Artes plásticas

Maria Tereza Braz: O eu e os quadros


Ao fazer uma análise das pinturas da Maria Tereza, denota-se muita sensibilidade, um reflexo da postura de existência dessa artista plástica de Portugal. A esse respeito, ela desabafa: “Ao descobrir a pintura, isto foi algo de bom na minha vida, faz parte da minha solidão, funciona como terapia. Uma descoberta fabulosa, pois me ajuda a viver. Há 20 anos que a tenho como bem válida companheira”.
Artes Plásticas. Maria Tereza Braz.

Maria Tereza Braz - Reflexão

Sobre Carnaxide, onde mora, Tereza é mais poética: “É uma cidade calma, residencial, que me diz muito, gosto de circular nela. Apesar da evolução em 20 anos, tenho muitas recordações… Gosto de estar na minha janela e recuar alguns anos, imaginando cenas boas que me ajudam a sobreviver”.
 

A sobreviver, pois, passemos à 
ESPECIAL ENTREVISTA.
Artes Plásticas. Quadro "To Sow".

Quadro "To Sow"

IZAN SANT – Citei algo sobre o surgimento da artista Maria Tereza Braz em outro artigo. No entanto, como mais detalhes, de que maneira pôs-se a surgir mesmo este seu gosto pela pintura?
MARIA TEREZA BRAZO motivo foi a descoberta, por curiosidade. Longe de pensar que eu iria me dedicar à pintura, mas, na base de uma foto ótima, de verdade, que meu avô deixou a meu filho, e ele tinha planos de reconstruir, coisa que infelizmente não aconteceu por ele ter partido, resolvi pintar. E saiu a tela “Sonho”; a partir daí, por incentivo de amigos, minha pintura foi a mote (a mote = foi sendo desenvolvida)! Felizmente descobri minha grande companheira.
Artes Plásticas. Quadro "Work".

Quadro Work

IS – Acha que a arte hoje, em Portugal, está mais ou está menos valorizada?
MTBNão querendo ser negativa… acho que igual.
A artista numa de suas telas.

Hora de se debruçar sobre um quadro – Trabalho

IS – O conceito de beleza é variável. Como conceituaria essa palavra?
MTBO conceito de beleza é muito relativo mesmo, tem a ver com nossa sensibilidade diária; o que hoje nos sensibiliza muito, no outro dia pode não ser tão belo, sinto isso. Há dias em que algo que achei belo não me desperta tanta beleza depois; como por questões de sensibilidade, adoro no dia seguinte. Por exemplo, me incentiva a passar para a tela uma simples folha caída. Isto até torna meu dia mais suave, não digo alegre porque alegria é algo que já não faz parte de mim há anos. Essa folha caída que sempre tem seu “quê” de beleza; por vezes, o cair de uma folha me desperta… me dá um clique.
Artes Plásticas. Quadro "Folhas".

Quadro Folhas

IS – Qual a opinião mais curiosa que ouviu sobre seu trabalho?
MTB Uma análise que agradeço e acho bem real: “Suas pinturas são uma sincera caminhada dentro de uma visão peculiar de mundo. A forma de estabelecer elos entre as figuras revela criatividade, na busca das soluções, e inquietação, na procura de alternativas visuais, qualidades essenciais na arte.” De Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, ele integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).
Artes Plásticas. Quadro "Caraça".

Quadro Caraça

IS – Sua maior inspiração para pintar é…?
MTBTudo, desde que diga algo no momento. Por exemplo, tenho exposição que obedece a um tema… ando numa de buscar… ao descobrir, mesmo que falte algum tempo, tenho que pintar logo… Sem tema, é por algo belo que vejo, que sinto ao momento, por isso, em todas as minhas telas, tenho meus sentimentos, que adoro deixar fluírem.
Artes Plásticas. Mais um quadro.

Mais um bonito quadro

IS – Tem uma tela favorita? Se sim, por quê?
MTBTenho várias… mas destaco a “Nota de música” e “Violamenina”, porque são dedicadas a meu filho.
Artes Plásticas. A desenvolver a arte.

A desenvolver mais uma tela

IS – Uma mensagem super do Bem aos admiradores do trabalho da Maria Tereza Braz!
Artes Plásticas. Quadro "Fernando Pessoa".MTBAgradecimento bem especial, pois sem as pessoas que gostam do meu trabalho nunca teria desenvolvido minha pintura. Bem Hajam!
 

Clique nas fotos
para ampliá-las.

Muito obrigado
pela entrevista,
Maria Tereza Braz!

 

Nosso 1º. artigo com
a Maria Tereza 

você poderá ver

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Feito de arte e paixão


Antes de tudo, Jorge Grisi é um homem sábio que transforma uma tela (ou uma simples folha de papel) em branco em beleza. Ele é um defensor, mais que tudo, do meio artístico.

Arte. O artista plástico Jorge Grisi.

Natural do Rio de Janeiro, este artista plástico — de alma alada e coração heroico — tem uma visão de arte meio diferente da arte-comércio. “Eu vivo da arte, mas não permito que minhas emoções fiquem à mercê do comercial”, revelou ele ao nosso site. “Sinto que é algo bem maior que um comércio. Minha prioridade é buscar uma satisfação e realização em pintar, desenhar, esculpir, gravar, fotografar ou escrever. Vender sua obra é uma consequência.”   
 

EXCLUSIVA ENTREVISTA.
 

IZAN SANT – As tintas e as telas. Quando e como desenvolveu seu estilo?
JORGE GRISI – Desde meus 5 anos de idade que desenho (oficialmente)… (Risos gostosos.) Sempre gostei de retratar a natureza, em especial o mar, minha grande paixão.

Arte. Tela 1. Jorge Grisi.


IS – Por que a natureza, as paisagens como principal objeto de trabalho? Têm a ver com suas influências?
JG – Tive a grande oportunidade de conhecer pessoalmente Silvio Pinto, um grande pintor de marinas (como denominamos telas sobre o mar como temática) e, na minha adolescência, algumas obras do grande mestre Pancetti. Esta referência destes dois grandes artistas se juntou com minha paixão pelo azul do mar.

Arte. Tela 2. Jorge Grisi.


IS – As águas, o verde, o céu… Destes, qual mais gosta de eternizar através da pintura? A grande paixão, o mar, conforme já nos falou?
JG – Quando possível, os três juntos… (Risos gostosos.) Estar em contato com a natureza e pintá-la é algo mágico onde mergulho e me renovo.

Rio de Janeiro. Jorge Grisi a pintar.


IS – Seu lado retratista? Você desenha rostos com uma perfeição impressionante, mas me garantiu que o retratar rostos é apenas um hobby. É isso mesmo?
JG – Retratar pessoas é uma outra grande paixão, mas ainda não consegui comercializar, entendo que quando estou retratando alguém o faço por carinho ao próximo, acredito ser uma maneira de homenagear e prestigiar a pessoa. Através dos retratos recebo um carinho e alegria de quem estou retratando.

Arte. Um de seus trabalhos como retratista.


IS – Tem uma(s) tela(s) preferida(s)?
JG – Uma tela somente é muito difícil. Tenho pintores pela arte dos quais sou apaixonado e me inspiro. Estes são meus mestres.

Arte. Tela 3. Jorge Grisi.


IS – O que acha de os artistas participarem mais das questões sociais?
JG – Acho que quando o artista participa de uma questão social ele cumpre sua verdadeira função. Creio que a arte é uma dádiva e precisamos compartilhar com o próximo através de ações, contribuições ou até mesmo de sorrir para quem necessita de um pouco de atenção.

Arte. Perfeição.


IS – Na sua opinião, como se analisa a qualidade de uma obra de arte?
JG – A análise técnica é muito complexa, mas faço uma análise emocional. Uma obra de arte não se explica muito pela sua técnica somente. O que me agrada em uma obra é quando consegue me emocionar e isso acontece quando seu autor a cria com a alma.

Arte. Outra tela de Jorge Grisi.


IS – Uma terra que ame de paixão?
JG – Tenho alguns portos que desembarquei e me apaixonei até hoje, sempre que possível estou revisitando do Sul ao Nordeste do Brasil. A Europa, por ser berço da arte e terra de grandes artistas, me apaixona e me inspira, mas viver é aqui no Brasil!

Arte. Tela 4. Jorge Grisi.


IS – Uma terra que adotou como lazer?
JG – O Nordeste é minha grande pátria! Sempre que viajo fico com vontade de voltar ao Nordeste e me abastecer de inspirações.

Arte. Praia de Boa Viagem/PE por Jorge Grisi.


IS – Lembra de algum comentário curioso a respeito de uma tela sua?
JG – Os melhores comentários que recebi foram de crianças, pois foram os mais sinceros e verdadeiros, por mais absurdos que tenham sido.

Arte. Tela 5. Jorge Grisi.


IS – Pensa em se apropriar de novas linguagens, a digital, por exemplo?

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Conto: Garota ferida!

 

Garota Ferida.
Era uma sexta-feira nublada em São Paulo, às 21 horas, quando a artista plástica Ísis Valeska, de dezenove anos, entrou no seu apartamento — ao lado do Parque do Ibirapuera — louca, sofrendo os horrores de um massacre. Um riacho incontrolável no rosto atraente, doída por dentro como se tivesse sido varada no peito por um punhal! Inclinada, a mão no ventre, seus gritos enchiam os interiores do apê:

— Ai, que dor, que dor!… Me acuda, meu Pai!…

Foi atirando objetos decorativos contra a parede, o soalho, os espelhos, como num desabafo. Rob, o irmão três anos mais jovem, veio do quarto, assustado e largando o tablet, na agonia da interrogação:

— Que é que você tem, Ísis?! — Tentava segurá-la. — Me diz, o que tá pegando, minha irmã?!

Transtornada, o tom de voz da garota se amplificou mais ainda:

— É uma dor, uma dor, Rob!… Dói muito, dói!… É uma dor maior que a vida, maior que o mundo, é uma dor!… — Gesticulava como uma doida precisando de camisa-de-força.

Rob tentava acalmá-la, sentá-la no sofá, mas ela guerreava indomavelmente contra ele. Jogou o teen sobre o tapete, rasgou-lhe a manga da camisa e lhe arranhou o rosto.

— Dói muito, dói!…

— Que dor, por que isso, fera?! — perguntou, com a mão no arranhão e já revoltado. Tentou novamente segurar os braços dela, abraçá-la.

— Me larga, garoto!!!

Quis arranhar o rosto dele outra vez, no entanto Rob se desvencilhou e lhe deu um tapa, fazendo-a cair aos pés de uma meia mesa.

— Chega, Ísis!!!

Silêncio geral após o bramido e a “bolacha” de Rob, suado, a face riscada de vermelho, a camisa rasgada, o coração compadecido pelo sangue do seu sangue. Ísis abafou o choro. Rob ficou de joelhos junto a ela, que desabou no ombro dele. A sala, um Iraque!

— Desculpa, mana… Não curto violência, você sabe, pô… Só não vi outro jeito de te frear.

— Perdão, Robinho… Eu é que te peço, eu não queria te agredir…

— Beleza, tá legal? — falou, repousando a mão nos cabelos corredios da Thêmis. — Tudo na paz agora. Mas me diz, tô boladão… Que rolo aconteceu?

— Ah, meu brother!… — desabafo dramático! — tudo seria tão melhor na vida se não existisse mais homem na face da Terra!…

— Não… — ficou bobo com o motivo. — Você tá assim… por causa de homem?!

— Ele… ele acabou comigo, Rob. O carinha me matou, sabe?… Aquele monstro, ele…

— Ele…? — disse Rob, querendo que ela continuasse, acalorando a desesperada com um aperto nas mãos.

— Ele não vale nada! Agora, é um inimigo pra mim, eu odeio aquele mané, quero ver ele comendo capim pela raiz! — Ergueu-se. Caminhou lentamente pela sala, depois virou-se para o irmão. — Ele me feriu, feriu minha alma. Acabou comigo. Tô me sentido a última das pessoas, um farrapo…

Impaciente, Rob se levantou querendo assassinar a dúvida:

— Dá um tempo nas metáforas! O que foi que o Léo te fez, ele te botou uma peruca de touro? — A impaciência deu lugar à angústia.

Ela estranhou:

— Quem tá falando do Léo aqui, maninho? Pirou total você?

— Opa, espera aí… — ele se surpreendeu. — Não é do Léo, seu namorado, que você tá se queixando?…

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Uma Artista portuguesa com certeza


Arte. A profissional com uma de suas telas.
O site apresenta a vocês agora mais uma Artista plástica de dar orgulho a qualquer um.

Ela é a premiada

MARIA TEREZA BRAZ,

nascida em Sobral de Monte Agraço, Portugal, mas que, atualmente, mora em Carnaxide, cidade do mesmo país.

A seguir, uma revelação da Tereza que consta em seu Currículo: 

“Depois de 13 anos de trabalho na Comunicação Social como documentalista, surge algo que altera totalmente minha vida. A pintura sempre foi uma arte que me apaixonou e, em 1999, no meio de uma desistência, descobri essa mesma arte. No meio da catástrofe resolvi fazer experiência… Surge o primeiro quadro e depois foi… 

Despertar! 
Descobrir! 
Tentar!”

… sem qualquer apoio técnico. Tenho feito inúmeros quadros, pintura acrílica com pauzinhos e fundos espatulados — uma técnica particular.

E eis uma Autodidata!”.

A sua pintura é Naif (ingênua, em francês) ou primitiva, como é mais conhecida no Brasil.

É a pintura produzida por artistas não-eruditos, que têm como inspiração retratar temas populares tanto do campo quanto da cidade.


PortuGaleria
(Onde ela mesma nos apresenta as obras)
 

Nota de música-tela, dedicada a meu filho.”
Arte. Nota de Música-Tela.


"Atracção — Adoro passeio na praia, seja verão ou inverno.”
Arte. Tela Atracção.


Frida, por gostar de histórias de vida.”
Arte. Frida.


Guitar — sempre pensando em meu filho.”

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A Dama do Tudo


Chegando com papo novo, queridos leitores. Ou melhor, nova

ENTREVISTA ESPECIAL.

Conversei deliciosamente com SYLVIA MASSARI, uma artista que dispensa apresentações por ser uma superatriz, seja no cinema, no teatro ou na televisão.
Sylvia Massari. Uma artista completa.

Atualmente ela doa todo o seu brilho à pianista Janette, do musical Ou Tudo ou NadaNo dia 11 de março, Massari impressionou a plateia paulista com o poder de sua personagem. Ela e grande elenco estrearam em descomunal estilo no Theatro NET São Paulo, temporada que segue até 1º. de maio; portanto, você, que ainda não viu, não deixe de comparecer! É ação, drama, humor, emoção
Sylvia na pele de sua personagem Janette.

Mas, por falar em drama ele ou a comédia, o que a Sylvia prefere mais?

(Durante o bate-papo, uma galeria de trabalhos de Massari, com um pouco da sua vida pessoal.)      

 

IZAN SANT – Qual desses gêneros você se sente mais atraída a fazer? Embora faça os dois providencialmente.

SYLVIA MASSARI - Comédia, sem dúvida! É onde encontro minhas verdades.
Sylvia, Raul e Os Trapalhões.


IS – A Janette é séria demais, no entanto, ao mesmo tempo, amiga, ótima ouvinte e conselheira. Houve que tipo de laboratório para ela?

SM – Fui chamada muito perto da estreia, para substituir uma outra atriz. Não houve tempo para laboratório…  Ela veio surgindo aos poucos…
No teatro, só curtição.


IS – Um instante genial da personagem! Qual?

SM – Gosto do meu solo com os rapazes.
Um sorriso de Estrela.

 

IS – Uma cena mais feliz do musical, segundo você.

SM – A última, quando os rapazes finalmente tiram a roupa, para delírio da plateia. A mais engraçada, eu considero a do apartamento, quando recebem os Kits que irão usar no show.
Dama, principalmente, do teatro.

 

IS – Quanto tempo de dedicação teve para deixar pronta a Janette?

Janette convidando você. Vem!
SM – Foram somente 15 dias, mas continuei me dedicando a encontrá-la, depois da estreia.  
 

IS – Sua definição sobre o texto?

SM – Inteligente e engraçado. 
 

IS – Como curte a convivência nos bastidores?

SM – Literalmente, uma farra! Nós nos divertimos muito e trocamos experiências. É um camarim maravilhoso!
 

IS – Você desenvolveu diversos trabalhos na televisão, mas um dos que mais gostei foi na novela A Lua Me Disse, do Miguel. A sua cantora, a Morcega! Boas lembranças deste tempo? 

SM – Com certeza! Eu nunca vou me esquecer da Morcega. Ela era divertida e engraçada. Foi um prazer muito grande fazer o texto do Miguel. 
 

IS – Seu trabalho inesquecível! Ou trabalhos?

SM – “A Estrela Dalva”, A Amnésia de “Noviças Rebeldes”, a “Maria Santa”, minha boneca da Praça. Posso acrescentar a Luísa de Os “Fantastikos” (com K).
 

IS – Cor predileta?

SM – Azul.
 

IS – Perfume?

SM – Narciso Rodriguez.
 

IS – Autor(a)? ou mais de um(a)!

SM – Eu estudei muito Kafka e ele ficou pra sempre.
Com Diogo Vilela.

 

IS – Livro de cabeceira?

SM – O que estiver lendo no momento.

(Logo abaixo, a inesquecível personagem Maria Santa.)
A boneca Maria Santa, um mito do humor.


IS – Telenovela antológica?

SM – “Gabriela”.
A atriz com Roberto Carlos.


IS – A palavra mais apaixonante do mundo é…?

SM – Amor.
Uma freira adorável.


IS – Um gostoso passatempo?

SM – Cinema, à tarde, e um lanchinho no final.
Música. Uma atriz que canta superbem!


IS – O que não come, de forma alguma?

SM – Carne.
Sylvia em Paris e com o amigo Maurício.


IS – Como você se autodefine?

SM – Teimosa, Hiperativa e Batalhadora.
Sylvia e Max Wilson.


IS – Família representa…?

SM – Tudo!!!
Sylvia com Glória Perez.


IS – Entre muitos fãs, você tem, além deste colunista que lhe fala, um superfã em Triunfo, no Rio Grande do Sul: o jovem ator Léo Borba. Agora, então, que mensagem híper do Bem você direciona aos seus outros fãs, que, tanto quanto eu e o Léo, a endeusam pela atriz espetacular que você é?

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Um papo com Arilena Soares

Artista. Arilena Soares.
Na verdade, Maria Arilena Borba Soares Coutinho, valorosa artista plástica e escritora pernambucana.

Nascida na cidade de Catende, aos 19 de novembro, ARILENA SOARES já veio com a arte nas veias: é filha do dramaturgo Aristóteles Soares e de Joaquina Helena Borba Soares. Sobrinha do contista e acadêmico da APL, Pelópidas Soares. Prima da poeta, contista e acadêmica da APL, Bartyra Soares e mãe do professor, gestor público estadual e músico, Fernando Augusto Soares Coutinho.

Como vemos, ela pertence a uma família de escritores destacados em Pernambuco. No dizer do grande escritor/acadêmico da APL, Mauro Mota, quando o mesmo afirmou: “A DINASTIA DOS SOARES!”.

Uma feliz Dinastia, por sinal! Por isso, a atual Matriarca dos Soares vai nos doar um pouco de sua sabedoria, pois sou muito curioso

 

ENTREVISTA
ESPECIAL

 

IZAN SANT – Vamos iniciar por suas diversas modalidades de arte. Primeiro, a Pintura!

ARILENA SOARESBom, sou pintora por intuição nata. Desenvolvi o dom de pintar, aprimorando as técnicas pictóricas aos vintes anos de idade, com formação na Escola de Artes do Recife, sob orientação da professora e artista plástica Elba Siqueira Campos e supervisão do artista Gil Vicente. Seguindo o Academicismo, método de ensino artístico iniciado na Europa e estendido pelas civilizações ocidentais, pode-se observar em minha pintura um cunho ortodoxo que identifica o meu estilo de pintar. São telas que retratam naturezas-mortas, florais, paisagens, nus artísticos, casarios, igrejas, marinhas… sempre com gamas de cores fortes e mescladas. Com mais de quatrocentos trabalhos, vários vendidos, já apresentei uma vernissage na FACOTUR-Olinda, na turma de Turismo de 2009.
Pintura. Telas de Arilena.


IS – Como ilustradora, quais os trabalhos desenvolvidos por você?

AS – Primeiramente, como ilustradora de livros, tive a honra de ilustrar a capa e o miolo do livro-romance “Outro Sol se Levanta”, última obra do imortal acadêmico da APL, a Academia Pernambucana de Letras, Cadeira 27, escritor, poeta e contista consagrado, Pelópidas Soares. Igualmente, tive o imenso contentamento de ilustrar a capa do livro de poesias “Ciclo das Oferendas”, da consagrada poeta, contista e acadêmica da APL, recentemente eleita para assumir a cadeira de número 37, pertencente à escritora Deborah Brennand, falecida. Também, no livro “O Teatro de Aristóteles Soares”, consta uma ilustração de minha autoria, uma retratação do famoso dramaturgo Aristóteles Soares.
Arilena Soares - Ilustrações de capas de livros.


IS – Chegamos a uma área que eu gosto demais, a literatura. Sobre sua contribuição nesse campo riquíssimo, o que pode nos contar?

ASNa Literatura, participei de depoimentos no livro “O Teatro de Aristóteles Soares”, de autoria da escritora, atriz, produtora cultural, diretora teatral Lúcia Machado e do ator de teatro e cinema nacional, Jones Melo, já falecido. Livro de grande valia pelo conteúdo cultural, por se tratar de um extraordinário resgate das obras do dramaturgo Aristóteles Soares, lançado durante as festividades do XIII Festival Recife do Teatro Nacional, em novembro de 2010, quando o renomado teatrólogo foi um dos homenageados pela Secretaria de Cultura da Cidade do Recife, onde participei da Noite de Autógrafos, junto à Secretária de Cultura Leda Alves, do ator Jones Melo, da atriz Xuruca Paxeco, da escritora Leda Rivas e da escritora Lúcia Machado. Uma noite inesquecível! Outrossim, como escritora, participei da antologia “Lendas do Nordeste”, de organização das escritoras Bartyra Soares, Lourdes Nicácio Silva e Raphaela Nicácio, onde consta a lenda de minha autoria: “O Fogo Azul ou o Fogo que Corre”, junto a quarenta e cinco escritores de todo o Nordeste. Participei do colendo grupo de contistas, poetas, escritores na 13ª edição da Revista de Literatura Novo Horizonte, da editora e escritora Lourdes Nicácio e Silva, com o depoimento “O Dramaturgo de Catende”, em homenagem aos 105 Anos de Nascimento do renomado dramaturgo pernambucano, Aristóteles Soares.
Arilena. O amor pelos livros e os filhos.A convite do SESC-Santa Rita, fui palestrante no evento Roda de Conversa — A Barca dos Encantados, junto à escritora Lúcia Machado e ao poeta e mediador Raimundo de Moraes, no CAC da UFPE, dia 8 de abril do corrente ano, onde discorremos sobre a vida e a obra do dramaturgo Aristóteles Soares, quando o mesmo foi homenageado. Na rede social Facebook, no perfil Laboratório Ascenso Ferreira, pode-se apreciar a leitura da revista virtual Ascenso, Minha Língua, páginas 40 à 53, onde consta um texto de minha autoria, intitulado: A Convivência com Aristóteles Soares, mais vídeo com imagens onde aparece minha palestra sobre o referido autor.
Conto. Arilena tambem é contista.

 

IS – Você foi agraciada com dedicatórias de autores em seus livros, não foi mesmo? Cite alguns pra gente.

AS – Como é exemplo, o livro de contos “A Outra e Outros”, com o conto "A Menina e a Boneca", do contista Pelópidas Soares. O livro de contos “Caminhadas”, com o conto “O Dramaturgo”, do poeta e contista Josinaldo Maria da Costa. O livro de contos “Inexatidão do Tempo”, com o conto “Trovoada”, da poeta e contista Bartyra Soares.
Arilena Soares em evento.Todos a mim dedicados, que me enchem de orgulho, pela posição que seus referidos escritores ocupam na Literatura de Pernambuco, contribuindo para a historiografia da cultura nordestina.
Dedicatória. A Arilena Soares.


IS – Depois deste papo gostoso e inteligente, um mérito seu, conceitue, por favor, Educação, com uma palavra, ou uma frase.

ASO bem maior da sociedade.
A Barca dos Encantados.


IS – E arte?

ASA Arte é a manifestação das emoções e ideias.
Arte. A dos anjos.


IS – Se não fosse a escritora, ilustradora e artista plástica que é, o que poderia ter sido? Faz ideia?

ASPedagoga. Já o sou por formação. Amo fazer cidadãos de bem para o mundo e para Deus!
Olinda. Bailarina. Artes de Arilena.


IS – Qual a sua mensagem super do Bem para os leitores brasileiros — principalmente os pernambucanos, como nós?

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Entrevista

VÊ, GALERA – Clica

msg do mês

Danielle Cruz - Msg do Mês de novembro

VOCÊ AQUI

Você Aqui - novembro de 2018

presente de artista

Aniversariantes

  • Adriana Birolli (atriz)
  • Alcione (cantora e sambista)
  • Alline Sarmento (advogada – Recife/PE)
  • Ana Paula Padrão (jornalista)
  • Angélica (cantora, apresentadora e atriz)
  • Antonia Guedes (técn. em Óptica, Igarassu/PE)
  • Conceição Teles (educadora: Ens. Médio – Olinda)
  • Deborah Secco (atriz)
  • Duca Rachid (novelista e dramaturga)
  • Emília Marques (atriz – Recife/São Paulo)
  • Fátima Sequeira (psicóloga, Rio de Janeiro)
  • Felipe Lima (ator)
  • Flávio Marcone (jorn./cineg./fotógrafo – Recife)
  • Francisco Cuoco (ator)
  • Gustavo Reiz (escritor e novelista)
  • Herson Capri (ator)
  • Iralvânia Nóbrega (pedagoga – Igarassu)
  • Jack Raf (estud.: Artes Cênicas, UFPE – Recife)
  • Jesiane Rocha (jornalista – Caruaru)
  • Jessany Sany (de 2o. grau completo – Recife)
  • Juan Lima (poeta e publicitário – Recife)
  • Lázaro Ramos (ator)
  • Luciana Mariano (prop. Lu Mariano Produções Ltda)
  • Luís Távora (ator – Recife)
  • Luiz Henrique Peixôto (prof./Informática – Paulista)
  • Marcus Vinitius (divulgador de eventos – Recife)
  • Marieta Severo (atriz)
  • Mônica Moraes (jornalista)
  • Natália Marinho (INNAM – Igarassu)
  • Natt Souza (atriz – Recife)
  • Rauani Castro (atriz e produtora – Recife)
  • Reynaldo Gianecchini (ator)
  • Thaís Araújo (atriz)
  • Thiago Fragoso (ator)
  • Thiago Nolasco (drag queen – Recife)
  • Thiago Pimenta (repres. comercial)
  • Tonny Vaz (cantor – Recife)
  • Vera Fischer (atriz)
  • Victor Gondim (modelo – Brasil/Pequim)
  • Will Tom (ator e theater – Rio de Janeiro)

Eventos

  • 07. No Rio de Janeiro/RJ: estreia da peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 08. Peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea – Rio de Janeiro
  • 09. No Rio de Janeiro/RJ: peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 21h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 10. Em Recife/PE: Daniel Boaventura, dias 9 e 10 – 21h – Plateia Baixa Lateral: R$ 170 (inteira) e R$ 85 (meia), Plateia Alta: R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia), Balcão Nobre: R$ 130 (inteira) e R$ 65 (meia), Especial | Plateia Baixa Central: R$ 200 (preço único, com direito a CD DVD autografado e foto com o artista – Teatro RioMar / Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
  • 14. No Rio de Janeiro/RJ: peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 15. Peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea, Rio de Janeiro
  • 16. Peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 21h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea, Rio de Janeiro
  • 21. No Rio de Janeiro/RJ: peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 22. Em Cabo de Santo Agostinho/PE: “Frenesi”, peça teatral com Priscila Cardoso, Atriz Premiada em Recife pelo EmCena PE – 19h – Auditório Luiz Lacerda (ao lado da escola-modelo Antônio Benedito da Rocha) / Rua Linha, 72-132, Garapu
  • 22. No Rio de Janeiro/RJ: peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 23. No Rio de Janeiro/RJ: peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 21h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 30. Em Olinda/PE: Simone encontra Ivan Lins – 21h30 – Plateia Especial: R$ 244 (inteira) e R$ 122 (meia), Plateia: R$ 204 (inteira) e R$ 102 (meia), Balcão: R$ 154 (inteira) e R$ 77 (meia) – Teatro Guararapes / Centro de Convenções

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