Livros

A felicidade dos livros na sua vida


Livros dirigem uma vida, nos arrancam da zona de conforto e nos arremessam ao mundo dos sonhos, da felicidade do conhecimento, do “Acorda, menina!”, como diria a Ana Maria Braga.

Por meio de frases curtas, vamos decolar no objetivo de alguns books que são um oceano de aprendizado. Caso você ainda não conheça os escritores de alguns, depois você pesquisa sobre cada um. Vale a pena! Que tal então “viajar” na companhia de 12 livros formidáveis? Seguem

Foto: Pixabay.


“O Milagre da Manhã” fortalece seu dia.

“Ainda Amo Você” norteia no relacionamento.

“Depois dos Quinze”: um embarque numa nova vida.

“O Poder da Ação” nos guia aos bons momentos.

“Me Poupe!” faz sobrar dinheiro na sua carteira.

“Ainda Sou Eu” comove com lealdade e esperança.

“Propósito”. Você sabe o que veio fazer no planeta?

O que serena sua alma? Oh, meu Deus, “A Cabana”!

 “Juntos Para Sempre”? Diz nele Walcyr: encontre-se.

“Poesia Que Transforma” transformará sua vida, sim!

 “Mentes Brilhantes” desenvolve muito sua mente.

“Cidadela Ardente”? Flagrantes do dia-a-dia, enfim.
 

Este 12º. é o livro de estreia da escritora e novelista Thelma Guedes. Mas em "O Outro Escritor e Alguns Contos Mais", da mesma autora, você lerá contos bem construídos, que têm como ponto de partida obras de escritores famosos: Raduan Nassar, Clarice LispectorGuimarães Rosa Machado de Assis. Como os demais books deste post, é uma obra que veio para somar na sua existência. E o que soma não se põe de lado.

Literatura. Foto do Arquivo Pessoal da Autora.Thelma Guedes e "O Outro Escritor e Alguns Contos Mais".


Inicie o mês lendo e preenchendo a si mesmo com cultura. Jogue-se nas “asas” sábias do “Batman”, respire esperteza, sorria compreendendo cada vez mais o que disser.

Vá à livraria mais próxima, ou à virtual, adquira um desses livros para ganhar mais sabercomo este da Thelma Guedes. Ou Cidadela Ardente.

Ou, de Walcyr Carrasco, Juntos Para Sempre.

Ou uma das outras obras acima, o essencial é ler!

 

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No Dia do Escritor, Tobey Walker


Sim, um trecho com o escritor solitário de
 A paixão da lua boreal, da minha saga Lua Boreal
 

DOS BEM JOVENS À SEGUNDA ROSA!
 

Na manhã posterior, no instante em que estava tomado por sua velha amiga tristeza e largado em uma das cadeiras de ferro da varanda, Tobey registrou a presença deles.

O grupo de jovens, o qual havia se colocado um pouco além do chafariz com o cupido triste, era formado por três moças e dois rapazes. Divertidos, guerreavam com bolas de neve; era uma brincadeira alegre e ingênua, que o escritor, mesmo na “fossa”, achou convidativa. Aqueles brincantes arrancaram — sem se darem conta — um sorriso do seu ilustre observador. Repentinamente, Tobey recuperou seu ar tristonho.

Onde estaria Suzan, Santo Deus?!… O Audi havia sumido da garagem: imaginou Suzan o guiando desatinadamente, movida pela frustração.

Ela — quanta dor! — era estéril!… Incapaz de gerar um filho! Um filho que ele não lhe dissera que desejava, com certeza. Nem poderia lhe dizer mais, caso até o quisesse fazer: talvez isso fosse o estopim para a separação!

Romance A paixão da lua boreal.

Durante a guerra de bolas de neve, uma das garotas cessou a ação e percebeu o escritor. Mirou-o sedutoramente. Atraídos pelo jeito da amiga, os outros também cessaram com seus atos e acompanharam o olhar dela. Na berlinda, Tobey Walker! Eles o reconheceram na hora! Magnéticos, correram para a varanda, parando nos degraus da escada cheia de neve. Junto ao ídolo! A garota que o vira primeiro, uma ruiva magra e linda, com cabelos escorridos, soltou o verbo, em estado de graça:

— Tobey Walker?!… Cara, nós te amamos, nós… adoramos seu romance, não é, galera?… — Seus olhos verdes, luzentes, pediam que os amigos confirmassem.

Confirmaram, abobados.

Um dos rapazes, que tinha o rosto de Enrique Iglesias aos 18 anos, revelou ao ídolo:

— Minha mãe leu O breu em minha vida tantas vezes, me falou que é demais! Começo a ler assim que eu voltar para casa!

— Só esse panaca não leu ainda, o resto aqui já leu, ouviu? — entregou o outro rapaz, um cabeludo com cara de roqueiro.

Encorajado pela atenção e o vigor dos fãs, Tobey conseguiu sair da cadeira. Seguiu para eles, agradecendo:

— Obrigado. Vocês acabam de botar um pingo de cor no meu dia. — Ao parar junto deles: — Mas… como se chamam?

A ruivinha, na sua eletricidade, cuidou de iniciar as apresentações:

— Meu nome é Funcy!

Os outros a olhavam de soslaio, ela "atirava":

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Flash: Festa e livros

Música, diversão e um papo legal sobre a importância dos books — em Banff, no Canadá. 
(Outro capítulo extraído de uma obra minha, para você!)
 

A festa principiou às 9 da manhã. Todos se enfiaram nas mais elegantes vestes de inverno, prevaleciam as cores preta, marrom, cinza e azul. Músicas internacionais das décadas de 70 e 80 brotavam do home theater. “Quero essas músicas, pois recordar é viver!”, falara Irene. Naquele momento, a faixa tocada do CD, embalando os corações, era Skyline pigeon, de Elton John.Livros.

Taças de coquetel nas mãos, pratos fartos às mesas, lareira acesa, clima gostoso. Flashes de fotógrafos espocavam, Leni Carmem e Irene queriam montar um grande painel com fotos variadas do evento — a despedida dos hóspedes brasileiros de sua pousada. Haveria um show-surpresa por volta do meio-dia, ansiosamente esperado.

Vindos do andar de cima, pisando o carpete estreante e vermelho do lobby, Daniela e Luiz Cláudio juntaram-se a Jebson, Laura Carvalho e Joaquim. As irmãs Ana Rosa e Ana Maria Arruda conversavam com Josilda, Antônia e Iralvânia. Mariana, chegando de seu aposento, usando um casaco água-marinha comprido, com pequenas gravuras abstratas em preto, dando-lhe uma maior silhueta curvilínea, juntou-se às outras atraindo olhares. Ali por perto, Geneci, Diana e Eurides optaram por um canto próximo à vidraça da janela, curtiam ver a neve cair. Lia e Luiza travaram amizade com uma experiente psicóloga e pedagoga de terras pernambucanas, de Olinda: Eliete Araújo, recente hóspede, cheia de formosura. Morena elétrica, mãe de inteligentíssimos garotos, João Victor e Lucas Vinícius, que ficaram no Brasil, Eliete discutia com as novas amigas sobre Paul Mauriat — venerava suas composições ao piano! Esmerada num sobretudo preto, com detalhes que pareciam minúsculos diamantes azuis, ao saber do show transbordou de animação. Quando as proprietárias da pousada foram passando por elas, a psicóloga, afagando os cabelos corredios e castanhos escuros, exclamou com sua voz empolgada, musical:

— Gente… não acredito! Vai ter um número de dança para nós?

— Antes do almoço — certificou Irene, orgulhosa de seu novo corte de cabelo, realizado por Jebson Moraes: um curto versátil, com as mechas de frente abaixo do queixo.

— Que tipo de número é? — perguntou Luiza.

— Contem, senão morreremos de curiosidade! — brincou Lia.

As sócias riram. Leni Carmem começou a responder, sacana:

— Se dissermos qual é a apresentação, acaba a surpresa; se vocês mor…

— Ah, tá! — interveio Eliete, bem-humorada, entendendo a gracinha. — E se nós morrermos, vocês ficarão tristes, aí não haverá apresentação, não é isso?

Sem graça, dando tchauzinho, as anfitriãs foram recepcionar as gêmeas Ilka e Izabella Nóbrega, que chegavam. Lia, Luiza e Eliete trocaram olhares divertidos; depois, toques de mãos, cúmplices.

Ilka e Izabella, jeitosas, de pele alva, olhos verdes e cabelos castanhos escuros, já bebericavam coquetel a um canto. Izabella, no segundo gole, encarou uma indagação cultural de Leni:

— Hoje, Iza, com o advento dos livros virtuais, qual a importância ainda, em sua opinião como educadora, de uma biblioteca pública?

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Intenso artista das letras


Juan Lima.
Ao perguntar a ele desde quando e de onde partiu a sua paixão por escrever, o poeta e publicitário recifense JUAN LIMA me respondeu com um desejo singular: A paixão pela escrita começou cedo, aos 16 anos eu já arriscava versos nos cadernos de colégio. Desde os 14 anos de idade eu me enveredei na música, tocando bateria em bandas de rock pelos bares de Recife; pouco tempo depois, sentindo a necessidade de criar minhas músicas, passei a escrever letras para canções”.

Logo em seguida lhe vieram à mente poemas inspirados em Vinícius de Moraes, o qual o influenciou bastante.

Juan — que, além de baterista como já sabemos, ainda é compositor — escreveu o livro Rosas, Musas e Poemas. Vinte Anos de Poesias.
 

ENTREVISTA ESPECIAL.
 

IS – Como surgiu, exatamente, a ideia deste seu tão interessante livro?

JL A vida toda eu sempre criei poemas, alguns eu entregava às mulheres que pediam (vários perdidos por aí), muitos eu mostrava ao meu pai, que insistia que eu deveria juntar todos e lançar um livro. Eu relutei muito a fazer, nunca tive em mente mostrar meus anseios, paranoias e paixões secretas (ou não) às pessoas do meu círculo. Passados vinte anos de escrita, juntei todos que tinha guardado e fiz o livro.
 

IS – Tudo é, mesmo, “extremo, definitivo, terminal” dentro de sua visão de mundo?

JL Existem duas personalidades que transitam dentro de mim: uma polida e social, que é a saída encontrada para sobreviver num mundo tão distante do que eu imagino. Outra é terminal, insensata, ansiosa, extrema, até o último suspiro. Esta última, sou eu.
 

IS – É supercativante o Projeto Formas em Poesias, paralelo ao seu livro, em parceria com Josy Ventura. Por que a atriz para recitar seus intensos poemas?

JL Josy é uma querida amiga, uma jovem com a arte entranhada na alma assim como eu. Vivemos buscando um lugar ao sol no mercado, mercado este que valoriza muito mais o ter do que o ser, a gratuidade do sexo e as mensagens sem conteúdos são mais fáceis de digerir.
Josy Ventura. Pronta para recitar um dos poemas de Juan.


IS – Tem um amor especial por um dos textos de Rosas, Musas e Poemas?

JL – Sim, o poema interpretado pela atriz Josy Ventura, chamado: “Se for para morrer”.

(Você assistirá ao vídeo deste poema no final da entrevista.)
Literatura. O livro Rosas, Musas e Poemas.


IS – Eu, particularmente, acho Se for para morrer muito bem construído em sua densidade. Bom, mas segue uma saia justa: qual o maior poeta/ou poetisa brasileiro (a)?

JL Complicado apontar um como maior, o Brasil, ao longo dos tempos, conheceu diversos poetas extraordinários, poderia citar aqui, por exemplo: Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector, dois gigantes. Mas, o meu preferido é Vinícius de Moraes, sua relação com a música me fez mais próximo dele.
Juan Lima. Em estúdio com a atriz Josy Ventura.


IS – Acha que o livro eletrônico ameaça o impresso?

JL Não. Quem absorve este tipo de leitura, arte, faz questão do livro em mãos. Mas, o livro eletrônico ajuda bastante a divulgação do trabalho.


IS – Bate-bola! Melhor romance que já leu?

JL “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.
O poeta Juan Lima.


IS – Frase máxima marcante em sua vida?

JL “Não há mal pior que a descrença, mesmo o amor que não compensa, é melhor que a solidão.” – Vinícius de Moraes.
Música. Juan inspirado.


IS – Filme espetacular! Algum que recomende?

JL O voo.
 

Juan Lima. Violão, paixão.
IS – Acho que já sei, mas vou perguntar mesmo assim: melhor escritor (a) universal? 

JL Vinícius de Moraes.
 

IS – Amor, com uma palavra?

JL Insensatez.
 

IS – Família, também com uma!

JL Alicerce.
 

IS – Algum outro projeto literário futuro?

JL Já comecei a escrever um outro livro de poemas; este, pensado e com poemas com teor político e social.
 

IS – Uma mensagem súper do Bem a cada admirador seu e a cada leitor do Papo!

JL – Viva a vida como se ela amanhã não existisse, faça tudo que pode hoje, mas só faça o bem. A linha que divide a loucura e a sensatez é muito tênue, não se permita bloquear por estruturas sociais impostas por séculos em nossa sociedade. Busque sempre seus sonhos, procurando os espaços ainda não descobertos, faça de seu caminho uma história que possa ser contada num futuro próximo aos seus entes queridos, nenhuma maldade vale a pena para se alcançar seus objetivos. Obrigado pelo carinho.

 

COM VOCÊS, AGORA,
 

Josy Ventura recitando Se for para morrer

 

Visite o site de Juan Lima, conheça mais sobre
o livro e garanta o seu. Dê um clique aqui:

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Falando sobre crianças…

Denise Vieira Doro. Foto: Arquivo da poetisa.
Crianças

Denise Vieira Doro

Como me sinto feliz 
Ao conversar com crianças! 
Me trazem sempre lembranças 
De uma infância feliz.

Toda criança é bela, 
Nos dá lições incontáveis. 
É meiga e tão sincera, 
Que aos adultos supera.

No meio dos pequeninos, 
A felicidade reina. 
Com chamegos e carinhos, 
Chego até a ver estrelas.

Toda criança é Divina; 
Pobre, rica, gorda ou franzina, 
De qualquer raça ou cor, 
Enfeitam o jardim da vida.
 

(Este tocante poema da Denise está em seu livro
Soltando as Amarras.)
 

CRIADORA E CRIAÇÃO:

A poetisa, como ela mesma se define, é “uma mulher destemida diante dos maiores obstáculos, alegre e otimista. Soube tirar das adversidades grandes lições de vida. Nunca deixou de escrever e diante da diversidade de sentimentos vividos, colheu o melhor e escreveu.”

Mas, pessoa linda… e como definir o livro?

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Banff – Turismo no Canadá


Um texto do meu livro que fala sobre essa cidade-paraíso, ótima investida para quem gosta de passar o inverno,
que está se aproximando, fora do Brasil. Fica a dica. (Izan Sant)

 
  Éden canadense

 

No Canadá, país dos idiomas inglês e francês, um dos melhores lugares para se viver do mundo, você encontra a cidade mais turística das Montanhas Rochosas. Fica na província de Alberta, dentro do cênico Parque Nacional de Banff, área de preservação ambiental onde a civilização se desenvolveu em harmonia com a natureza.

Extremamente receptiva aos seus visitantes, Banff é rústica e requintada, um típico cartão-postal de sonho. Oferece boa quantidade de hotéis, sua beleza pitoresca estende-se às largas ruas, ao centro comercial bem organizado, às casas em estilo alpino, à floresta de coníferas… Suas gigantescas montanhas podem ser admiradas da rua principal.

Devido à perfeita integração entre a cidade e suas áreas verdes, facilmente é possível vermos alces, veados e caribus pastando nos jardins das residências e nos canteiros das ruas.
Canadá. Arte. Uma tela de Dini (ou Geneci) Martelli.

Bares, lojas, restaurantes, passeios de charrete, dentre outras atrações, completam o glamour desse oásis cortado por um rio esplendíssimo, o qual nos lembra logo de um dos cenários do longa-metragem Pocahontas.

Localizam-se no Parque Nacional de Banff as mais bem frequentadas estações de esqui do país: Lake Louise, Mount Norquay e Sunshine Village, todas de fácil acesso.

Banff, indiscutivelmente, é um município visitado por turistas de todo o planeta. No verão, pelas paisagens, a vida selvagem e os esportes de aventura; no inverno, pelos esportes de neve e as águas termais.

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Mamãe costura… Você presenteia!


Relembrando o que é bom, gente! Só coisas boas!

Seguem duas dicas de com o que você pode presentear, num momento especial, alguém que você ame. Sugiro um livro bacana ou uma obra de arte de bom-gosto. Um desses presentes, o Mamãe costura e esta noite vou te ver.

Sylvia Bandeira. Mamãe costura e esta noite vou te ver.

Um livro com as incríveis memórias da atriz Sylvia Bandeira. Ilustrado, tocante, que nos remete à vida de amor, das viagens, dos filhos, dos holofotes do teatro e muito mais.

Conheça mais detalhes dele e compre AQUI.

 

A outra dica de livro já recomendada é a do Toda mulher tem 7 homens.

Será que tem mesmo?

… a Branca de Neve já tinha" — me disse a bem-humorada autora deste romance, Vera Lucas.
Vera Lucas. Toda mulher tem 7 homens.

A personagem, cômica de viver, é a jovem Patrícia; os 7 homens… Quais serão?

Adquira o livro, em formato e-book, nesta PÁGINA.
 

Presenteie, cuide com esse carinho o alguém tudo-de-bom pra você!

Hum, e a respeito do ato de presentear, Jader Amadi poetizou singularmente:

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Toda mulher tem 7 homens?


Segundo a escritora carioca VERA LUCAS, sim.Escritora Vera Lucas.

Mas, como será isto?!

Antes de ela saciar nossa curiosidade na ENTREVISTA do momento, é bom lembrar que Vera, formada pela UFRJ, possui um currículo invejável: é jornalista, redatora, cronista, editora e roteirista de televisão, bem como palestrante em Jornalismo. Já teve como empregadores O Globo, a Editora Bloch, a CNT, a TV Educativa, entre outros veículos renomados.

Aqui, teremos a oportunidade de conhecer um pouco mais desta profissional multi que se diz mais escritora do que tudo!

Será que ela vai nos revelar o porquê de toda mulher ter 7 homens?…  
 

ENTREVISTA
ESPECIAL.

 

IZAN SANT – Você é jornalista e etc., mas quando soube que queria ser escritora?

VERA LUCAS – Estava ali, bem na minha frente, só que eu não percebia — talvez porque era míope. Eu me alfabetizei sozinha, de tanto que folheava as antigas revistas em quadrinhos. Luluzinha, Tio Patinhas, Pimentinha… Não sei como aconteceu, mas de repente eu estava lendo. Do Jardim de Infância fui direto para o segundo ano do antigo curso primário. Vou confessar uma coisa, sempre detestei as regras gramaticais. Orações coordenadas, sujeitos indeterminados, verbos transitivos… Mas eu lia muito, muito mesmo e isso me salvava nas provas escolares. Na época, elas eram divididas em perguntas decorebas sobre a língua portuguesa, valiam 50; e, na redação, também 50. Na primeira parte eu me saía mais do que péssima, tirava no máximo 20. Já na redação, eu quase sempre recebia o número máximo de pontos. Eu escrevia, conectava as ideias, conjugava corretamente — embora não soubesse nem o nome do tempo do verbo que estava usando. Era o enigma dos professores… Uma dona Aíxe chegou a me dizer que eu não teria futuro. Assim, cheguei ao ano do vestibular. Faltando quatro dias para as inscrições se encerrarem, eu ainda estava em dúvida entre Psicologia, Arquitetura e Belas Artes. Aí, das trevas fez-se a luz. O que eu mais gostava de fazer? Escrever. E lá fui eu para o jornalismo. A universidade e a posterior experiência nos veículos de comunicação me lapidaram. Na UFRJ fui aluna do mito Nilson Lage e, no trabalho, tive alguns chefes que eram feras no bom sentido. Outros eram feras no mau mesmo.
 

IS – Quais escritores lhe serviram como inspiração?

Toda mulher tem 7 homens.VLBem, no Instituto de Educação, um colégio tradicional aqui do Rio, onde cursei o antigo ginásio e normal, tinha que ler, para as provas mensais, um livro indicado pelos professores de Português e Literatura. Estudei lá por sete anos e li todos os clássicos. Até hoje tenho as minhas dúvidas se Capitu traiu ou não… Fora isso, também frequentava sempre a biblioteca, onde descobri Monteiro Lobato, Clarice Lispector e Jorge Amado, por exemplo. Mas o meu gênero preferido sempre foi o humor. E aí entram Chico Anysio, Millôr, Wood Allen, Helen Fielding… Não tem espaço para falar de todos.
 

IS – Sem entregar todo o jogo aos nossos leitores, me fala:

por que Toda mulher tem 7 homens?

VLPorque a Branca de Neve já tinha. (Risos.)
 

IS – Este livro foi, mesmo, o que você sempre quis escrever?

VLSim, esse era o tema do primeiro romance que eu queria escrever. Foi planejado quando eu tinha uns 17 anos.
 

IS – Você lançou três livros voltados à área jornalística; por que essa virada agora, focando no romance?

VLApesar dos meus livros jornalísticos terem o meu estilo de humor, eles são técnicos, sobre uma área que eu domino. Passei anos amadurecendo o romance e, quanto mais eu pensava nele, mais me achava incapaz de escrevê-lo. Era muita pretensão, a crítica ia cair de pau, acabaria com o meu nome no jornalismo, essas inseguranças. Aí entrei em uma fase de angústia por não conseguir realizar o meu sonho, tomei coragem, sentei em frente ao computador e o livro saiu.
 

IS – A Patrícia é seu personagem favorito em Toda mulher tem 7 homens, ou será outro, e, se for, por qual razão o é?

VLEu gosto muito dela, é a minha protagonista. A Patrícia tem um pouco de tudo o que as mulheres têm: graça, tristeza, amor, raiva, é romântica, sensível, não leva desaforo para casa, sensata, perde o senso, afoga as lágrimas em um pote de sorvete e, principalmente, corre atrás do que deseja. Está certo que às vezes de uma forma bem atrapalhada, mas ela chega lá.

Vera Lucas - 1 ano.

IS – O que acha mais complicado no momento de escrever um romance?

VLPrimeiro você tem que ter uma boa ideia. Uma coisa que me ajudou muito foi dividir, com caneta e papel, o livro em capítulos: escrevendo, por alto, o que cada um teria. Depois foi só seguir esse roteiro. Eu não podia deixar um fio solto, uma pergunta sem resposta, uma situação não resolvida, abandonar um personagem. Tudo tinha que estar bem arrumadinho ou, no final, o leitor jogaria o livro na lata de lixo. E a mim também.
 

IS – Como você considera seu estilo de literatura?

VLEu adoro escrever humor, mas não aquele tipo pastelão. Sou irônica, sarcástica, nas entrelinhas. Acho que a vida já é bem barra, os jornalistas, onde me incluo, dão muitas notícias tenebrosas e quero que os meus livros sejam divertidos, façam as pessoas se sentirem leves.
 

CONSELHO…

IS – Para quem deseja “mergulhar” no mundo literário!

(Como fazer?)

VLTrabalhe por amor, por realização pessoal, porque dinheiro você não vai ganhar. A menos que você tenha a capacidade para escrever um best-seller. Eu, por exemplo, ainda não recebi nada dos meus direitos autorais. A Editora há um ano adia essa prestação de contas. Calote mesmo. Assim, é fundamental você ter outra fonte de renda, outro trabalho. Infelizmente, as contas chegam também para os escritores.

 

LITERATURA,
AH, MAIS DA SANTA LITERATURA…  

 

IS – O escritor é um solitário, como disse, certa vez, um poeta?

VLÉ e não é. Passo muitas horas sozinha quando escrevo, não tem aquele tumulto das Redações, Vera Lucas - escritora.dos trabalhos convencionais, não dá para bater um papinho com o colega. Mas, ao mesmo tempo, a solidão na hora da criatividade me faz bem porque preciso ter a companhia dos personagens.
 

IS – Filosofia de vida, tem?

VLNão sei se é filosofia… Agora me lembrei de um professor de Filosofia que discutia por que o ovo é oval. Bem, voltando à pergunta, eu quero me sentir feliz. Quando algo ou alguém não me permite isso, mando passear ou jogo para o alto. Claro que, muitas vezes, quebro a cara, mas não sei engolir sapos (Risos.). Essa, só quem leu ou ler o livro vai entender. 
 

IS – Como a escritora Vera Lucas se define e quais os seus hobbies?

VLEu sou uma mulher comum, simples, cheia de defeitos e qualidades. Tenho bom-humor, procuro não levar a vida muito a sério porque não sei até quando vou estar por aqui, às vezes me acho a dona da verdade, falo mais do que deveria e sei pedir perdão. Ah, a injustiça me tira do prumo: desço o morro com comissão de frente e tudo. Sobre os hobbies, coleciono postais, faço palavras cruzadas, sou noveleira e sempre bato ponto na praia. Os meus pratos preferidos são pizza, sonhos de camarão e, de sobremesa, chocolate. Tudo muito saudável, natureba, diet (Risos.). E a minha irmã, Eliane Quintela Lucas, é nutricionista!
 

IS – Qual mensagem super do Bem você direciona a seus leitores e amantes da literatura?

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Depressão não


Depressão. Cuide-se bem.(Extraído do romance O beijo da lua boreal)
 

Tobey revolvia-se na cama, o sono não lhe vinha. Com os olhos fitos no negror do quarto, recordou-se das palavras do médico alusivas à sua doença, quando no leito hospitalar:

— Você está com depressão. Seus sintomas psicológicos são os dela. — Mostrava-os, anotados num bloco: — Culpa, angústia, tristeza, estresse, ansiedade, desesperança, ideação suicida… E os físicos, também: a baixa energia, a dor de cabeça, a dor no estômago, a alteração no sono, as alterações no apetite… Está com uma depressão fortíssima! Mas você ficará bem, basta se ajudar e nos ajudar a ajudá-lo. (…)

No quarto do hospital mesmo, o abúlico Walker lera sobre a enfermidade. O texto da revista sobre saúde fora-lhe um alerta!


De qual delas você sofre?
 

A depressão pode levar o indivíduo a se sentir frágil. Ele fica sem interesse, sem ânimo para cumprir as atividades rotineiras. Já não consegue se concentrar como antes, perde o apetite e a fadiga o pega facilmente. Insônia ou sono excessivo também poderá atacá-lo.

Quanto à tristeza, trata-se de um sentimento advindo de uma perda: a pessoa perdeu algo que lhe era querido. Vai de bens materiais a pessoas — aqui, no sentido amoroso ou não.

A tristeza poderá evoluir para a depressão. Cuidado!

Assim como a depressão, a tristeza é universal e não poupa ninguém, o que se pode fazer contra elas está no como a pessoa vai agir diante de ambas.

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“Portão” paradidático

Capa de "No Portão do Mundo".


Um mundo paradidático, aliás. Este é No Portão do Mundo, uma obra atual e dinâmica, destinada à reflexão de crianças, jovens e adultos.

O livro, do autor pernambucano Pedro Santana, atende aos requisitos da Educação Infantil quando dá as diretrizes de incentivo a atitudes solidárias e cooperativas, valorização da diversidade, ensejo à função social e pessoal, bem como conhecimento de mundo.

Foi abordado um tema adulto num "corpo" de criança e inserido no universo infantil.
 

Segue um trecho do romance

Minutos depois, Senhor Justiça anunciou em alto e bom som:

─ Atenção todos: Dona Fé, a anfitriã!

Os convidados ficaram admirados, os olhos esbugalhados. Pela primeira vez, todos viram aquela que emanava a luz e a força.

Descendo as escadas, Dona Fé, aos seus admiradores, falou pouco, mas bonito e certo:

─ Quero que esta luz e esta força entrem em todos os corações presentes neste mundo incerto! Que vivamos todos felizes, corretos na vida e crentes no que for justo e belo!

E abraçou cada um dos convidados, preenchendo o vazio nos corações. Um momento digno de ser eterno!

Ao fim, todos a aplaudiram de pé. E não a esqueceram, jamais! Ninguém pode viver sem a Fé.
 

Eu vejo como um ícone bem expressivo. Esse pensamento que vem no livro:

O homem se esquece da saúde, educação, trabalho e cultura. Hoje, temos a fé acomodada, a esperança abalada e a paz ameaçada!

 

A 1º Edição é de 2013. 
Índice para Catálogo Sistemático:
Brasil – Literatura – Literatura Infanto-Juvenil
 

O livro vem sendo comercializado pelo portal

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Entrevista

VÊ, GALERA – Clica

msg do mês

Danielle Cruz - Msg do Mês de novembro

VOCÊ AQUI

Você Aqui - novembro de 2018

presente de artista

Aniversariantes

  • Adriana Birolli (atriz)
  • Alcione (cantora e sambista)
  • Alline Sarmento (advogada – Recife/PE)
  • Ana Paula Padrão (jornalista)
  • Angélica (cantora, apresentadora e atriz)
  • Antonia Guedes (técn. em Óptica, Igarassu/PE)
  • Conceição Teles (educadora: Ens. Médio – Olinda)
  • Deborah Secco (atriz)
  • Duca Rachid (novelista e dramaturga)
  • Emília Marques (atriz – Recife/São Paulo)
  • Fátima Sequeira (psicóloga, Rio de Janeiro)
  • Felipe Lima (ator)
  • Flávio Marcone (jorn./cineg./fotógrafo – Recife)
  • Francisco Cuoco (ator)
  • Gustavo Reiz (escritor e novelista)
  • Herson Capri (ator)
  • Iralvânia Nóbrega (pedagoga – Igarassu)
  • Jack Raf (estud.: Artes Cênicas, UFPE – Recife)
  • Jesiane Rocha (jornalista – Caruaru)
  • Jessany Sany (de 2o. grau completo – Recife)
  • Juan Lima (poeta e publicitário – Recife)
  • Lázaro Ramos (ator)
  • Luciana Mariano (prop. Lu Mariano Produções Ltda)
  • Luís Távora (ator – Recife)
  • Luiz Henrique Peixôto (prof./Informática – Paulista)
  • Marcus Vinitius (divulgador de eventos – Recife)
  • Marieta Severo (atriz)
  • Mônica Moraes (jornalista)
  • Natália Marinho (INNAM – Igarassu)
  • Natt Souza (atriz – Recife)
  • Rauani Castro (atriz e produtora – Recife)
  • Reynaldo Gianecchini (ator)
  • Thaís Araújo (atriz)
  • Thiago Fragoso (ator)
  • Thiago Nolasco (drag queen – Recife)
  • Thiago Pimenta (repres. comercial)
  • Tonny Vaz (cantor – Recife)
  • Vera Fischer (atriz)
  • Victor Gondim (modelo – Brasil/Pequim)
  • Will Tom (ator e theater – Rio de Janeiro)

Eventos

  • 02. Em São Paulo/SP: Peça teatral “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, os personagens são ‘irmãos’” – 21h – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579
  • 03. Peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, os personagens são ‘irmãos’” – 21h – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579, Santana/SP
  • 04. Peça teatral “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher, onde “mais do que amigos, 18 personagens são ‘irmãos’” – 21h – com Herson Capri e Genézio de Barros – SESC Santana / Av. Luiz Dumont Villares, 579, Santana/SP
  • 07. No Rio de Janeiro/RJ: estreia da peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 08. Peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea – Rio de Janeiro
  • 09. Em Olinda/PE: Toquinho e Demônios da Garoa apresentam De Vinicius a Adoniran – 21h30 – Plateia Especial: R$ 204 (inteira) e R$ 102 (meia), Plateia: R$ 164 (inteira) e R$ 82 (meia), Balcão: R$ 144 (inteira) e R$ 72 (meia) – Vendas: Bilheteria do teatro, lojas Ticketfolia e www.eventim.com.br. Teatro Guararapes / Centro de Convenções
  • 09. No Rio de Janeiro/RJ: peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 21h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 10. Em Recife/PE: Daniel Boaventura, dias 9 e 10 – 21h – Plateia Baixa Lateral: R$ 170 (inteira) e R$ 85 (meia), Plateia Alta: R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia), Balcão Nobre: R$ 130 (inteira) e R$ 65 (meia), Especial | Plateia Baixa Central: R$ 200 (preço único, com direito a CD DVD autografado e foto com o artista – Teatro RioMar / Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
  • 14. No Rio de Janeiro/RJ: peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea
  • 15. Peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 20h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea, Rio de Janeiro
  • 16. Peça “As Brasas”, adaptação de Duca Rachid e Julio Fisher – 21h – de 07/11 a 30/11 – com Herson Capri e Genézio de Barros – Shopping da Gávea, Loja 264, 2º Piso / Rua Marquês de São Vicente , 52 – Gávea, Rio de Janeiro
  • 22. Em Cabo de Santo Agostinho/PE: “Frenesi”, peça teatral com Priscila Cardoso, Atriz Premiada em Recife pelo EmCena PE – 19h – Auditório Luiz Lacerda (ao lado da escola-modelo Antônio Benedito da Rocha) / Rua Linha, 72-132, Garapu
  • 30. Em Olinda/PE: Simone encontra Ivan Lins – 21h30 – Plateia Especial: R$ 244 (inteira) e R$ 122 (meia), Plateia: R$ 204 (inteira) e R$ 102 (meia), Balcão: R$ 154 (inteira) e R$ 77 (meia) – Teatro Guararapes / Centro de Convenções

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