Uma joia de novelista e dramaturga


Duca Rachid, realmente, é isto mesmo. Com a amiga não menos joia Thelma Guedes, ela escreveu a novela que conquistou o 42º Emmy Internacional (o Oscar da TV mundial) para a Rede Globo: Joia Rara.

Teatro. A autora Duca Rachid.

Antes dessa trama, Duca — que também é formada em Jornalismo e estreou na carreira televisiva em Portugal — desenvolveu outros roteiros para a televisão brasileira. Em 2006 ela adaptou, com Thelma Guedes, O Profeta, novela de Ivani Ribeiro. Ao lado da mesma amiga, escreveu Cama de Gato e Cordel Encantado.

Duca Rachid. "Cordel Encantado".

Hoje Rachid é a autora, com Thelma, de Órfãos da Terra, próximo folhetim das 6 que focará em algumas famílias de refugiados que moram em São Paulo, depois de escaparem da guerra em seus países. A história também irá abordar o preconceito contra estrangeiros no Brasil. Mas, o assunto desta ENTREVISTA EXCLUSIVA é: "Duca Rachid estreando como dramaturga"!  
 

IZAN SANT – Você e a Thelma são autoras de novelas de sucesso, e uma destas, como lembrei antes aos leitores, foi premiada. Quanto a essa sua primeira peça teatral, As Brasas, ela tem os ingredientes perfeitos de mais um sucesso. Como você vê isto, Duca?
DUCA RACHIDIzan, na verdade esse não foi o critério para a escolha desse texto. Nunca me preocupei se seria um sucesso ou não. A verdade é que me apaixonei por esse livro desde a primeira vez em que o li, em 2011, quando o ganhei de presente do Júlio Fischer — nós trabalhávamos juntos em “Cordel Encantado”.  Logo pensamos em adaptá-lo para teatro, já que o livro já traz, em si, uma gênese bastante teatral — esse reencontro de dois amigos, quarenta e um anos depois, para um acerto de contas.  A partir daí foram seis anos tentando comprar os direitos do livro! Descobrimos, inclusive, que já havia sido feita uma adaptação do Christopher Hampton, bem fiel ao livro, e uma montagem com o Jeremy Irons, que, infelizmente, não teve boas críticas.  Mas nada disso nos desanimou. Seguimos tentando, até conseguirmos a liberação do livro, graças à iniciativa do Felipe Lima, que abraçou o projeto como idealizador e produtor.

Teatro. "As Brasas".As Brasas. Genézio de Barros e Herson Capri (Foto: Caio Gallucci)
 

IS – Esse texto diz alguma coisa sobre você? Muitas vezes os textos, teatrais ou não, adaptados ou não, dizem alguma coisa sobre seus autores e/ou adaptadores.
DR
Deve dizer, porque me tocou profundamente. E o que me tocou foi justamente a questão da amizade e das paixões que nos movem e, por vezes, também nos aniquilam. Eu sou uma pessoa de muitos amigos. Quem me conhece sabe a importância que meus amigos têm na minha vida. Sou uma pessoa de parcerias no trabalho e na vida, e sempre faço as coisas com muita paixão. Isso é bom, mas também pode ser bem complicado.

Foto: Leo Aversa
Herson, Nana Carneiro da Cunha e Genézio (Foto: Leo Aversa)

 

IS – O gosto maior de estrear como dramaturga?
DRO teatro é a origem de todo o nosso trabalho. Foi muito importante, pra mim, voltar pra essa narrativa primordial. E muito difícil também, porque exige um outro tipo de imaginação, muito diferente daquela que a gente acessa pra escrever para TV ou cinema. Nesse sentido, o Júlio, que tem muito mais experiência em teatro do que eu, e o Pedro Brício foram muito importantes na construção do texto. 

Teatro. "As Brasas".Mais uma cena de As Brasas (Foto: Caio Gallucci)
 

IS – Algum projeto de um novo texto teatral após este, ou apenas depois da novela?
Duca Rachid e Thelma Guedes.DRAgora minha dedicação exclusiva é à novela. Depois eu penso em fazer outros trabalhos em teatro sim.

IS – E qual a sua mensagem super do Bem aos seus fãs e a nossos leitores?
DRQue a gente se mova pelas paixões, mas que elas não nos aniquilem, não. Principalmente nesse momento eleitoral (Risos gostosos.)
 

Grato pela entrevista, Duca.
Espero entrevistar você mais vezes.


As Brasas está em cartaz, de sexta a
domingo, no SESC Santana, São Paulo/SP.
Em novembro, estreia no Rio de Janeiro.
Veja em nosso EVENTOS, na sidebar.

 

(Na foto, Duca Rachid e Thelma Guedes.)
 

Uma frase da autora sobre a conquista do Emmy:

“Ganhar o Emmy foi como lavar a alma. A minha preocupação agora é com a próxima novela. Vou seguir adiante. Trabalhando e querendo fazer cada vez melhor.”
 

Demais fotos: Divulgação

Agradecimento:
Paula Catunda
e
Catharina Rocha

Izan Sant

Izan Sant

Um autor super do Bem.

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  • Filipe Pires (gerente Prime Bar/Comedoria – Recife)
  • Geraldo Azevedo (músico e cantor)
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  • Grace Lira (bailarina – Jaboatão dos Guararapes)
  • Guilherme Fontes (ator/diretor de cinema)
  • Heitor Souto (modelo – Recife)
  • Isidro Manuel Marques (Taekwondo – Setúbal/POR)
  • Izan Sant (escritor, roteirista, colunista)
  • Jaime Bomfim (diácono – Itamaracá/PE)
  • Jô Soares (artista)
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  • Lara Fabian (cantora, compositora e letrista)
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  • Mateus Fagundes (repórter – SP)
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  • Sandra Tavares (advogada – São Paulo)
  • Sandy (cantora)
  • Severina Dantas (advogada/pedagoga – Igarassu)
  • Tatiana Issa (atriz e produtora – Brasil/Nova Iorque)
  • Vítor de Oliveira (roteirista – São Paulo)
  • Willames De Morais Lima (segurança – Itapissuma)
  • Yeda Maria Cavalcanti (fonoaudióloga – Igarassu)

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