Portugal

Dicas: proteja-se de um inverno intenso

“O riso é como o sol:
afugenta o inverno do rosto humano.”

(Victor Hugo)

 

Se neste mês ou no próximo você vai viajar para um lugar onde a neve impera, no Sul do Brasil, ou, neste período do inverno, para a Europa, poderá se proteger com um look legal. Com casacos e calças de couro, ou calças de outro material tão protetor quanto os de couro. Nada de sofrer no inverno, hein?
Inverno.


Una o lógico ao confortável, fazendo as combinações certas.

Começando pelos pés, provando botas de cano curto e botas de cano longo, você verá que as mais confortáveis são as de cano curto, por serem mais leves.

Quando o dia está muito frio, perde-se maior calor corporal na cabeça, por isso, em dias assim, recomenda-se usar o protetor de orelhas ao sair.

Em um ambiente fechado, com aquecedor, basta estar com um gorro.
Inverno.


Quanto a luvas, é vital usar as impermeáveis: os dedos sofrem tanto com as baixas temperaturas quanto os pés e o nariz. Prefira as de couro, que são mais chiques.

Para quem não abre mão de cachecóis, os de lã e os de moletom são os mais aconselháveis, por serem fofinhos.

Um lenço de inverno, bem jogado no pescoço, é um escândalo de finesse!
Inverno.


Sobre casacos, os mais aconselháveis, maneiros e que esquentam muito, são as doudounes. Este é o nome francês para os casacos de nylon. Há uns com recheio de minúsculas plumas macias, assim eles esquentam, não pesam e dão um certo requinte a quem veste.

Quer proteger as pernas de um senhor frio como o da Alemanha?
Inverno.


O ideal, nesse caso, é jeans sobre jeans ou as calças de neve, para se usar por cima de outras calças.

As calças que têm forro de penas de ganso e o tecido é impermeável protegem mais. Seu formato é de macacão e elásticos firmes, que não deixam a neve entrar.

Mais uma dica de ouro, para terminar a conversa?

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Fafá de Belém, uma Estrela-família


Aos 24 de abril de uns anos atrás, entrevistei a diva Fafá em Recife (para outro veículo de comunicação) sobre um show dela cuja renda total seria destinada à restauração da Basílica da Penha, monumento de arte, beleza e afeto do povo pernambucano. O espetáculo se realizou no palco do Teatro Guararapes, em Olinda.

Durante a entrevista, fiquei impressionado com a alegria, a doçura, a humildade desta Estrela-família que, a convite de Glória Perez, viveu a Almerinda, de A Força do Querer, e por quem o Brasil e Portugal nutrem uma paixão profunda. Sendo assim, e também porque recordar é viver, sem dúvidas, seguem uns fragmentos da entrevista, onde a artista falou acerca de seu trabalho beneficente, assim como de solidariedade.

Música. Fafá de Belém - Pós-entrevista.

ESPECIAL ENTREVISTA


IZAN SANT – Você, como cantora, atriz e mulher extremamente cristã, como define esse trabalho lindo de agora?
FAFÁ DE BELÉMOlha, acho que tudo que nós conseguimos, tudo que uma pessoa pública consegue é dado, concedido por uma força maior. Uma força divina, e o mínimo que se deve fazer é agradecer. Após o agradecimento, é que entra o trabalho solidário, o trabalho especial, pela conscientização. Acho que é a forma mais próxima do que Quem nos deu esse dom gostaria que fosse feito. Não acredito em esmolas, acho que as coisas se salvam, se recuperam através de uma ação consciente, e todas as vezes que sou chamada ou convidada para uma ação como essa, sempre tô à disposição. Além de ser cristã, vejo que nosso país está perdendo seus patrimônios históricos, perdendo bens pela ganância, pela sede do momento, pelo valor do terreno, em determinadas situações, nas cidades e tal Falo isso por Belém também, vejo o patrimônio histórico sendo perdido através dos proprietários que destelham as casas, para as casas caírem e venderem os terrenos para construírem um espigão. Então, acredito que todo bem patrimonial cultural deve ser preservado, e esta é uma função onde eu, artista, tenho um papel importante, porque nós falamos para muita gente. Por isso, eu tô sempre aí!

IS – O show tem algo de mais especial? Além de ser beneficente, claro, ele traz alguma música – ou músicas – por que você tem um carinho maior?
FB – Bom, o show conta o resumo da minha carreira, então não existe essa ou aquela. Foi muito duro cortarmos algumas canções, mas nós chegamos a um repertório que sintetiza ou, pelo menos, olha a história de uma cantora brasileira que canta todos os ritmos, passeia por todos os Estados, todos os estilos, que chegou a menina de renda e continua com o pé no chão, com o pé na Amazônia; que passa pela fase romântica É um espetáculo muito bonito. Antes dele, recebi algumas propostas de gravar o DVD, mas nada era tão abrangente quanto esse momento agora. Então, o espetáculo que vim fazer aqui é um espetáculo que posso fazer a qualquer momento da minha vida, porque ele lê com muita dignidade a minha história, e este recurso é muito importante para falar para um público mais jovem da trajetória de uma mulher que saiu lá da beira do igarapé e está por aí pelo mundo (Risos gostosos.)

IS – E venceu na vida, graças a Deus! Agora, gostaríamos que você definisse pra nós o sentimento solidariedade.
FBA solidariedade, fundamentalmente, não deve ser alardeada. Deve ser vivida, exercitada, uma palavra de convencimento, sempre, ao outro. Numa forma discreta. É um chamado. Acho que a solidariedade é uma obrigação do ser humano. Se nós apenas reclamarmos do Estado, ou disso, ou do outro e, por conta própria, não agirmos, vamos passar a vida toda reclamando. Acho que a consciência política passa pelo estado de consciência solidária. Nenhuma Nação faz algo se não houver entendimento entre as pessoas, entre os homens e este mundo só se reorganiza se esta palavra “solidariedade” sair da função benemérita para ser uma ação cotidiana. É para estender a mão ao outro, sim, sem estar preocupado se estão fotografando ou se vai sair no jornal. Acho que esse é o grande ato de Humanidade. A solidariedade é, fundamentalmente, um ato de Humanidade, e é disto que nós todos estamos precisando. Temos um mundão globalizado, tão frio, onde a máquina substitui o homem em tantas coisas e, às vezes, na sede de galgarmos degraus ou ascendermos socialmente, esquecemos que o fundamental está na base. Se nos dermos as mãos, podemos encontrar, muito mais próximo do que se imagina, alguém que esteja só precisando que alguém lhe estenda a mão. Este é o primeiro ato, e é o ato contínuo de nossas vidas.

IS – Okay, Fafá. Desejo-lhe muita sorte e brilho no show, estarei lá, aplaudindo você, e… até amanhã!
FBSe Deus quiser, querido, vambora!Um beijo grande, gente, e não vamos esquecer: que esta (a ação beneficente) seja mais uma ação entre muitas que nós faremos.

 

Reverenciando Fafá, um poema meu,
@izansantt, exclusivamente para ela:
 

Três Belos

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Autoajuda: Tem dia que…

 

você deve riscar do seu linguajar vocábulos como "praga", "droga!", "ódio", "culpa", "tentar", "solidão", "desamor", os terríveis "desgraça", "fracasso" e outros que atraiam o negativismo. Na verdade, risque-os da sua fala de uma vez por todas.

Tem dia que você precisa "colocar no congelador" os "amigos" hipócritas, as pessoas sem palavra, que encontram defeitos em você e não lhe dizem: eles não somarão em sua vida.

Tem dia que você necessita urgentemente de um abraço logo de manhã cedo. Ele dá resistência ao corpo, que se torna herói, assim como certas plantinhas resistentes do Nordeste.

Autoajuda. Plantinhas resistentes. De Ana Carla Andrade.

Depois, tomar um café da manhã saudável, tipo “granola com um iogurte natural e pedaços de maçã”.

Antes de sair, fazer uma oração dosada de fé para pedir proteção e encarar o dia.

Na falta de um carro, que o ônibus não venha lotado: nada de aperto, um pouquinho de conforto.

Tem dia que você precisa descer, a seguir, numa rua asseada (a cara das ruas de Portugal!); não ter medo da violência, imaginar que ela não existe.

No trabalho, energia a mil!

Melhor ainda se você receber um elogio, desde que seja sincero.

Chegou a hora do almoço?

Muito verde no seu prato; carne magra, se você não for vegetariano.

Ao largar, necessita de uma ida à praia, porque um fim de tarde nela, olhando o mar, é um excelente calmante.

Em casa, à noite, após um caminho gostoso de se ver?

Autoajuda. Caminho mágico. De Ana Carla Andrade.

Hum, deixe-me pensar

Ah, um banho revigorante, e que venham

um jantar leve

uma taça de vinho — auxilia no sono

um cafuné repleto de bem-querer

um beijo que valha a pena.

Se você está sem ninguém, que o beijo venha de Deus.

Se está com um amor ou um filho, que seja de um deles; e dEle, um bem-estar duplo.

Mais uma vez, uma oração, em agradecimento.

Você pode ter esse dia perfeito, não pode?
 

Claro que sim.

Acredite nele,
faça-o acontecer.
 

Fotos:
Ana Carla Andrade

 

Segue um grande
conselho de Dalai Lama:

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Flash: Gelatina (para suas Festas)


É de Natal, mas também faz sucesso no Ano Novo. Uma receita que brasileiros e portugueses irão adorar.


Ingredientes:

1 caixinha de gelatina em pó sabor limão; 2 caixinhas de gelatina em pó sabor morango; 1 bandeja de morangos; 1/2 caixinha de chantilly (100 ml).
 

Modo de preparo:

1 -  Prepare a gelatina sabor limão, conforme instruções da embalagem. Despeje em taças e as coloque em um recipiente, de forma que as taças fiquem inclinadas e leve à geladeira para a gelatina firmar. Observe as imagens.

Gelatina de Natal

Gelatina de Natal.


2 -  Prepare as gelatinas sabor morango, conforme instruções da embalagem, coloque nas taças juntamente com a gelatina de limão já endurecida e acrescente os morangos picados.

Retorne à geladeira para firmar.

Gelatina de Natal.


3 -  Chantilly. Antes da caixinha ser usada, deve ficar na geladeira por 12 horas ou no congelador por 40 min.

Após, bata na batedeira em velocidade média até ficar uma consistência firme.

Gelatina de Natal. Finalizada.


O 4o. passo é

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Um tempo de amor

(Recriado do meu conto original
de 09/06/2007 -  @izansantt)

 

— Carol! — gritou do terraço o pai quarentão, chamando-a. — Tá na hora do seu encontro, filha!

Ele já devia estar esperando por ela no coqueiral do Forte Orange.

Ilha.

Sem resposta, seu Agenor foi ao quarto rosa da mocinha. Enquanto se arrumava, Carol ouvia, pelo rádio, Deusa de Itamaracá, por Almir Rouche.

Entrando, o pai sorriu, feliz, ao vê-la metida em seu claro e alegre vestido de manhã de sol. Uma rosa branca nos cabelos encaracolados, os lábios em rosa acentuados pelo brilho, o sorriso angelical a colorir o rosto de criança num belo corpo de mulher, aos 15 anos. Ela abandonou o espelho, virando-se.

— Tô bonita, pai?…

— Um encanto, meu anjinho!…

Aproximou-se dela e a beijou no rosto. Emocionado, sussurrou:

— Vai com Deus, minha filha… Vai ao encontro da tua nova vida, vai…

E ele afastou-se, indo ao seu quarto, não queria que ela o visse chorar.

Carol havia assistido demais a esse espetáculo havia 7 anos, quando no terrível momento do divórcio. Ela merecia trégua eternamente.

O antigo relógio-cuco da sala cantou 8 horas e, por um instante, Carol quase caiu em lágrimas, porém se conteve. Fitou a porta do quarto e leu, para seu consolo, a máxima de Amado Nervo, pregada num camurça em formato de coração:

“Sempre que houver um espaço em tua vida,
enche-o de amor.”

Ela respirou fundo, munida de força, sorriu e se foi sem olhar para trás, linda…

Pela beira das paradisíacas praias da Ilha de Itamaracá, as delicadas mãos na saia do vestido, sob um sol magnânimo, aquela garota que, um dia, sonhara em ser tão brilhante atriz quanto a Sylvia Bandeira, corria cinematograficamente… um deslumbre!

O coração palpitava no peito, ansioso, a respiração ofegante quase a sufocava, mas a esperança lhe abria um sorriso amigo. “Estou aqui”, era como se esse sentimento “verde” se pronunciasse com suavidade.

Cansada de correr — uns minutos do percurso já haviam se passado —, Carol estacionou: finalmente chegara ao coqueiral! O coração, então, prestes a explodir de tamanha ânsia; o vento fazia os seus cabelos dançarem, frenéticos…

— Ai, meu Deus, cadê ele?… — perguntou-se ela, atirando olhares em todas as direções.

Ali, só o Forte, barracas, turistas e lanchas que atravessavam o mar no sentido da ilhota Coroa do Avião.

Nada! Tempo de espera. 

Angústia. 

Ex-entusiasmo!

Decepção?!

— Ôxe… — murmurou, com desânimo.

Eram já 11 horas quando Carol não quis mais ficar. Deu uma rabanada para um pardal que tinha pousado na grama à sua frente, esmagou, sem ver, uma esperança que ali apareceu, largou a rosa branca no chão e se pôs a andar de volta para casa. Triste. Bom, na verdade, até mais do que triste: infeliz.

— Ei, Ana Carolina, aqui! — uma voz de homem a chamou.

Inundada de vida, ela se voltou na direção daquela voz tanto esperada!

Numa carroça, um senhor bonachão — pastor de um templo próximo — e três crianças do orfanato municipal a aguardavam contentes.

Contagiada pela alegria deles, Carol correu, subiu no veículo e se foram, o show gospel anual beneficente não podia esperar! Dele, que seria na praça da cidade, ela seguiria com a mãe para Lisboa, Portugal. Morar em definitivo, estudar canto, progredir intelectualmente e dedicar-se aos mais necessitados de pão e de Vida. Por amor ao próximo.

O futuro dela, portanto?

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León une Luz e Gabriel


Após a estreia de O Sétimo Guardião, nova novela de Aguinaldo Silva para o horário das 21 na TV Globo, a web vibrou.

Com cenas também gravadas na Serra da Canastra, em Minas Gerais, a história de realismo fantástico do novelista pernambucano, com direção artística de Rogério Gomes, não tem apenas dois românticos protagonistas, Gabriel (Bruno Gagliasso) e Luz (Marina Ruy Barbosa). León, o outro personagem principal vivido por quatro gatos da raça Bombay, vindos dos EUA, mostrou seu poder de atuar em sequências intrigantes, além de recheadas de beleza. O capítulo 1 se encerrou com o bichano unindo Luz e Gabriel, a sensibilidade e o desespero, a vida e a quase morte. União em noite tenebrosa, porém circundada pela esperança no coração do casal.

Gato. Foto: Pixabay.

Este não é León, mas outro gato o representando

Também unindo os internautas, os elogios passeiam pelas cenas dignas de uma caprichada produção de cinema, desembocando na abertura misteriosa e frenética sobre o universo dos guardiões.

Pelo visto, a trama já disse a que veio, segurar os olhos dos telespectadores na tela. Para isso, bons ingredientes não faltam: o gato, de fina estampa, que não é gato; o anjo (do Bruno) e a Luz, que trocaram olhares cheios de química ao final do capítulo; a fonte milagrosa, sinistra, mas esbanjando charme; personagens com tudo para fazer sucesso e paisagens deslumbrantes.

Como sabemos há tempos, Serro Azul é a cidade cenário-mor, interiorana, vizinha a Greenville, de A Indomada (1997), e Tubiacanga, de Fera Ferida (1994), também novelas de Silva. Nessas tramas, Serro Azul foi bastante citada! Por falar nisso, uma curiosidade: a cidade entre montanhas de O Sétimo Guardião também chegou a ser mencionada pela Viúva Porcina em Roque Santeiro, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo; isto aconteceu numa conversa entre Porcina e o Rei da Carne Verde, Sinhozinho Malta — conferi no Canal Viva, na reprise, e garanto que até fiquei surpreso, Serro sendo citada desde 1985 Legal.

Cachoeira. Foto: Pixabay.

Um banho que rejuvenesce

A rasgação de seda em torno de O Sétimo Guardião tem realmente mérito, o enredo nos apresenta seres irresistíveis, como a supervilã Valentina Marsalla, na pele de Lília Cabral, o Padre Ramiro, de Ailton Graça, curtidor de funk, uma beata ardilosa, a Mirtes (Elizabeth Savala), e aguardem: o sacristão Maltoni, encarnado por Matheus Abreu, que, quando sonâmbulo, sai completamente nu pelas ruas da cidade, provocando o desejo das moças. O rapaz ainda viverá um amor proibido.

Outro ponto interessante é a volta de dois personagens de A Indomada, Ypiranga (Paulo Betti), prefeito de Greenville, e a fogosa primeira-dama Scarlet (Luíza Tomé), ambos com o mesmo palavreado mesclando o inglês com o português. Eles chegam a Serro por ordem de Valentina, a fim de reformar um casarão antigo, pois a megera irá retornar à cidade com o objetivo de acertar umas contas com o local e se apossar da cachoeira mágica, rejuvenescedora, indispensável à sua fábrica de cosméticos e a ela própria.

Mas voltando ao poderoso León, inicialmente ele desapareceu em busca de um novo guardião para a fonte, o que, com a chegada do outro protetor do tesouro de águas azuis, significa a morte do guardião atual, Egídio (Antônio Calloni).

Casal. Foto: Pixabay.
Só que o amor, ah, o amor da sensitiva Luz com Gabriel entrará na batalha do Bem contra o Mal que ameaça o segredo da fonte. Luz desenterrou Gabriel de uma cova rasa, a consequência de um acidente de carro e da crueldade do ambicioso Sampaio (Marcello Novaes); com um pouco da água mágica, a jovem salva a vida do “forasteiro”.

Algumas mensagens do primeiro capítulo: amor à primeira vista, a força através desse amor, a luta com a intenção de salvá-lo a união.

Internautas confiantes no sucesso do folhetim, telespectadores torcendo pelos mocinhos e pelo felino ressabiado e, ao mesmo tempo, carinhoso — estes são pontos que se tornaram positivos na estreia.

Agora, envolvendo felino, mulher, vida, etc., eu me despeço com uma reflexão do escritor e crítico de arte francês Apollinaire:

“Meu desejo maior é ter em casa uma mulher razoável, um gato a passear entre meus livros e, a todo tempo, amigos. Sem tais prazeres eu não viveria.”
 

Que tal sairmos de Serro e irmos
do Recife a Portugal, clicando neste

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Maria Tereza Braz: O eu e os quadros


Ao fazer uma análise das pinturas da Maria Tereza, denota-se muita sensibilidade, um reflexo da postura de existência dessa artista plástica de Portugal. A esse respeito, ela desabafa: “Ao descobrir a pintura, isto foi algo de bom na minha vida, faz parte da minha solidão, funciona como terapia. Uma descoberta fabulosa, pois me ajuda a viver. Há 20 anos que a tenho como bem válida companheira”.
Artes Plásticas. Maria Tereza Braz.

Maria Tereza Braz - Reflexão

Sobre Carnaxide, onde mora, Tereza é mais poética: “É uma cidade calma, residencial, que me diz muito, gosto de circular nela. Apesar da evolução em 20 anos, tenho muitas recordações… Gosto de estar na minha janela e recuar alguns anos, imaginando cenas boas que me ajudam a sobreviver”.
 

A sobreviver, pois, passemos à 
ESPECIAL ENTREVISTA.
Artes Plásticas. Quadro "To Sow".

Quadro "To Sow"

IZAN SANT – Citei algo sobre o surgimento da artista Maria Tereza Braz em outro artigo. No entanto, como mais detalhes, de que maneira pôs-se a surgir mesmo este seu gosto pela pintura?
MARIA TEREZA BRAZO motivo foi a descoberta, por curiosidade. Longe de pensar que eu iria me dedicar à pintura, mas, na base de uma foto ótima, de verdade, que meu avô deixou a meu filho, e ele tinha planos de reconstruir, coisa que infelizmente não aconteceu por ele ter partido, resolvi pintar. E saiu a tela “Sonho”; a partir daí, por incentivo de amigos, minha pintura foi a mote (a mote = foi sendo desenvolvida)! Felizmente descobri minha grande companheira.
Artes Plásticas. Quadro "Work".

Quadro Work

IS – Acha que a arte hoje, em Portugal, está mais ou está menos valorizada?
MTBNão querendo ser negativa… acho que igual.
A artista numa de suas telas.

Hora de se debruçar sobre um quadro – Trabalho

IS – O conceito de beleza é variável. Como conceituaria essa palavra?
MTBO conceito de beleza é muito relativo mesmo, tem a ver com nossa sensibilidade diária; o que hoje nos sensibiliza muito, no outro dia pode não ser tão belo, sinto isso. Há dias em que algo que achei belo não me desperta tanta beleza depois; como por questões de sensibilidade, adoro no dia seguinte. Por exemplo, me incentiva a passar para a tela uma simples folha caída. Isto até torna meu dia mais suave, não digo alegre porque alegria é algo que já não faz parte de mim há anos. Essa folha caída que sempre tem seu “quê” de beleza; por vezes, o cair de uma folha me desperta… me dá um clique.
Artes Plásticas. Quadro "Folhas".

Quadro Folhas

IS – Qual a opinião mais curiosa que ouviu sobre seu trabalho?
MTB Uma análise que agradeço e acho bem real: “Suas pinturas são uma sincera caminhada dentro de uma visão peculiar de mundo. A forma de estabelecer elos entre as figuras revela criatividade, na busca das soluções, e inquietação, na procura de alternativas visuais, qualidades essenciais na arte.” De Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, ele integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).
Artes Plásticas. Quadro "Caraça".

Quadro Caraça

IS – Sua maior inspiração para pintar é…?
MTBTudo, desde que diga algo no momento. Por exemplo, tenho exposição que obedece a um tema… ando numa de buscar… ao descobrir, mesmo que falte algum tempo, tenho que pintar logo… Sem tema, é por algo belo que vejo, que sinto ao momento, por isso, em todas as minhas telas, tenho meus sentimentos, que adoro deixar fluírem.
Artes Plásticas. Mais um quadro.

Mais um bonito quadro

IS – Tem uma tela favorita? Se sim, por quê?
MTBTenho várias… mas destaco a “Nota de música” e “Violamenina”, porque são dedicadas a meu filho.
Artes Plásticas. A desenvolver a arte.

A desenvolver mais uma tela

IS – Uma mensagem super do Bem aos admiradores do trabalho da Maria Tereza Braz!
Artes Plásticas. Quadro "Fernando Pessoa".MTBAgradecimento bem especial, pois sem as pessoas que gostam do meu trabalho nunca teria desenvolvido minha pintura. Bem Hajam!
 

Clique nas fotos
para ampliá-las.

Muito obrigado
pela entrevista,
Maria Tereza Braz!

 

Nosso 1º. artigo com
a Maria Tereza 

você poderá ver

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Uma joia de novelista e dramaturga


Duca Rachid, realmente, é isto mesmo. Com a amiga não menos joia Thelma Guedes, ela escreveu a novela que conquistou o 42º Emmy Internacional (o Oscar da TV mundial) para a Rede Globo: Joia Rara.

Teatro. A autora Duca Rachid.

Antes dessa trama, Duca — que também é formada em Jornalismo e estreou na carreira televisiva em Portugal — desenvolveu outros roteiros para a televisão brasileira. Em 2006 ela adaptou, com Thelma Guedes, O Profeta, novela de Ivani Ribeiro. Ao lado da mesma amiga, escreveu Cama de Gato e Cordel Encantado.

Duca Rachid. "Cordel Encantado".

Hoje Rachid é a autora, com Thelma, de Órfãos da Terra, próximo folhetim das 6 que focará em algumas famílias de refugiados que moram em São Paulo, depois de escaparem da guerra em seus países. A história também irá abordar o preconceito contra estrangeiros no Brasil. Mas, o assunto desta ENTREVISTA EXCLUSIVA é: "Duca Rachid estreando como dramaturga"!  
 

IZAN SANT – Você e a Thelma são autoras de novelas de sucesso, e uma destas, como lembrei antes aos leitores, foi premiada. Quanto a essa sua primeira peça teatral, As Brasas, ela tem os ingredientes perfeitos de mais um sucesso. Como você vê isto, Duca?
DUCA RACHIDIzan, na verdade esse não foi o critério para a escolha desse texto. Nunca me preocupei se seria um sucesso ou não. A verdade é que me apaixonei por esse livro desde a primeira vez em que o li, em 2011, quando o ganhei de presente do Júlio Fischer — nós trabalhávamos juntos em “Cordel Encantado”.  Logo pensamos em adaptá-lo para teatro, já que o livro já traz, em si, uma gênese bastante teatral — esse reencontro de dois amigos, quarenta e um anos depois, para um acerto de contas.  A partir daí foram seis anos tentando comprar os direitos do livro! Descobrimos, inclusive, que já havia sido feita uma adaptação do Christopher Hampton, bem fiel ao livro, e uma montagem com o Jeremy Irons, que, infelizmente, não teve boas críticas.  Mas nada disso nos desanimou. Seguimos tentando, até conseguirmos a liberação do livro, graças à iniciativa do Felipe Lima, que abraçou o projeto como idealizador e produtor.

Teatro. "As Brasas".As Brasas. Genézio de Barros e Herson Capri (Foto: Caio Gallucci)
 

IS – Esse texto diz alguma coisa sobre você? Muitas vezes os textos, teatrais ou não, adaptados ou não, dizem alguma coisa sobre seus autores e/ou adaptadores.
DR
Deve dizer, porque me tocou profundamente. E o que me tocou foi justamente a questão da amizade e das paixões que nos movem e, por vezes, também nos aniquilam. Eu sou uma pessoa de muitos amigos. Quem me conhece sabe a importância que meus amigos têm na minha vida. Sou uma pessoa de parcerias no trabalho e na vida, e sempre faço as coisas com muita paixão. Isso é bom, mas também pode ser bem complicado.

Foto: Leo Aversa
Herson, Nana Carneiro da Cunha e Genézio (Foto: Leo Aversa)

 

IS – O gosto maior de estrear como dramaturga?
DRO teatro é a origem de todo o nosso trabalho. Foi muito importante, pra mim, voltar pra essa narrativa primordial. E muito difícil também, porque exige um outro tipo de imaginação, muito diferente daquela que a gente acessa pra escrever para TV ou cinema. Nesse sentido, o Júlio, que tem muito mais experiência em teatro do que eu, e o Pedro Brício foram muito importantes na construção do texto. 

Teatro. "As Brasas".Mais uma cena de As Brasas (Foto: Caio Gallucci)
 

IS – Algum projeto de um novo texto teatral após este, ou apenas depois da novela?
Duca Rachid e Thelma Guedes.DRAgora minha dedicação exclusiva é à novela. Depois eu penso em fazer outros trabalhos em teatro sim.

IS – E qual a sua mensagem super do Bem aos seus fãs e a nossos leitores?
DRQue a gente se mova pelas paixões, mas que elas não nos aniquilem, não. Principalmente nesse momento eleitoral (Risos gostosos.)
 

Grato pela entrevista, Duca.
Espero entrevistar você mais vezes.


As Brasas está em cartaz, de sexta a
domingo, no SESC Santana, São Paulo/SP.
Em novembro, estreia no Rio de Janeiro.
Veja em nosso EVENTOS, na sidebar.

 

(Na foto, Duca Rachid e Thelma Guedes.)
 

Uma frase da autora sobre a conquista do Emmy:

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Do Recife a Portugal


Galeria Cidade e Atrativos
 

Recife. Das sombras ao rio e aos prédios.

Nas sombras do dia cinzento, entre as árvores, os edifícios e os casarões seculares da Rua da Aurora vigiam as águas do rio como quem vigia o amor de alma tranquila ou melhor: águas serenas. O amor fica sereno quando é admirado.


Recife. Revivendo um dos poucos antigos casarões da Madalena.

Mais um casarão. Mas solitário, distante dos anos em que nasceu, no bairro da Madalena. Resistente. A resistência é uma qualidade da carne e do concreto, do fraco e do forte, do passageiro e do eterno. Por que não ser resistente por aquilo que se quer de verdade?


Recife. Meditação. Na Avenida Boa Viagem.

Boa Viagem, boa meditação, saúde em alta, cortada pelo azul do céu e coroada pelas palhas de um coqueiro rei. Como um quase tapete (o mar adiante) completando a poesia desse dia. Olhar o mar faz o homem pensar melhor na vida.


Recife. Caminhada em parceria. Avenida Boa Viagem.

De uma caminhada a uma corrida, os corações se enchem da sede de viver; do desejo pelo ar, que devia ser mais puro; da força do querer estar de bem com o sorriso. Exercitar-se a dois, ô Boa Viagem, não é somente zelo. É, também, troca de energias.


Rua da Soledade, Centro do Recife.

Impressionantes raízes em uma ruína da Rua da Soledade. Raízes são o quê? Talvez sejam dedos da Natureza querendo tocar o que não podia ter envelhecido. Talvez querendo rejuvenescer o que envelheceu? Talvez acariciando o que lhe foi parceiro, ou amado. Raízes podem ser carinhos.


Portugal. Lisboa. A fotógrafa Ana Carla Andrade.

Do Recife a Portugal, a Torre de Belém, na deslumbrante Lisboa, foi o cenário do sorriso da nossa fotógrafa. Céu e mar ressurgiram e se fundiram mais um bocado, mostrando que o mundo é um paraíso. Sim, um paradise quando toda a gente o olha com a beleza que traz dentro de si.

 

Veja, então, um paraíso ao olhar ao seu redor.

 

Texto exclusivo de Izan Sant para esta matéria.
 

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Fotos:

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Flash Especial: Portugal, encantos

Escrito por Izan Sant
exclusivamente para o Papo de Bem.
 

Olá, amados amigos!

Estou a chegar aqui para expor algumas maravilhas portuguesas que têm o dom de fazer qualquer pessoa ficar de bem com a vida. Oh, terrinha de encantos, essa!…

Vamos a eles, então, logo abaixo da foto?
Portugal, um dos encantos.
 

Alguns encantos
 

O pastel de Belém
é daqueles doces que devemos comer dizendo Amém!
 

A Quinta da Regaleira
possibilita a todos nós uma aventura verdadeira.
 

O vinho do Porto,
oh, quem não prova não sabe o quanto é gostoso…
 

A ruas, limpas e históricas,
encantam turistas brasileiros, e de outros países, a toda hora!
 

O Oceanário de Lisboa,
este é pura natureza, total garoa.
 

No Museu Nacional do Azulejo
olhos se fixam, intensos, em profundo festejo.
 

O clima ameno, enfim,
faz um bem enorme ao ser humano… a ti!

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Entrevista

VÊ, GALERA – Clica

msg do mês

Augusto Mendonça - Imagem destacada

VOCÊ AQUI

FOTO DE BEM - Mariana Saray - Esta

presente de artista

Aniversariantes

  • Ary Fontoura (ator)
  • Camila Smithz (atriz e âncora de telejornal – SP)
  • Cássia Kiss (atriz)
  • Cristiano Andrade (diretor executivo – Recife)
  • Danilo Tácito Rufino (ator – Niterói/ RJ)
  • Djavan (músico e cantor)
  • Emilio Orciollo Netto (ator)
  • Everton Tonetto (ator – Recife)
  • Filipe Pires (gerente Prime Bar/Comedoria – Recife)
  • Geraldo Azevedo (músico e cantor)
  • Gessyca Barbosa (profa./Educ. Física – Olinda/PE)
  • Grace Lira (bailarina – Jaboatão dos Guararapes)
  • Guilherme Fontes (ator/diretor de cinema)
  • Heitor Souto (modelo – Recife)
  • Isidro Manuel Marques (Taekwondo – Setúbal/POR)
  • Izan Sant (escritor, roteirista, colunista)
  • Jaime Bomfim (diácono – Itamaracá/PE)
  • Jô Soares (artista)
  • Karol Spinelli (atriz – Recife)
  • Lara Fabian (cantora, compositora e letrista)
  • Laryssa Moura (blogueira e Youtuber)
  • Maitê Proença (atriz)
  • Marcello Antony (ator)
  • Mateus Fagundes (repórter – SP)
  • Mateus Nachtergaele (ator)
  • Nicete Bruno (atriz)
  • Patrícia Pillar (atriz)
  • Paulo Vilhena (ator)
  • Raoni Velozo (produtor executivo – Paulista)
  • Sandra Tavares (advogada – São Paulo)
  • Sandy (cantora)
  • Severina Dantas (advogada/pedagoga – Igarassu)
  • Tatiana Issa (atriz e produtora – Brasil/Nova Iorque)
  • Vítor de Oliveira (roteirista – São Paulo)
  • Willames De Morais Lima (segurança – Itapissuma)
  • Yeda Maria Cavalcanti (fonoaudióloga – Igarassu)

Eventos

  • 05. Em RECIFE: Digão, dos Raimundos – 20h – Downtown
  • 11. Em OLINDA: Petrobrás Sinfônica e Nando Reis – 20h – Teatro Guararapes, Centro de Convenções
  • 19. “Elza, O Musical” – 20h – Teatro Guararapes, Centro de Convenções

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