. Peça teatral “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, os personagens são ‘irmãos’” – 18h – de 29/09 a 04/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana
  • 26. Peça teatral “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, os personagens são ‘irmãos’” – 21h – de 29/09 a 04/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana
  • 27. Em Recife/PE: Happy Holi – 14h – R$ 55 (pista) / R$ 85 (backstage) à venda site e app Bilheteria Digital – Área externa Centro de Convenções de Pernambuco / Complexo Salgadinho, S/N
  • 27. Em São Paulo/SP: Peça teatral “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, os personagens são ‘irmãos’” – 21h – de 29/09 a 04/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana

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