Pernambuco

Acróstico ao Domingos

Domingos Montagner. Artista de fibra.
Homenagem
do Papo de Bem
ao incrível
Domingos Montagner.
Que, onde estiver,
você faça o
mesmo sucesso
que fez aqui,
Domingos.

 

De Izan Sant
(Escritor, colunista, roteirista - Recife)

 

Com carinho, segue o acróstico…
 

Da tarde chocante no São Francisco,
Orações passaram a reinar,
Mais frequentes, sem avisos
Iscas para uma grande alma acalentar.
No Velho Chico, o espírito do homem de brilhos,
Generoso, sagrado no seu interpretar:
O Domingos do Santo, da Tereza, dos Anjos…
Salve Jorge também o de fé, o de lutar.

Montagner das Sete Vidas.
O do Cordel Encantado,
Notável defensor na Joia Rara,
Tramas de Duca e Thelma, que,
Amigas, lamentam com todos a cena inesperada.
Guerreiros sempre hão de se lembrar,
Naturalmente, do Montagner sorriso.
E refletir sobre esse artista — de vida
Risonha, exemplar, poderosa de admirar.
 

Texto escrito exclusivamente para este site.

Ela faz parte da “Justiça”


Lindíssima, 18 anos, dotada de uma personalidade ímpar — igual ao seu talento —, além de amável e batalhadora. A dona da Susi, personagem intrigante da minissérie global deJúlia Dalavia. Manuela Dias, Justiça, cuja temática é a busca por justiça e que, cada dia da semana, retratará tramas diferentes que se cruzam, não havendo um protagonista definido.

Eu me refiro à atriz JÚLIA DALAVIA, que conheci em seu último dia de gravação em Recife.

Ambientada nesta Veneza Brasileira, algumas cenas da obra foram gravadas em Olinda; em Recife, serão mostrados a Praia do Pina, o Palácio do Campo das Princesas, o Teatro de Santa Isabel, o Mercado de São José e o icônico Edifício Holiday, em Boa Viagem. A Praia Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, também será vista na telinha.

Júlia havia acabado de adentrar o hotel, chegando do set, quando, logo após, estávamos prontos, cara a cara, começando mais uma…
 

EXCLUSIVA ENTREVISTA.
 

Júlia é só coração. Vocês vão conferir.
 

IZAN SANT – Você fez Velho Chico, Júlia. O que dizer da sua personagem, a Maria Tereza jovem?

JÚLIA DALAVIAEntão, foi uma personagem muito importante, muito difícil. As gravações foram muito intensas, a direção do Luiz Fernando Carvalho… Tudo o que fiz lá foi muito intenso, do coração mesmo e fico bastante feliz do resultado, de que as pessoas gostaram, porque, pra mim, foi um trabalho que me mudou realmente.
 

IS – E o convite pra Justiça, partiu como?

JDDurante as gravações de “Velho Chico”, o José Luiz Villamarim me chamou pra um teste com a Adriana Esteves, com a Jéssica Hellen, que vai fazer a minissérie também e, já no dia do teste, saí muito emocionada, muito feliz de ter feito o teste. Eu não sabia o que ia acontecer, mas foi incrível ter estado com a Adriana e conhecer o Zé… foi muito bom. Saí de lá com a sensação de que, mesmo que eu não passasse, já tinha valido a pena, sabe? Foi uma energia muito legal. E recebi a ligação depois, que eu tinha passado pra fazer a personagem e fiquei muito, muito feliz.
 

IS – Fala pra gente, então, sobre essa nova personagem.

JDEla é uma prostituta, que virou prostituta por causa das circunstâncias da vida. A mãe dela foi presa quando ela era pequena e ela ficou largada na vida, junto com o irmão. Acabou, portanto, virando prostituta pra sobreviver. E o resto vocês vão ver na minissérie, é isso… (Risos gostosos.)
Izan entrevistando Júlia Dalavia.


IS – Sem dúvida. Agora me diz: com gravação atrás de gravação, deu pra curtir a nossa Recife?

JDCom certeza. Eu já conhecia a cidade, voltei aqui, fiquei dez dias gravando… Tenho amigos aqui, que me levaram a lugares legais. Curti bastante.
Júlia Dalavia ainda em entrevista.


IS – Como foi dividir as cenas da novela do Benedito (Ruy Barbosa) com o Rodrigo Santoro?

JDFoi incrível. Ele é um ótimo ator, maravilhoso, muito generoso. Me ajudou muito, me ensinou muito. Sou muito grata, acho que tenho muita sorte de, tão nova, estar trabalhando com pessoas que admiro e que estão me ensinando tanto. Foi uma grande experiência.
Atriz Júlia Dalavia com Izan. Boníssima recepção.


IS – Escritor e melhor livro que já leu?

Júlia. O visual da personagem na minissérie.
JDUm dos, já que não tenho um favorito, foi “Lolita”, do Vladimir Nabokov. Foi um dos melhores livros que já li.
 

IS – Júlia por Júlia!

JDSonhadora. Demais.
 

IS – Júlia, a gente sempre encerra com uma mensagem do Bem pra o site. Então, qual é a sua mensagem super do Bem pra o nosso papodebem.com, assim como pra os seus fãs, seus admiradores, que já são muitos, inúmeros?

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Um pouco dos anos 80


Anos 80 - Genius.As palavras

são:

SAUDADES…

MUITAS SAUDADES

DESSA DÉCADA…


Quem hoje, com mais de 40 anos, não lembra do desejado Genius,

da Fábrica Estrela?

Ele encantava crianças e até adultos!

Pra os que não viveram essa época de beleza e tranquilidade, vamos lembrar!

Ele era um brinquedo parecido com um OVNI.

Tinha botões coloridos que imitavam sons harmônicos e se iluminavam em sequência.

Objetivo:

estimulava a memorização de sons e cores.

Fazia bem aos olhos!

Quanta saudade! (Foto: Google – Marcada para Utilização)
 

 

Em 1981 ela foi demolida para a construção do Edifício Vânia: a Casa do Navio, construída em 1940 pelo empresário Ademar da Costa Carvalho, na Avenida Boa Viagem, número 4.000, em Recife. E se assemelhava ao navio Queen Elizabeth. (Olha que linda era a Avenida Boa Viagem sem os arranha-céus!)
Anos 80 - Casa do Navio.

Dentro você podia encontrar sala de reuniões, quartos, suítes, salão de jogos, cinema, cabine de comando e um restaurante. Nela ficou hospedado o presidente Juscelino Kubistchek, entre outros grandes nomes do mundo político.

A Metro Golden Meyer — de Hollywood — chegou a filmar a Casa do Navio, é!

Ela foi um dos mais admirados cartões postais recifenses por 41 anos. (Fotos: Wilton Carvalho)
 


Anos 80 - Máquina de escrever
Ah, mas agora me bateu uma saudade da

máquina de escrever

As provas eram datilografadas, depois iam pro mimeógrafo!

Os escritores datilografam seus livros, caprichados, antes de enviar pras editoras.

Cartas comerciais eram datilografadas.

Todo escritório que se prezasse, por menor que fosse, teria que ter uma dessas. Ou várias.

Quem não tivesse o curso de Datilografia poderia ficar fora do mercado de trabalho, hein!

(Foto: Google – Marcada para Utilização)

 

Enfim, se delicie com um vídeo 1.000 dos apaixonantes anos 80!

Quer saber logo qual é, friend?

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Quadrilhas Juninas de Pernambuco

Por Wilton Carvalho
 

Êta São João bom! E começamos com quadrilhas no passado! A primeira é

Arraialzinho do Cordeiro

“A quadrilha junina mais antiga em funcionamento no Recife”. Assim é conhecida a quadrilha Arraialzinho do Cordeiro, criada, em 13 de maio de 1979, pelo núcleo de duas famílias — Caboclo e Vicente — moradoras do Bairro do Cordeiro.
Arraialzinho do Cordeiro

A iniciativa partiu de Seu Francisco Agostinho Caboclo, o popular Chico, que reuniu a criançada, “ordenando” o seu genro, Reginaldo Vicente da Silva (Regi), a marcar a brincadeira. Em comum acordo, decidem batizar a quadrilha de Arraialzinho do Cordeiro, pelo fato de seus “dançarinos serem pequenos e vão se apresentar em arraial, daí colocamos o arraial no diminutivo e fica arraialzinho, e Cordeiro porque é nosso bairro”, diz Reginaldo Vicente, atual presidente.
 

Cambalacho

A Quadrilha Cambalacho foi fundada em 02 de março de 1986 pelas irmãs Gecilene e Gecijane Lopes Barbosa. A ideia era formar uma quadrilha de familiares para animar a Rua da Campina, em Goiana, PE.
Cambalacho.

Inicialmente uma quadrilha formada só por mulheres, incluindo a marcadora — fato que causou admiração, popularizou o trabalho do grupo e resultou na conquista de muitos prêmios como melhor marcadora. A origem do nome está vinculada ao nome de uma novela que passava na televisão, fazendo muito sucesso nas conversas das mulheres da quadrilha.
 

Chiclete com Banana

A Quadrilha Chiclete com Banana foi fundada em 19 de abril de 1987, no Bairro da Vila Rica/Cohab 1 – Jaboatão dos Guararapes.
Chiclete com Banana.

A ideia de organizar o grupo nasceu com Manoel Andrade (Pato), Wildo Lucena, Joseane da Silva, Jeilton da Silva, Quitéria e Marcus, que, insatisfeitos com as discórdias de uma quadrilha que existia no bairro, resolvem criar uma nova brincadeira.

O nome foi sugerido por Pato, marcador do grupo no seu primeiro ano, em referência à música de Jackson do Pandeiro: Chiclete com Banana. Esse período também era marcado pelo sucesso das músicas baianas no país, em especial, as do grupo Chiclete com Banana, cujo LP com músicas do ritmo junino (Sonhei que eu era balão dourado, Riacho do navio corre pro Pajeú…) inspirou o repertório de toda quadrilha.
 

Deveras

Fundado na comunidade de Brasília Teimosa – Recife, em 1980, o balé Deveras surge com o propósito de dar visibilidade às danças populares de Pernambuco e formar profissionais para atuar no mercado da dança no Estado.
Deveras.

Utilizando a dança como instrumento de inclusão social, o Deveras, durante 12 anos, montou vários espetáculos de dança com jovens da comunidade praieira de Brasília Teimosa.

Conquistou espaço e reconhecimento social apresentando seus trabalhos (resultados de estudos e pesquisas sobre as manifestações populares) em teatros do Recife e em outras cidades, em eventos turísticos promovidos pela EMPETUR, no Programa FREVANÇA, da Rede Globo Nordeste, do qual participou durante uma década, além de outros festivais de dança organizados pela Prefeitura do Recife.
 

Dona Sinhá

A Quadrilha Dona Sinhá, da comunidade do Encanta Moça — Pina — nasceu de uma brincadeira de criança “no quintal de Dona Anita”, no dia 29 de abril de 1982. A escolha do nome remete à influência de uma personagem de novela muito popular na época.
Dona Sinhá.

Como a maioria dos grupos, Dona Sinhá começou com poucos casais da própria vizinhança, amigos da rua, que, nos intervalos das brincadeiras, decidem dançar quadrilha. Entre os primeiros componentes do grupo, destacam-se: “Nadjane, Andréa, Ceça e Robson”, recorda Dona Marileide Almeida de Lucena, uma das fundadoras.

Dona Sinhá cresce e passa a atrair outro tipo de público, com novos desejos e sonhos. “O espaço ficou pequeno para a quantidade de pessoas que queria dançar. Então, aterramos um terreno cheio de buraco na frente da casa de seu José Felix Cavalcanti, meu sogro, e fizemos um arraial com a ajuda de um político”, comenta Sílvio Marques de Lucena, também fundador do grupo.
 

Flor do Abacate

Em abril de 1981, os moradores da Rua do Abacate, situada na 3ª etapa do Bairro de Rio Doce – Olinda, ao observarem a grande quantidade de crianças que brincava na rua, resolveram fazer uma quadrilha junina.
Flor do Abacate.

A brincadeira foi ganhando forma e atraindo o público da redondeza, que assistia aos ensaios do grupo, sob o comando do seu primeiro marcador — José Carlos, o popular Cal.

De todas as etapas do bairro chegavam crianças, e a Quadrilha Flor do Abacate Mirim tornou-se o xodó da comunidade. Pelas suas características próprias, conquistou os mais importantes títulos do Recife e Região Metropolitana: o tri-campeonato do Sesc Santo Amaro (1993 a 1995), além de alguns campeonatos espalhados nos arraiais comunitários. Nesse período, o Festival Pernambucano de Quadrilhas Infantis da Prefeitura do Recife ainda não existia.
 

Lumiar

Com um nome que remete à luz, brilho, resplendor, nascia, em 1992, na comunidade de Brasília Teimosa, o Grupo de Dança Lumiar. A iniciativa parte do coreógrafo Erinaldo Souza, popularmente conhecido como Nanau, juntamente com alguns amigos da localidade apaixonados pela dança (Maria Izabel Vasconcelos (Bebê), Norma Vasconcelos, Paulo Brito de Barros, Maria José de Barros (Zezé).
Lumiar.

Em 1994, nasce a ideia de transformar o grupo em quadrilha junina, apresentando-se em diversos arraiais de bairro. No comando do grupo, como marcador e coreógrafo, Nanau inscreve a Lumiar, em 1995, para participar pela primeira vez do Festival Pernambucano, onde o componente Marcos França recebe o título de “1º Rei das Quadrilhas Juninas”. Era o início de uma história com importantes premiações para o segmento.
 

Matutinho Dançante

Em meio aos fogos, fogueiras e simpatias em homenagem a Santo Antônio, surge, em 12 de junho de 1986, a Quadrilha Matutinho Dançante na Roça.
Matutinho Dançante

Seus idealizadores, os moradores brincantes da Rua Ascânio Lopes, na UR-6, decidem criar o grupo, faltando apenas doze dias para o São João, em virtude da triste notícia do fim da quadrilha Siriri na Roça, na qual todos os participantes dançavam. “Para não ficarmos sem dançar no São João, na tarde do Dia dos Namorados daquele ano, nos reunimos e decidimos colocar os componentes na rua dando um outro nome à quadrilha”.

Em 2003, o nome da quadrilha reduz-se para Matutinho Dançante, mas a intensidade dos seus trabalhos na comunidade permanece com o vigor e a vontade de sempre crescerem.
 

Nóis Sofre Mais Nóis Goza

Fundada em 20 de abril de 1982, a quadrilha Nóis Sofre Mais Nóis Goza foi criada por um grupo de amigos do Bairro de Jardim São Paulo, que fazia parte de uma quadrilha chamada Arraial Oxente My Love.
Nóis Sofre Mais Nóis Goza.

A ideia do nome surgiu devido às dificuldades para montar o arraial, no qual os próprios brincantes se reuniam para buscar madeiras e palhas de coco na mata do Curado, bairro próximo à Jardim São Paulo. Numa dessas ocasiões de arrumação do arraial, “um deles gritou: ‘Nóis sofre mais nóis goza!’. Nascia assim a mais nova quadrilha do bairro para fazer frente às muitas que existiam na época”, diz Sérgio de Barros, um dos fundadores do grupo.
 

Pé Dentro, Pé Fora

A Quadrilha Pé Dentro, Pé Fora nasceu de uma brincadeira de jovens nas ruas do Bairro de Pirapama, Cabo de Santo Agostinho, em 12 de junho de 1977. Veja-a nesta foto

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Amigas-irmãs

Iralvânia Nóbrega e Glória Valcácer.

Essas moças, nobres moças, quando se abraçam, a Terra se irradia.
Enroscam o coração na alma gêmea da canção, num beijo amigo…
descobrem, assim, o segredo do não-se-reprima: olhos de amor, ar-sorriso.
 

Série "Resgatando Boas Matérias"

É, e neste resgate de uma de minhas matérias mais lidas para um outro veículo, duas belas e hipercultas mulheres que têm tudo a ver com Educação: GLÓRIA VALCÁCER, bibliotecária, mãe da pequena e linda Sofia, e IRALVÂNIA NÓBREGA, pedagoga. Pernambucanas de dar gosto!

Um pedido meu, há algum tempo, associado à emoção de Glória, fez com que esta me contasse o quase início (fascinante) de uma inquebrável amizade com a pedagoga:Glória Valcácer.

“Não lembro, exatamente, como minha amizade com Iralvânia começou, mas sei que fomos estudar juntas na 6ª série ginasial e eu a admirava porque ela sempre foi muito bonita e estudiosa, a queridinha dos professores. Fomos conversando e a amizade foi crescendo; fazíamos tudo juntas, chegamos até a nos apaixonar pelo mesmo garoto, mas nossa amizade era tão grande, tão verdadeira, que uma abria mão do garoto para a outra.”

Valcácer revelou se lembrar das cartas que elas se escreviam chorando, dizendo o quanto o amor que uma sentia pela outra era maior que o que sentiam pelo garoto. Em se tratando de seus ídolos na época, externou:

“Quando viramos fãs do Menudo, eu amava Robby e Iralvânia, Charles, então nunca brigamos por isso. Aliás, cheguei a dar um tapa nela em um show do grupo quando ela disse que Robby tinha olhado para ela e dado tchau. Fiquei possessa, bati nela mesmo, mas, depois, ela entendeu, e a raiva das duas passou rapidinho.”

Certa vez, numa ida ao cinema com a mãe e as irmãs de Iralvânia, estas subiram no ônibus, mas Glória acabou ficando na parada, e o ônibus deu partida; Iralvânia gritou como louca para o motorista parar, pois a amiga dela não havia subido.

“O motorista foi embora, e, para minha grata surpresa, uma parada depois estavam ela, a mãe e as irmãs a me esperar, ela fez a maior festa quando me viu sã e salva. Durante toda nossa amizade, se tivemos brigas, foram insignificantes e banais. Apenas uma demorou quase um ano, foi o pior ano da minha vida: eu chorava dia e noite porque a gente não se falava. Até hoje acredito que nem eu nem ela sabemos, exatamente, o motivo dessa briga, o importante é que voltamos a ser amigas, e com mais intensidade ainda.”Iralvânia Nóbrega.

Trilharam caminhos diferentes — Glória fez o Ensino Médio em Recife, Iralvânia continuou estudando em Igarassu —, mas nunca deixaram de se falar.

“Fui madrinha do casamento dela”, continuou Valcácer, “e, em meu casamento, ela estava passando por momentos muito difíceis, mas nem por isso deixou de comparecer, muito pelo contrário: estava lá, feliz com minha felicidade. Ah, são muitas histórias juntas, daria para escrever um livro…”

IZAN SANT - Sendo assim, vamos abreviar, amigas-irmãs! Do que uma mais gosta na outra?

GLÓRIA VALCÁCER - Gosto de tudo nela, mas o que mais admiro é a sua inteligência e a perseverança, ela não se abate por nada, é uma Mulher com M maiúsculo mesmo, está sempre caindo e levantando, enfrenta qualquer obstáculo, porque sua meta é ser feliz, e ela foca sua vida nisso, sempre.

IRALVÂNIA NÓBREGADo que mais gosto na personalidade da minha amiga é a capacidade de saber ouvir e de respeitar a individualidade das pessoas.

IS - Amizade, com uma só palavra?

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Um papo com Arilena Soares

Artista. Arilena Soares.
Na verdade, Maria Arilena Borba Soares Coutinho, valorosa artista plástica e escritora pernambucana.

Nascida na cidade de Catende, aos 19 de novembro, ARILENA SOARES já veio com a arte nas veias: é filha do dramaturgo Aristóteles Soares e de Joaquina Helena Borba Soares. Sobrinha do contista e acadêmico da APL, Pelópidas Soares. Prima da poeta, contista e acadêmica da APL, Bartyra Soares e mãe do professor, gestor público estadual e músico, Fernando Augusto Soares Coutinho.

Como vemos, ela pertence a uma família de escritores destacados em Pernambuco. No dizer do grande escritor/acadêmico da APL, Mauro Mota, quando o mesmo afirmou: “A DINASTIA DOS SOARES!”.

Uma feliz Dinastia, por sinal! Por isso, a atual Matriarca dos Soares vai nos doar um pouco de sua sabedoria, pois sou muito curioso

 

ENTREVISTA
ESPECIAL

 

IZAN SANT – Vamos iniciar por suas diversas modalidades de arte. Primeiro, a Pintura!

ARILENA SOARESBom, sou pintora por intuição nata. Desenvolvi o dom de pintar, aprimorando as técnicas pictóricas aos vintes anos de idade, com formação na Escola de Artes do Recife, sob orientação da professora e artista plástica Elba Siqueira Campos e supervisão do artista Gil Vicente. Seguindo o Academicismo, método de ensino artístico iniciado na Europa e estendido pelas civilizações ocidentais, pode-se observar em minha pintura um cunho ortodoxo que identifica o meu estilo de pintar. São telas que retratam naturezas-mortas, florais, paisagens, nus artísticos, casarios, igrejas, marinhas… sempre com gamas de cores fortes e mescladas. Com mais de quatrocentos trabalhos, vários vendidos, já apresentei uma vernissage na FACOTUR-Olinda, na turma de Turismo de 2009.
Pintura. Telas de Arilena.


IS – Como ilustradora, quais os trabalhos desenvolvidos por você?

AS – Primeiramente, como ilustradora de livros, tive a honra de ilustrar a capa e o miolo do livro-romance “Outro Sol se Levanta”, última obra do imortal acadêmico da APL, a Academia Pernambucana de Letras, Cadeira 27, escritor, poeta e contista consagrado, Pelópidas Soares. Igualmente, tive o imenso contentamento de ilustrar a capa do livro de poesias “Ciclo das Oferendas”, da consagrada poeta, contista e acadêmica da APL, recentemente eleita para assumir a cadeira de número 37, pertencente à escritora Deborah Brennand, falecida. Também, no livro “O Teatro de Aristóteles Soares”, consta uma ilustração de minha autoria, uma retratação do famoso dramaturgo Aristóteles Soares.
Arilena Soares - Ilustrações de capas de livros.


IS – Chegamos a uma área que eu gosto demais, a literatura. Sobre sua contribuição nesse campo riquíssimo, o que pode nos contar?

ASNa Literatura, participei de depoimentos no livro “O Teatro de Aristóteles Soares”, de autoria da escritora, atriz, produtora cultural, diretora teatral Lúcia Machado e do ator de teatro e cinema nacional, Jones Melo, já falecido. Livro de grande valia pelo conteúdo cultural, por se tratar de um extraordinário resgate das obras do dramaturgo Aristóteles Soares, lançado durante as festividades do XIII Festival Recife do Teatro Nacional, em novembro de 2010, quando o renomado teatrólogo foi um dos homenageados pela Secretaria de Cultura da Cidade do Recife, onde participei da Noite de Autógrafos, junto à Secretária de Cultura Leda Alves, do ator Jones Melo, da atriz Xuruca Paxeco, da escritora Leda Rivas e da escritora Lúcia Machado. Uma noite inesquecível! Outrossim, como escritora, participei da antologia “Lendas do Nordeste”, de organização das escritoras Bartyra Soares, Lourdes Nicácio Silva e Raphaela Nicácio, onde consta a lenda de minha autoria: “O Fogo Azul ou o Fogo que Corre”, junto a quarenta e cinco escritores de todo o Nordeste. Participei do colendo grupo de contistas, poetas, escritores na 13ª edição da Revista de Literatura Novo Horizonte, da editora e escritora Lourdes Nicácio e Silva, com o depoimento “O Dramaturgo de Catende”, em homenagem aos 105 Anos de Nascimento do renomado dramaturgo pernambucano, Aristóteles Soares.
Arilena. O amor pelos livros e os filhos.A convite do SESC-Santa Rita, fui palestrante no evento Roda de Conversa — A Barca dos Encantados, junto à escritora Lúcia Machado e ao poeta e mediador Raimundo de Moraes, no CAC da UFPE, dia 8 de abril do corrente ano, onde discorremos sobre a vida e a obra do dramaturgo Aristóteles Soares, quando o mesmo foi homenageado. Na rede social Facebook, no perfil Laboratório Ascenso Ferreira, pode-se apreciar a leitura da revista virtual Ascenso, Minha Língua, páginas 40 à 53, onde consta um texto de minha autoria, intitulado: A Convivência com Aristóteles Soares, mais vídeo com imagens onde aparece minha palestra sobre o referido autor.
Conto. Arilena tambem é contista.

 

IS – Você foi agraciada com dedicatórias de autores em seus livros, não foi mesmo? Cite alguns pra gente.

AS – Como é exemplo, o livro de contos “A Outra e Outros”, com o conto "A Menina e a Boneca", do contista Pelópidas Soares. O livro de contos “Caminhadas”, com o conto “O Dramaturgo”, do poeta e contista Josinaldo Maria da Costa. O livro de contos “Inexatidão do Tempo”, com o conto “Trovoada”, da poeta e contista Bartyra Soares.
Arilena Soares em evento.Todos a mim dedicados, que me enchem de orgulho, pela posição que seus referidos escritores ocupam na Literatura de Pernambuco, contribuindo para a historiografia da cultura nordestina.
Dedicatória. A Arilena Soares.


IS – Depois deste papo gostoso e inteligente, um mérito seu, conceitue, por favor, Educação, com uma palavra, ou uma frase.

ASO bem maior da sociedade.
A Barca dos Encantados.


IS – E arte?

ASA Arte é a manifestação das emoções e ideias.
Arte. A dos anjos.


IS – Se não fosse a escritora, ilustradora e artista plástica que é, o que poderia ter sido? Faz ideia?

ASPedagoga. Já o sou por formação. Amo fazer cidadãos de bem para o mundo e para Deus!
Olinda. Bailarina. Artes de Arilena.


IS – Qual a sua mensagem super do Bem para os leitores brasileiros — principalmente os pernambucanos, como nós?

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O Grupo e O Espaço O Poste

Por: Samuel Santos (Autor e diretor teatral)
 

O grupo “O Poste Soluções Luminosas” surgiu em 2004,
em RECIFE, como grupo de Iluminação Cênica.

 

Espaço O Poste. Samuel Santos instruindo ator.


Com ele, surgiu um Espaço ideal para o seu espetáculo teatral, audiovisual e/ou musical.

Durante a sua trajetória, o Poste assessorou tecnicamente companhias e grupos, desenvolveu atividades em vários espetáculos e ministrou cursos em várias instituições.

Em 2009, com a montagem do espetáculo Cordel do Amor Sem Fim, de Claudia Barral, o grupo ampliou seu campo de atuação, tornou-se também um grupo de produção artística onde as pesquisas teatrais calcadas no resgate antropológico, aliado ao teatro físico, passaram a nortear as ações dos seus componentes. Já com esse perfil, o grupo vem, há cinco anos, em uma atividade de pesquisa na matriz africana.

Com Cordel do Amor Sem Fim, o grupo cumpriu temporadas no Recife e participou dos principais festivais internacionais e nacionais de teatro do Brasil, como: FILO (PR), Brasília Cena Contemporânea (DF), POA (RS), Festival BNB de Artes Cênicas (CE), Bienal Nacional Potiguar de Teatro (RN), Janeiro de Grandes Espetáculos (PE), Palco Giratório – PE e FITA (RJ). É detentor de 16 indicações e 08 prêmios, dentre eles: Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator, Melhor Sonoplastia, Melhor Direção e Melhor Cenário. Já em 2011, o grupo foi contemplado com 02 prêmios nacionais pela FUNARTE: o Prêmio de Teatro Myriam Muniz 2012 e o Prêmio Procultura de Estímulo ao Teatro 2010, ambos possibilitaram a circulação de Cordel do Amor Sem Fim por 05 Estados e 20 cidades banhadas pelo rio São Francisco.  Além das apresentações nessas comunidades, o grupo realizou oficinas de improvisação e interpretação teatral para jovens e adultos. 

Em 2013, o grupo é classificado no Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras — Categoria Modelos de Gestão, com a iniciativa O GRUPO O POSTE E SUAS SOLUÇÕES LUMINOSAS.

No ano de 2014, estreia, com a Lei de Incentivo às Artes Cênicas de Pernambuco, o Anjo Negro, de Nelson Rodrigues, participa do 20º. Festival Internacional Janeiro de Grandes Espetáculos, e as atrizes NANÁ SODRÉ e AGRINEZ MELO ganham, juntas, os prêmios de Melhores Atrizes Coadjuvantes do mesmo ano. Após a temporada de Anjo Negro, em setembro, o grupo inaugura o seu espaço cultural na capital pernambucana, O ESPAÇO O POSTE. Nele, apresenta a peça A Receita.
Samuel e suas atrizes premiadas.


O grupo, em novembro de 2014, cumpriu a temporada de Ombela, texto escrito pelo angolano Manuel Ruy e ganhador do Prêmio Myriam Muniz 2012, na categoria Montagem de Espetáculos. O espetáculo participou do 21º. Festival Janeiro de Grandes Espetáculos 2015 e foi ganhador do Prêmio Especial pela Pesquisa em Matriz Africana. Em julho de 2015, o grupo volta com Cordel do Amor Sem Fim, faz a “leitura dramatizada O general está pintando”, de Hermilo Borba Filho, na semana Hermilo no Centro Apolo.
Espaço O Poste - Fachada.
 

O ESPAÇO O POSTE

Da necessidade de realizar suas pesquisas, treinamento, formação e apresentação de seus espetáculos, o Grupo O Poste Soluções Luminosas idealizou o seu espaço cultural na cidade, onde não só servisse ao grupo, mas também a outros artistas. O ESPAÇO O POSTE, esse é o nome do teatro de bolso com capacidade para 40 pessoas ou mais, dependendo de sua configuração, está localizado na Rua da Aurora, 529, em frente ao rio Capibaribe.
Samuel Santos e o ator Alex em cena.


O espaço é de caráter alternativo, sem palco fixo — um dos pontos caraterísticos do ambiente, pois coloca o artista e o espectador no mesmo plano — e todo revestido com madeira e materiais alternativos, como paletes, utilizados nas paredes e em forma de acentos com acolchoamento, criando um ambiente aconchegante e próprio para uma boa acústica. Possui iluminação cênica, mas como a característica do local é fugir da caixa cênica tradicional, não possui coxias e os objetos de cena e cenários serão manuseados pelos próprios artistas, pois o espaço não possui urdimento. Esse formato torna qualquer obra encenada no espaço bem íntima, conectado à obra.
Este é o interior do Espaço O Poste.


Abrimos nosso espaço em março, e, para apresentações abertas, no dia 05 de setembro de 2014.

Em quase um ano, passaram por ele: José Manoel, que ensaiou os espetáculos COMO A LUA, SISTEMA 25 e TAPIOCA; Alexandro Silva, com SALADA MISTA, já Simone Figueiredo, Sílvio Pinto e Nilza Lisboa ensaiaram a peça OBSESSÃO. E muita gente boa passou e passa pelo Espaço.
Gente bonita neste Espaço essencial ao Recife.


Oficinas, tivemos: o baiano Nando Zâmbia, com ARÁ IZÔ — CORPO QUE QUEIMA; o Grupo O Totem, CORPO RITUAL, que culminou numa MOSTRA de PERFORMANCES; Naná Sodré ofereceu A POÉTICA DO CORPO E DA VOZ para Atores; Agrinez Melo realizou oficina de figurino, curso para criança, melhor idade, cegos.
Ensaio. Mais uma vez Samuel com Alex. 

Na linguagem popular, tivemos a oficina de Cavalo Marinho, com o mestre Grimário.

O Espaço O Poste: nosso Teatro Alternativo.
Na área de música, o show de Isaar, o show dos paraibanos Milton Dornellas e Naldinho Freire.

No audiovisual, Tiago Melo ensaiou o seu novo filme e Benedito Serafim gravou o programa de WebTV DIGAÍ.

Tivemos também o experimento cênico AMARÉ, baseado na obra de Marcelino Freire, com Natali Assunção e Analice Croccia.

Ainda tivemos uma atração internacional, o artista argentino integrante do Colectivo Âmbar, Gonzalo Alfonsín, o qual ministrou uma oficina de bufão e apresentou o solo El COLIBRI – TRAVESÍAEN MI MAYOR.

Espetáculos, tivemos: A Receita, Ombela, Na floresta a noite é mais escura, Historinhas de etc e tal, Riso Flora, O Açougueiro, Cordel do Amor Sem Fim, O Velho Diário da Insônia e vamos ter Na beira, Peba (dança) e os shows de Isaar e Patrícia Solis.

Agora, vamos retornar à nossa atividade de pesquisa na matriz africana, citada anteriormente.

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Em perfeita harmonia


Tirei a noite do dia 22 pra ir ao teatro. Fiz bem.

O espetáculo ao qual fui assistir, famosíssimo no Rio de Janeiro e agora remontado em Recife, é o atual Obsessão, acertado em todos os sentidos.
Obsessão - A estreia

A começar pela trama, cujo ponto de partida é a história da amizade e da rivalidade entre duas mulheres, dois belos vulcões de desejo e vingança, o texto de Carla Faour é de prender você do início ao fim. Sabe quando você não consegue despregar os olhos do palco? Imagine isto.

Obsessão - Simone Figueiredo
A direção de Henrique Tavares está primorosa, ele zelou por tudo — uma característica intensa sua, aliás —, inclusive por estar atento a cada mínimo detalhe antes de o elenco entrar em cena.

A atuação da recifense Simone Figueiredo não podia ser diferente do que toda plateia espera: impecável na pele da personagem Marina. A sintonia entre Simone e os excelentes atores Nilza Lisboa, Sílvio Pinto, Diógenes D. Lima e Tarcísio Vieira (este, da nova geração do teatro pernambucano) deve, porque pode, ser chamada de perfeita. Tem tudo pra tal coisa.

Bom e eu decidi escrever, aqui, um texto breve mesmo, pois, se eu continuar, entrego tudinho sobre esse ouro que é a peça-show do momento: Obsessão, uma comédia contemporânea que vai fisgar você!

 

Temporada:  Agora é até 13 de junho.

Sextas e sábados, às 21 horas; domingos, às 19:30.
Teatro Boa Vista
Rua Dom Bosco, 551 – Boa Vista / Telefone: 81-2129-5961.


Obsessão e paixão, segundo Paul Carvel, sabe o que são? Lindamente, ele afirmou

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Uma “Obsessão” tão esperada


Obsessão. Marina é uma mulher intensa.
O público pernambucano não apenas espera por esta Obsessão, como também aguarda carinhosamente o retorno de Simone Figueiredo aos palcos, após uma década e meia de afastamento. A atriz, por opção própria, tem ficado nos “bastidores” do meio artístico.

Simone, linda, loura e poderosa  nos expõe, aqui, alguns doces assuntos alusivos ao espetáculo na nova
 

ESPECIAL ENTREVISTA.

 

IZAN SANT – Ouvi de você, certa vez, que a Simone Figueiredo só retornaria aos palcos quando uma personagem a seduzisse inteiramente. Com certeza, foi o que aconteceu agora…

SIMONE FIGUEIREDOTudo me seduziu nesse processo, foi um conjunto de fatores : o texto de Carla Faour que fala  do universo feminino com muita propriedade, competência e humor; a possibilidade de ser dirigida por um diretor consagrado da cena teatral contemporânea carioca, Henrique Tavares, que nos permitiu a troca de experiências entre ele  e a equipe do Recife; estabelecer a ponte Rio/Recife com o desafio de produzir num período de crise, sem lei de incentivo e, principalmente pela coragem, minha e dos atores Nilza Lisboa e Sílvio Pinto — atores premiados de uma mesma geração do teatro pernambucano —, que, juntos, resolveram produzir e atuar, usando a criatividade, determinação e o amor pelo teatro como elementos motivadores. A parceria com Ulisses Dornelas, o palhaço Chocolate, que é o responsável pelo Teatro Boa Vista, foi fundamental para a realização desse projeto.
 

IS – O que mais a cativou, então, na sua personagem?

SFMarina é uma personagem maravilhosa, uma mulher independente, segura, determinada. Ela é direta, vai atrás dos seus objetivos até conseguir o que quer. É intensa em tudo o que faz. Marina, assim como Lívia, a outra personagem feminina interpretada pela atriz Nilza Lisboa, são as protagonistas dessa história. Sentir e vivenciar o universo feminino e suas possibilidades é um grande exercício para qualquer atriz.
 

IS – Até que grau está ansiosa pela estreia de Obsessão?

SFSou uma pessoa muito prática em relação a tudo que me proponho a fazer. Como sou a coordenadora de produção, não consigo deixar de me envolver em todos os detalhes da montagem do espetáculo. Essa semana vou tentar finalizar todos os encaminhamentos e repassar para os dois assistentes de produção, Lu Barbosa e Alexandre Sampaio. Pedi a eles para tocarem o barco no período de 10 a 22 de maio — dia da estreia — para ficar completamente focada na personagem. Espero conseguir (Risos), já que sou centralizadora, confesso. Será um grande exercício de alma para mim. É uma responsabilidade muito grande voltar aos palcos depois de 15 anos. Quanto penso nisso, o frio na espinha vem à tona. Mas, acredito que, dentro do possível, estou até muito tranquila.
Simone Figueiredo e Nilza Lisboa.


IS – Como é o clima com a equipe toda, os atores, a autora Carla (Faour), o diretor Henrique (Tavares)…?

SFDepois que a ponte Rio/Recife foi estabelecida o clima é o melhor possível. Além de Carla Faour e Henrique Tavares, a Luz do espetáculo é de Aurélio de Simoni, um dos maiores iluminadores do Rio de Janeiro. A programação visual é de um pernambucano que mora há mais de 25 anos no Rio, Humberto Costa Ribeiro, que fez um trabalho incrível. Possibilitar esse intercâmbio entre Henrique Celibi, Célio Pontes, Carol Monteiro, João Rogério Filho, Camilo Cavalcante — um grande presente, já que o cineasta será o responsável pelo VT do espetáculo —, os atores e demais pessoas envolvidos no processo com a equipe do Rio, está sendo muito enriquecedor e gratificante. Estamos todos muito satisfeitos e confiantes no resultado do espetáculo. Esperamos chegar de forma prazerosa no nosso alvo: O Público.
Henrique Tavares e Carla Faour.


IS – Uma resenha sua — sem entregar todo o jogo da trama, claro — sobre o que o público vai ver no Teatro Boa Vista a partir do dia 22 deste mês — mesmo o texto já sendo conhecido para muitos. Mas uma colocação sua!

SF – “Obsessão” propõe uma reflexão sobre o universo feminino e amoroso. Um espetáculo que irá surpreender, provocar e contagiar os espectatores. Isso tudo com uma pitada de humor inteligente. Tanto Carla Faour como Henrique Tavares comungam da nossa preocupação enquanto produtores: A valorização da dramaturgia brasileira e dos atores recifenses.


Obsessão. Curta temporada.
IS – Obsessão, com uma única palavra…?
SFPaixão.
 

IS – Há a possibilidade, de fato, de a peça se apresentar no Rio de Janeiro?

SFNão discutimos ainda sobre essa possibilidade. Estamos focados no público do Recife.Vamos aguardar a receptividade da assistência local para definirmos a carreira e os futuros rumos do espetáculo. Que os Deuses do Teatro nos iluminem para que “Obsessão” tenha uma carreira brilhante.
 

IS – Uma última consideração sua ao público recifense, e até ao de outros Estados brasileiros, que tanto a amam.

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Ótimas dicas para seus cabelos

Às mulheres e aos homens: coloquem sua atenção nelas, para não errar!
 

Com Jebson Moraes
(hair designer e produtor de filmes criativos para namorados, noivos e casados. Você, casal do Recife ou Região Metropolitana dele, encomende o seu no final do post.)
 

IZAN SANT – Vamos a um assunto que interessa às mulheres. Os novos procedimentos de transformação capilar feitos em casa funcionam?

JEBSON MORAES – Funcionam, mas os produtos vendidos em supermercados, em farmácias, etc. foram produzidos somente para as vendas. Todos os produtos de transformação capilar — coloração, relaxamento e outros — pedem um maior cuidado na hora da aplicação, porque as pessoas que os usam em casa correm o risco de ter uma lesão tanto no couro cabeludo como no fio de cabelo. Uma vez que o consumidor não esteja atento às solicitações dos fabricantes, isto pode acontecer. Todos esses produtos devem ser manuseados por quem os conhece e tem a habilidade de trabalhar com eles, pois existem regras nos diagnósticos capilares que só um profissional habilitado pode reconhecer, para evitar qualquer problema futuro.
Jebson Moraes. Como produtor de vídeos criativos.


IS – Quais os cuidados que uma mulher deve ter com seus cabelos em casa?

JM – Nós estamos numa região bem caliente… (Risos.) Nós somos de um país tropical! Então é… é de fundamental importância fazer hidratações capilares, ao menos, uma vez por semana.
Foto esquerda, modelo Viviane Xavier, por João Gonçalves. Direita, por Jebson.


IS - E a alimentação, ela ajuda a proporcionar a beleza aos fios?

JM - Sim, eu conheci vários casos nestes anos como cabeleireiro. Através dos fios de cabelos é até possível mostrar vários momentos da vida de uma pessoa, como: boa alimentação ou não, estresse, problemas de saúde… Em mulheres, da tireoide. Mas, nesta parte, é sempre bom consultar um médico e, então, definir um melhor tratamento.
Jebson e sua esposa Michelane, em evento social.

 

IS – Cabelos de homem! E aí, como você cuida deles?

JM – Bom, nós, hoje, temos os metrossexuais! Que são os homens mais vaidosos e que gostam de estilizar suas roupas, de se maquiar e estilizar os cabelos. A estes, a dica que eu dou é usar os bons finalizadores, e não esquecer de usar, sempre, shampoo e condicionador. Os cabelos também devem ser hidratados.
Cabelos bem tratados. Kbeça's - O salão.


IS – Você tem cabelos muito bem cuidados. Como lidar com cabelos assim?

JM – Fazer sempre tratamento capilar: hidratações, bem como cauterizações, reconstruções… Estes procedimentos ajudam a manter a estrutura capilar com mais vivacidade. Mas lembre-se: todos os cabelos nascem, crescem e morrem. É a regra natural da vida.
Cabelos bem tratados? Kbeça's Hair Designes.
 

Com os colegas de trabalho Romildo Pereira e Lidiane Rocha.
Jebson Moraes, pai de dois lindos garotos, fez seu primeiro curso em 1994, pela Associação dos Moradores de Arthur Lundgren II. Em seguida, vieram diversos outros cursos na área de moda e beleza, como: Creative Color International, em Curitiba – PR, especializações em penteados e cortes (Hair Brasil), Tendências de Cores (Beaty Fair), o Curso Técnico Itallian Hairtech.

Atualmente, também viaja fazendo palestras, produzindo vídeos criativos para casais, bem como continua ministrando cursos na área da beleza.

Seu conceituado Salão de Beleza, o KBEÇA’S HAIR DESIGNERS, do bairro nobre do Janga, Cidade do Paulista, começou em 2005, quando o hair designer saiu da cidade de Igarassu, onde já era dono do bem frequentado Jebson Cabeleireiros.
 

Você, casal apaixonado,
conheça os

VÍDEOS CRIATIVOS JEBSON MORAES.
 

 

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Entrevista

VÊ, GALERA – Clica

msg do mês

Carol Ribeiro - Olinda

VOCÊ AQUI

Você Aqui - dezembro de 2018

presente de artista

Aniversariantes

  • Adriana Caetano (consultora – Igarassu/PE)
  • Adriana Esteves (atriz)
  • Adriane Pessoa (educadora – Igarassu)
  • Alinne Moraes (atriz)
  • Ana Alice (concl. Ens. Médio, Paulista/PE)
  • Brad Pitt (ator)
  • Carla Faour (atriz, dramaturga e roteirista)
  • Carlos Pedrosa (empresário – Itamaracá/PE)
  • Claudemir Gomes (prof. de Matemática – Igarassu)
  • Cláudia Raia (atriz)
  • Cynthia Peixoto (profa. de Português – Paulista)
  • Daniel Ávila (ator e professor de teatro)
  • Daniel Menezes (DKM Informática – Itamaracá)
  • Danielle Winits (atriz)
  • Fábio Bianchinni (ator/produtor – São Paulo/SP)
  • Fernanda Ribeiro (secretária – Igarassu)
  • Geneci Martelli (artista plástica – Tapurah/MT)
  • Gilson De Paula (ator – Recife/PE)
  • Giulia Gam (atriz)
  • Janaína Ana (Enfermagem – Itapissuma/PE)
  • Josenita Pereira (educadora – Itamaracá/PE)
  • Juliana Marcolina (intérp./Libras, Abreu e Lima/PE)
  • Leandro D’Melo (ator)
  • Leonardo B. Campos (cartorário, ator – Triunfo/RS)
  • Marcio Jorge Correa (Goods Layer, Entre Rios/AM)
  • Márcio Rosário (ator)
  • Marcondes Oliveira (biólogo – Recife)
  • Mariá Coutinho (turismóloga – Recife)
  • Osmar Nascimento (diretor executivo – Paulista)
  • Pedro Antônio (prof. de Inglês – Paulista)
  • Ricky Martin (cantor e ex-Menudo)
  • Rita Lee (cantora e compositora)
  • Rodrigo Andrade (ator, cantor e compositor)
  • Rodrigo Geraldini (biólogo – Conchal/SP)
  • Samuel Santos (diretor e produtor teatral – Recife)
  • Selton Mello (ator e diretor)
  • Victoria Diniz (atriz)
  • Walcyr Carrasco (escritor, novelista e dramaturgo)

Eventos

  • 01. “O Amante Pintor de Molière”, peça teatral com o ator Alex Albert e outros – Espetáculo Gratuito – 15h – Teatro Clênio Wanderley / Casa da Cultura, Raio Sul, 2o. andar – Recife
  • 02. Elba Ramalho, em “CAIXA de Natal” – 18h – Gratuito – CAIXA Cultural Recife / Avenida Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife – Telefone: (81) 3425-1915
  • 07. Encontro da Jovem Guarda, com The Fevers, Trepidants, Walter Ventura, na máquina do tempo – 17h – R$ 30 – Clube Ares Cisnes / Av. Cruz Cabugá, 2160, Santo Amaro/Recife
  • 31. Reveião Golarrolê, com Mateus Carrilho, Araketu, MC Elvis e os DJs Xande Medeiros, Thikos, Vini V, Iury Andrew e Tanit – 22h30 – R$ 230 (open bar premium), Vendas: Haus Bar, Avesso e Redley e site Sympla – Catamaran e Espaço Almirante / Cais das 5 pontas,s/n – Bairro de São José – Telefone: 3039-6304

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