Teatro

A Dama do Tudo


Chegando com papo novo, queridos leitores. Ou melhor, nova

ENTREVISTA ESPECIAL.

Conversei deliciosamente com SYLVIA MASSARI, uma artista que dispensa apresentações por ser uma superatriz, seja no cinema, no teatro ou na televisão.
Sylvia Massari. Uma artista completa.

Atualmente ela doa todo o seu brilho à pianista Janette, do musical Ou Tudo ou NadaNo dia 11 de março, Massari impressionou a plateia paulista com o poder de sua personagem. Ela e grande elenco estrearam em descomunal estilo no Theatro NET São Paulo, temporada que segue até 1º. de maio; portanto, você, que ainda não viu, não deixe de comparecer! É ação, drama, humor, emoção
Sylvia na pele de sua personagem Janette.

Mas, por falar em drama ele ou a comédia, o que a Sylvia prefere mais?

(Durante o bate-papo, uma galeria de trabalhos de Massari, com um pouco da sua vida pessoal.)      

 

IZAN SANT – Qual desses gêneros você se sente mais atraída a fazer? Embora faça os dois providencialmente.

SYLVIA MASSARI - Comédia, sem dúvida! É onde encontro minhas verdades.
Sylvia, Raul e Os Trapalhões.


IS – A Janette é séria demais, no entanto, ao mesmo tempo, amiga, ótima ouvinte e conselheira. Houve que tipo de laboratório para ela?

SM – Fui chamada muito perto da estreia, para substituir uma outra atriz. Não houve tempo para laboratório…  Ela veio surgindo aos poucos…
No teatro, só curtição.


IS – Um instante genial da personagem! Qual?

SM – Gosto do meu solo com os rapazes.
Um sorriso de Estrela.

 

IS – Uma cena mais feliz do musical, segundo você.

SM – A última, quando os rapazes finalmente tiram a roupa, para delírio da plateia. A mais engraçada, eu considero a do apartamento, quando recebem os Kits que irão usar no show.
Dama, principalmente, do teatro.

 

IS – Quanto tempo de dedicação teve para deixar pronta a Janette?

Janette convidando você. Vem!
SM – Foram somente 15 dias, mas continuei me dedicando a encontrá-la, depois da estreia.  
 

IS – Sua definição sobre o texto?

SM – Inteligente e engraçado. 
 

IS – Como curte a convivência nos bastidores?

SM – Literalmente, uma farra! Nós nos divertimos muito e trocamos experiências. É um camarim maravilhoso!
 

IS – Você desenvolveu diversos trabalhos na televisão, mas um dos que mais gostei foi na novela A Lua Me Disse, do Miguel. A sua cantora, a Morcega! Boas lembranças deste tempo? 

SM – Com certeza! Eu nunca vou me esquecer da Morcega. Ela era divertida e engraçada. Foi um prazer muito grande fazer o texto do Miguel. 
 

IS – Seu trabalho inesquecível! Ou trabalhos?

SM – “A Estrela Dalva”, A Amnésia de “Noviças Rebeldes”, a “Maria Santa”, minha boneca da Praça. Posso acrescentar a Luísa de Os “Fantastikos” (com K).
 

IS – Cor predileta?

SM – Azul.
 

IS – Perfume?

SM – Narciso Rodriguez.
 

IS – Autor(a)? ou mais de um(a)!

SM – Eu estudei muito Kafka e ele ficou pra sempre.
Com Diogo Vilela.

 

IS – Livro de cabeceira?

SM – O que estiver lendo no momento.

(Logo abaixo, a inesquecível personagem Maria Santa.)
A boneca Maria Santa, um mito do humor.


IS – Telenovela antológica?

SM – “Gabriela”.
A atriz com Roberto Carlos.


IS – A palavra mais apaixonante do mundo é…?

SM – Amor.
Uma freira adorável.


IS – Um gostoso passatempo?

SM – Cinema, à tarde, e um lanchinho no final.
Música. Uma atriz que canta superbem!


IS – O que não come, de forma alguma?

SM – Carne.
Sylvia em Paris e com o amigo Maurício.


IS – Como você se autodefine?

SM – Teimosa, Hiperativa e Batalhadora.
Sylvia e Max Wilson.


IS – Família representa…?

SM – Tudo!!!
Sylvia com Glória Perez.


IS – Entre muitos fãs, você tem, além deste colunista que lhe fala, um superfã em Triunfo, no Rio Grande do Sul: o jovem ator Léo Borba. Agora, então, que mensagem híper do Bem você direciona aos seus outros fãs, que, tanto quanto eu e o Léo, a endeusam pela atriz espetacular que você é?

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Tudo para o Sérgio

Sérgio Menezes. Ator.
Em Força de Um Desejo, novela das 18 horas escrita por Gilberto Braga, SÉRGIO MENEZES estreou contracenando com ninguém menos que Malu Mader, sua amiga até hoje. Ele viveu o Jesus, fiel escudeiro da personagem de Mader na trama de época. Em seguida, o ator ganhou papéis variados: de escritor, médico, pescador, fotógrafo, sempre se mantendo impecável nas atuações.

No espetáculo musical Ou Tudo ou Nada, que reestreia nesse dia 12 de janeiro, às terças, quartas e quintas, sempre às 20:30 horas, ele não faz diferente.

Onde, essa nova temporada? No Theatro Net Rio, em Copacabana.

 

ENTREVISTA EXCLUSIVA.

 

IZAN SANT – O musical: sucesso, indiscutivelmente. A que você imagina que se deve isso?

SÉRGIO MENEZES – Talento de toda equipe.
 

IS – Revela à gente como o Sérgio Menezes foi parar no elenco.

SM – Tadeu Aguiar, diretor da peça e um grande amigo talentoso, me convidou no final de 2014 pra fazer parte do elenco.
 

IS – O seu personagem no musical é uma mistura de determinação e receio. A determinação prevalece. E você, de que maneira a vê na vida do Jegue e na sua própria vida?

SM – Talvez a determinação seja algo em comum. Mas não me identifico tanto com esse personagem, embora tenha admiração profunda por ele. Somos muito diferentes! Em geral, sinto atração por viver pessoas diferentes de mim.
 

IS – Todos merecem uma boa rasgação de seda por causa da atuação. Mas, quem tem mais este mérito, ao seu ver? O Xande Valois, pela idade e o talento monstruoso?

SM – Xande é um supertalento, além de ser um cara bem maduro, apesar dos onze anos. Isso o torna mais notável ainda. 
 

IS – O que o seduz mais na personalidade do Jegue?

SM – O bom-gosto musical que ele tem.  Pra fazer bem o número que ele se apresenta, o “Jegue” deve ter ouvido muito Stevie Wonder, Michael Jackson, James Brown, Ed Motta, Martha Wash, Zelma Davis, Banda Black Rio, Ray Charles, Tony Momrelle, Incognito, Prince… enfim, todos essas joias do R&B, Soul e Jazz.
Sergio Menezes na pele de seu personagem, Jegue.


IS – Texto e direção do espetáculo! Conceitue-as.

SM – Refinados.
 

IS – Mudando um pouco de assunto, qual o seu melhor trabalho na TV? Seria o Jesus, da novela com a Malu Mader?

SM – Não sei se “Força de um desejo” foi o melhor trabalho, mas, definitivamente, inesquecível. Principalmente pelo fato de ter Malu como referência e grande companhia. 
 

IS – Um ator/ou atriz novelista admirável?

SM – Malu Mader.
Sérgio Menezes. À vontade no teatro.


IS – Filme marcante!

SM –Matrix”.
 

IS – Um livro que leu, ou está lendo, e recomenda?

SM –Universo numa casca de noz”, por Stephen Hawking.
 

IS – Escritor brasileiro!

SM – Clarice Lispector.
 

Momento de Ensaio.IS – Melhores comidas e bebidas?

SM – Comida Thailandesa, com um bom chardonay bem gelado!
 

IS – Qual o seu hobby, Sérgio?

SM – Playstation, Xbox… quase viciado. (Risos gostosos.)
 

IS – A melhor e a pior invenção do mundo são…?

SM – Muitas grandes invenções, mas vou citar uma paixão: carro. Pior invenção: política e suas vertentes. 
 

IS – Sobre a eventual ida do espetáculo para São Paulo, a terra da garoa, qual a sua expectativa em relação?

SM – Acho que vai funcionar bastante em SP.
 

IS – Você por você mesmo…?

SM – Sempre descobrindo coisas a meu respeito, me surpreendendo às vezes. 
 

IS – Concluindo, uma mensagem super do Bem do Sérgio Menezes aos fãs. Mande.

SM - Nem tudo é o que parece ser. Confiem na intuição.

 

Fotos: Eduardo Bakr/Divulgação

 

Veja nossa 4ª. entrevista desta série:

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Um Recado do Coração

Fábio Bianchini em Foto Ensaio.Por: ator Fábio Bianchini
 

Venho desejar, a todos do Papo de Bem, uma caminhada de ano maravilhosa ao lado das pessoas que vocês amam, porque isso, pra mim, é o que importa.

Independente do lugar, o importante é estar cercado de pessoas queridas que nos amem.

E um 2016 próspero, com saúde, força de vontade e sonhos, porque sem eles não temos motivos para continuar.

Os sonhos, as vontades movem nosso destino.

Assim, temos motivos para prosseguir com o nosso desenvolvimento, nosso crescimento pessoal e espiritual!

Que neste Ano Novo nossos sonhos se realizem e possamos desfrutar de todo o melhor que a vida possa oferecer.

Deus não nos fez para sofrer, Ele nos fez para sermos felizes, e o mundo tem muito mais a oferecer de bom do que coisas ruins; afinal de contas, o que é ruim, geralmente, são coisas criadas por nós mesmos.

Então, que possamos fazer mais o bem e amar mais nosso próximo, a fim de transformar nossa realidade no Bem!

Feliz 2016 a todos vocês e seus familiares!

Beijos do Fábio!

 

Não viu nossa primeira ENTREVISTA com o
FÁBIO BIANCHINI, de Ou Tudo ou NadaFábio Bianchini vivendo Álvaro Assunção.

Ora, para ver, é só clicar

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O multiartista Victor Maia

O ator Victor Maia.
"Sou um cara hiperativo, muito exigente, metódico com o meu trabalho e bagunceiro dentro de casa. Canceriano; logo, apaixonado. 3D, como me chamam alguns amigos, e extremamente fiel a todos eles", assim se define, em parte, o jovem VICTOR MAIA. Ator formado pela UniRio, bailarino, cantor e coreógrafo nascido num 17 de julho.

Dono do personagem Ethan em Ou Tudo ou Nada, profissional respeitado pelos musicais dos quais participou, ora atuando, ora co-dirigindo ou coreografando, seu principal lema é: “Eu preciso levar alegria e prazer às pessoas”.

Quanto a você, quer receber esses manjares?

Ganhe um pouco dessa alegria e desse prazer, pois, com o Victor, na

ESPECIAL ENTREVISTA.  

 

IZAN SANT – Como é o seu dia, com tantas boas tarefas assim a desempenhar, e qual delas o satisfaz mais, ou todas?

VICTOR MAIAMeu dia é muito corrido. Acordo e vou correndo pra academia para malhar e correr. Pro meu dia-a-dia eu preciso estar fisicamente preparado e pro meu trabalho mais ainda. Saio da academia e ou vou para o Projac ensaiar as coreografias que monto para o Caldeirão do Huck, ou para as gravações do mesmo programa. Depois corro para o CEFTEM, Escola de Formação para Atores em Teatro Musical, onde dou aula de dança e cumpro minha função como professor. De quinta a domingo, tenho peça. Duas sessões no sábado. E ainda preciso conciliar com as aulas de canto e estudos paralelos. De verdade… eu amo fazer tudo isso. Tenho muito prazer em realizar todas essas atividades, mas, de fato, o palco é o gozo! É lá que eu respiro feliz e aliviado por estar basicamente realizando aquilo que venho me preparando há anos para fazer.
 

IS – O convite para Ou Tudo ou Nada. Deu-se…?

VM – O convite apareceu através dos produtores Eduardo Bakr e Tadeu Aguiar, que também dirige o espetáculo. Eu já havia trabalhado com eles em outros musicais e eles acharam que o Ethan, personagem que eu faço, seria bem defendido por mim, porque além de ser um personagem comigo, exige um trabalho de corpo muito forte. Não à toa eu me taco no chão 7 vezes por sessão e não posso me machucar.
 

IS – Você é um dos protagonistas do musical. Conceitue o Ethan, portanto, mas do seu ponto de vista exato.

VM – Ethan não sabe exatamente como, mas ele quer participar daquilo de alguma forma. Ele é um cara que ficou desempregado e realiza pequenas atividades para se manter com algum dinheiro, como encanador, pintor… mas depois que assiste o “Cantando na Chuva”, onde vê o ator Donald O'conner realizar um salto mortal coreografado pelas paredes, decide que quer fazer igual. Sempre quis ser um bailarino mas não tem o menor jeito pra dança. Quando fica sabendo do show de strip-tease, decide ir até lá e se voluntariar para participar, e, por mais que não tenha dotes artísticos, possui um dote essencial para a nova atividade: um imenso pênis. Assim sendo, ele vai, ao longo da peça, descobrindo suas novas habilidades e uma paixão improvável dentro daquele sexteto. Ele é um cara que tá pra jogo. E não vê a hora de se despir literalmente e metaforicamente.
Victor Maia. O policial de fantasia.


IS – O Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante do 4o. Botequim Cultural de Teatro pelo desempenho como esse personagem. Muita emoção?

VM – Realmente eu não esperava. O Ethan, dos 6 protagonistas, é o que tem a menor participação. Então a indicação e, sucessivamente, o prêmio, vêm como uma prova de que, mesmo sendo menor a participação, eu realizei um grande trabalho. Fiquei muito feliz.
Mais que sensual.


IS – A nudez de 50 segundos lá pelo meio da peça e a nudez do final. Tirou de letra?

VM – Não foi fácil. Nenhuma delas. Ficar pelado requer coragem. É um desafio à vaidade. Mostrar tudo para a plateia e para os colegas de cena foi algo que eu precisei ir me preparando psicologicamente durante o processo de ensaio. A coragem veio vindo. Não que eu tenha problema com meu corpo ou coisa parecida. Pelo contrário. Sou superbem resolvido e satisfeito. Mas ainda assim é preciso encontrar uma motivação para ficar peladão e assumir-se ali, na frente das pessoas, como viemos ao mundo. E, de todo o caso, a obra é muito bem escrita, então a nudez não é gratuita. Faz parte do contexto. Desse modo eu me sinto protegido para fazer as cenas. Hoje, confesso que adoro e, se pudesse, faria a peça toda pelado.
Victor. Um momento de nudez.


IS – Qual a cena mais feliz de Ou Tudo ou Nada? Na verdade, a ou as?

VM – Eu amo muito 4 cenas: a primeira, onde eu me apresento aos personagens e à plateia, me taco nas paredes, tiro a calça e saio contratado pelo grupo; a cena em que todos os protagonistas fazem o primeiro ensaio sem roupa, uns na frente dos outros e é um constrangimento só; a cena que canto um dueto com o André Dias, no momento em que estamos enterrando a mãe do personagem dele, que acabara de falecer; e, por fim a última cena, onde fazemos o grande show, momento mais esperado do espetáculo.
Mais uma do Ensaio Fotográfico.


IS – Trabalhos que mais adorou ter feito! Por quê?

VM – Antes do “Ou Tudo Ou Nada”, três trabalhos ficaram marcados na minha vida: “Quase Normal” (“Next to Normal”), musical americano montado no Brasil, também pelo Tadeu Aguiar, que me rendeu duas indicações a prêmio de melhor ator coadjuvante; “The Book of Mormon”, montado pela UNIRIO, que tive a sorte de coreografar e protagonizar nas últimas temporadas e era um deleite fazer mil e duzentas pessoas rirem todos os dias; e “O Meu Sangue Ferve Por Você”, musical que produzi e atuei ao lado de quatro amigos-atores-cantores maravilhosos, que começou despretensiosamente e teve uma carreira longa de quatro anos e meio!
Victor Maia. No ar.


IS – Tadeu Aguiar como diretor, uma nota e uma justificativa.

VM - Não dá pra dar uma nota para o Tadeu porque cada dia ele merece uma. Ele é um diretor generoso, ansioso, franco, bem-humorado e prático. Eu já trabalho com ele há cinco anos e posso dizer que cada vez que o encontro num projeto, ele está diferente. E é sempre uma deliciosa aventura trabalhar com ele. Ele esbanja amor por teatro e isso é contagiante. Conheço poucos homens tão guerreiros e corajosos quanto ele no ofício. Tadeu não deixa que a dificuldade do país destrua seu sonho e seu objetivo. Ele vai lá e faz. Ele, magicamente, dá um jeito e o espetáculo sai. É uma inspiração. Um verdadeiro empreendedor apaixonado e, ouso dizer, bem-sucedido.
Ethan em um dos seus pulos em cena.


IS – Beleza, para você, simboliza…?

Victor em mais um momento de Ethan.VM – Beleza pra mim é sinceridade, honestidade e essência. Tudo aquilo que é essencial e verdadeiro é belo.
 

IS – Paz de espírito é…?

VM – Consciência limpa e tranquila.
 

IS – Melhor novela e seu/s (sua/s) novelista(s) favorito(a/s)

VM – “Tieta” e “Avenida Brasil”. Atualmente, Joao Emanuel Carneiro.
 

IS – Seu livro de cabeceira e o seu passatempo predileto?

VM –Wicked”. O livro mesmo. Cantar é meu passatempo. Canto o dia todo. No estúdio que tenho em casa ou no chuveiro tomando banho ou no carro indo pra algum lugar. E namorar. Também tem sido meu passatempo predileto. Casei há três meses e, quando não tô trabalhando, estou abraçado no sofá, vendo filme de terror, comendo pipoca e bebendo um vinho.
 

IS – Os colegas de trabalho, nessa comédia musical…?

VM – Excelentes. O que a plateia assiste no palco é um reflexo dos bastidores. Somos muito parceiros fora de cena, bem-humorados, brincalhões e nos damos muito suporte. Viramos uma família. Aliás, a gente fica mais pelado na frente uns dos outros do que nas nossas casas para nossas famílias. Isso denota um grau de intimidade assustador.
 

IS – Em uma cena, na casa do Harold (Carlos Arruza), o Ethan se entusiasma ao mais alto grau, dizendo “Ai, meu Deus, quanta parede!…”. Um dos fracos dele, como sabemos, é se jogar em paredes, acho isso muito show. Muito treino, a fim de fazer o que você faz em cena que impressiona tanto o público?

VM – Na infância e adolescência eu fazia muita luta. Fiz anos de judô e capoeira, o que me ensinou a cair no chão sem me machucar. O ballet me trouxe uma outra consciência corporal. Para interpretar o Ethan, eu precisei juntar toda essa experiência, me preparar fisicamente com uma personal trainer na academia e conversei com dubles na TV Globo, pra descobrir algumas técnicas.
 

IS – Mas, quanto às “paredes” da vida real, hoje, no Brasil moderno?

VM – As paredes do mundo moderno são infinitamente mais complicadas… Damos com a cara na parede várias vezes, entramos em caminhos que achamos que é o seguro e pimba!, lá está a parede no final desse caminho numa via sem saída. Precisamos voltar e começar tudo do zero. Mas são essas experiências que nos definem como homens, formam nosso caráter e nos fazem lutar por paredes menos rígidas. O lance é não encostar nelas e cochilar.
 

IS – Victor Maia por Victor Maia?

VM – Além do que já falei na introdução da entrevista, sou louco pela minha família e já desejo ampliá-la. Pavio curto quando testam a minha paciência e me faltam com o respeito, principalmente dentro do meio profissional. Ético até o último segundo. Gosto de fazer todo mundo rir o tempo todo e preciso de alguém que me peça para parar, senão sou capaz de não desligar nunca mais. Rezo diariamente para que o dia tenha 36 horas para eu conseguir dar conta de realizar todos os meus sonhos.
 

IS – Já que é de praxe da gente ao final das entrevistas, mande a sua mensagem super do Bem ao público admirador do seu trabalho.

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Carlos Arruza — um Tudo por amor

Carlos Arruza e a amiga Patricia França.
Em Ou Tudo ou Nada, CARLOS ARRUZA, ator, cantor lírico e psicólogo, é outro integrante do musical que acaba conquistando o afeto dos espectadores. Seu personagem, Harold, à primeira impressão um empresário (falido) rígido ao extremo e sem sentimentos, revela-se, em nome do amor e da necessidade de não perder este amor, um cara de bom coração. Ele é o esposo de Vicki, bela e consumista mulher interpretada pela ótima PATRÍCIA FRANÇA, sobre quem Arruza se expressa com muito carinho adiante.

O ator estudou n’O Tablado, de Maria Clara Machado, e se formou por um dos melhores cursos de teatro do Brasil, a CAL, Casa das Artes de Laranjeiras.

Vinculado à Associação de Artistas Líricos, atuou, antes da formação profissional, em grandes produções, como Os Três Mosqueteiros, de Carlos Wilson, e trabalhos em óperas do quilate textual de Aída e Otello.

Eis então Arruza, mais um dos nossos entrevistados de Ou Tudo ou Nada.

 

EXCLUSIVA ENTREVISTA.

  

IZAN SANT – O teatro chegou na sua vida aos 11 anos, em grupos amadores. Foi paixão mesmo por ele, a partir daquela idade?

CARLOS ARRUZAFoi um trabalho realizado na escola, onde resolvi apresentar um texto de forma dramatizada. Reuni os colegas do grupo e fiz com que cada um providenciasse seus figurinos. Dirigi e também atuei. Foi péssimo, mas, mesmo assim, ficou a vontade de fazer mais… (Risos gostosos.)
 

IS – Como se jogou na Oficina de Atores da Rede Globo? E no canto lírico?

CAEstava em cartaz no Rio com Cacá Carvalho com a peça “25 Homens”, do Plínio Marcos. Emílio di Biase nos assistiu e me fez o convite. Quanto ao canto, é uma paixão. Ney Ayalla foi meu primeiro professor. Procurei o canto muito jovem porque era apaixonado por Gal Costa e queria uma forma de me aproximar dela… (Risos.) Nunca soube se era bom ou se poderia fazer bem, mas cantar é um prazer inigualável.
 

IS – Agora passamos ao Harold. Prazer em fazê-lo, sem dúvida. Qual a razão?

CAHarold, como todos os personagens que fiz, é como eu em algum aspecto. É ótimo encontrar aquele ponto-chave do personagem que casa exatamente com você. Estar em cena defendendo alguém que faria qualquer coisa para não perder o amor da sua vida é muito emocionante.
Carlos Arruza  em "Ou Tudo ou Nada".


IS – Do que mais gosta nesse personagem?

CAAcho que o contraste de querer aparentar uma fortaleza e ser vulnerável como qualquer um dos outros.
 

IS – Contracenar como marido da minha conterrânea querida Patrícia França. Significa…?

CAPatrícia eu vi em cena cantando muito antes dos musicais virarem moda. Ela é encantadora. Voz linda e pessoa generosa. Uma sorte enorme dividir o palco com ela.
Carlos Arruza e Patrícia França. O canto.


IS – O clima no camarim, qual é?

CAMuita união. Mesmo nas diferenças, percebemos que podemos contar uns com os outros de verdade. Isso é raro.
 

IS – Foi difícil tirar a roupa no primeiro ensaio? Ou não tiraram, simularam, e ficou apenas para a estreia?

CADifícil, sim. Muitas tentativas e um passo de cada vez. Tadeu Aguiar é um excelente condutor e soube fazer tudo a seu tempo.
Carlos Arruza no camarim.


IS – Todos no espetáculo são grandes atores. Mas o Xande Valois, até mesmo pela idade, você classificaria…?

CAEle me assusta com tamanha inteligência. Sempre que posso, faço perguntas para ver se aprendo alguma coisa com esse menino. Ótimo caráter, astral e generosidade.
 

IS – Conceitue o ser dirigido pelo Tadeu Aguiar.

CATadeu Aguiar me fez sentir inveja quando assisti “Quase Normal”. Queria estar em cena com o personagem do meu amigo Cristiano Guarda, que fazia lindamente. É raro, pra mim, querer estar em cena quando vejo algo mesmo que goste. Ali entendi que Tadeu era o artista que estava faltando conhecer e, por sorte, estou agora neste trabalho confirmando. Ele é exatamente o que se vê. Um espetáculo.
Carlos Arruza. Um toque de sensualidade.

IS – Qual o ponto de maior emoção do musical?

CAOuvir Patrícia França cantar pra mim já me fez desabar de emoção algumas vezes. Tenho muita sorte.
 

IS – Você acabou de fazer um ensaio fotográfico sensual. Como é manter essa super boa forma aos 46 anos?

CA - Manter a forma é questão de saúde. Comer bem e fazer exercícios está ao alcance de todos. Isso é disciplina. Claro que isso reflete na boa aparência, que também ajuda no mercado de trabalho. Mas, antes de tudo, é fazer por qualidade de vida.
Arruza. Um maior toque de sensualidade.


IS – Nos fale acerca de seus trabalhos anteriores a Ou Tudo ou Nada.

CAAnterior a “Ou tudo ou Nada”, fiz “Mamma Mia!”, em São Paulo. Também fiz o musical “Império”, do Miguel Falabella, e “Cristal Bacharach”, da dupla Möeller e Botelho. Meu primeiro musical foi “Francisco de Assis”, com Ciro Barcelos, e, em seguida, fiz “Comunità”, o musical italiano de Cláudio Magnavitta.
 

IS – Escritor e livro?

CATodos do Deleuse.
Arruza em um dos seus bons trabalhos.


IS – Perfume e hobby?

CATom Ford e Teatro. Também sou psicólogo. Mesmo sendo profissão, é uma atividade que amo fazer.
 

O ator Carlos Arruza.IS – Filme antológico!

CA – “Ligações perigosas”.
 

IS – Comida de sua preferência?

CAFeijão, arroz, batata frita, carne e ovo.
 

IS – A sua mensagem mega do bem aos que apreciam o seu trabalho como ator e cantor?

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“Ou Tudo ou Nada” com Fábio Bianchini


Notoriedade não é para qualquer um, não. FÁBIO BIANCHINNI, que esteve nas novelas de sucesso TititiCaras & Bocas e Guerra dos Sexos, além do curta-metragem Sinal, com Bianca Rinaldi, entre outros curtas, e dos longas FlordelisAs aventuras do Tio João, perdidos na floresta, está agora, arrasando, no elenco da montagem brasileira de Ou Tudo ou Nada, musical criado a partir de um êxito de bilheteria do cinema nos anos 90, The Full Monty. Fábio, dirigido por TADEU AGUIAR (o Xavier de Babilônia), dá vida a Bobby/Keno, um stripper colecionador de admiradoras nessa produção suntuosa e de elenco afiado. Ele vem sendo, nada menos, que um colírio para o público, principalmente o feminino, claro, e um acerto aos olhos de críticos, o que o faz realizado desde que abraçou com toda a sua força e talento este presente de personagem.
Fábio Bianchinni, Bobby.

Um dos momentos mais felizes de Bianchini, na televisão, ocorreu ao viver o Álvaro Assunção, amigo de Dercy Gonçalves (Heloísa Périssé) em Dercy de Verdade — dirigida por Jorge Fernando. Por ser um personagem sincero e positivista, acabou chamando a atenção dos telespectadores.

Positivamente com este querido ator, neste instante, mais uma
 

ENTREVISTA EXCLUSIVA.
 

IZAN SANT – Como pintou o convite para estar no musical?

FÁBIO BIANCHINIRecebi o convite três anos atrás, na época em que fazia a Peça “O dia em que raptaram o Papa”. Também dirigida por Tadeu Aguiar. Neste tempo ele já falou sobre o musical e sobre este mesmo personagem e se eu toparia fazer. (Na foto abaixo, com o ator Cláudio Mendes, no espetáculo.)
Bianchini em cena com Cláudio Mendes.


IS – O Bobby é o instigador para que o Jerry decida que irá conseguir dinheiro, através do strip-tease, para pagar a pensão do filho. Como você conceitua esse seu personagem, então, a partir dessa situação?

FBEle é um sobrevivente de toda a crise que acontece ali. É um cara que saiu do conforto da cidade a qual não mais oferta tal conforto e foi usar o que tinha de melhor, seu físico seu lado sexy e ganhar dinheiro desta forma, sendo um stripper. Dos motivos que leva Jerry a querer fazer o mesmo, a princípio é o preconceito em saber que um homem homossexual ganha dinheiro se apresentando para as mulheres, e ele, que se considera um homem de verdade, por ser heterossexual, não! Fica indignado com isso e resolve fazer o mesmo para espantar a crise. Depois acabam até mesmo virando colegas e até aprende uns truques com o stripper! (Aqui, ao lado do amigo Mouhamed Harfouch.)
Fábio Bianchini com os amigos Cláudio e Mouhamed.


IS – Grande parte das mulheres da plateia vai ao delírio quando você surge logo na primeira cena. Isso o envolve?  

FBTento não me envolver muito na emoção delas para não perder o foco da cena! Mas é inevitável não participar desta energia, o que faço é transformar a euforia, os gritinhos, os comentários que algumas vezes dá pra ouvir em incentivo para fazer uma boa apresentação. Me sinto bem! (Risos gostosos.)
Fábio Bianchini. Ensaio.


IS – E quanto ao reconhecimento desse personagem pelo público? O que tem ouvido de mulheres e homens no teatro ou nas ruas?

FBAs mulheres são mais tímidas, pedem uma foto, dão os parabéns, algumas falam que tenho uma bundinha bonitinha! (Risos.) O assédio maior são das senhorinhas, elas adoram. Já o assédio masculino é mais direto, dão os parabéns, falam do corpo, chamam de gostoso e até mandam umas cantadas. Levo numa boa. Acho engraçado.
Fábio Bianchini em Sinal.


IS – Qual o momento mais emocionante do espetáculo, ao seu ver?

FBSou suspeito pra falar de um momento emocionante porque gosto muito do espetáculo no todo. Mas destaco o número musical do Jegue, Sérgio Menezes, que é muito bem executado e divertidíssimo. Também a abertura do segundo ato feito com número musical da Janette, realizado lindamente pela Sylvia Massari junto aos seis rapazes! Gosto bastante. E o número final onde executam o strip-tease que todos esperam e, realmente, é emocionante, engraçado e a plateia vai ao delírio. Olha, sinceramente, gosto de tudo.
Fábio e seu Bobby em mais um momento de sensualidade.


IS – Do teatro para a TV. Que trabalho lhe deu mais prazer na Rede Globo? Arrisco um palpite, mas não sei: o Álvaro Assunção, de Dercy de Verdade.

FBSeu palpite está Certo. Foi, sim, a série “Dercy de verdade”, com o personagem Álvaro Assunção, amigo de Dercy em vida. Foi ótimo fazer parte da equipe, trabalhar com Heloísa Périssé e Jorginho Fernando. E todo elenco, que é maravilhoso. Uma equipe que já conhecia desde a novela “Tititi”, que também foi escrita por Maria Adelaide Amaral.
Álvaro Assunção.

 

IS – Você é um homem vaidoso?

FBNão sou muito vaidoso no sentido cosméticos e produtos para beleza. Mas me cuido no sentido de manter a forma, exercícios físicos, boa alimentação. Isso já dá um trabalho danado! (Risos.) Mas gosto e faço com prazer!
Fábio Bianchini. Ensaio Fotográfico.

 

IS – A leitura atual do Fábio Bianchini é…?

FBLeio muitas coisas num mesmo período. No momento tô lendo Voltaire, "Candido"; também gosto muito de artigos sobre o cérebro, então compro revistas como a que estou lendo agora, “O mundo secreto do cérebro”, e ainda “Segredos da mente”. Este assunto me fascina.
Na Mira do Crime.


IS – O Brasil, hoje, encontra-se…? E precisaria de…?

FBDesculpe a sinceridade para a resposta, mas nosso país se encontra totalmente perdido e precisaria de grandes atitudes, atitudes nobres e de bons administradores, para se encontrar. Educação, saúde, segurança, política, economia. Assunto para se debater por horas! E estamos defasados em todos os aspectos. Precisaria de que nós tivéssemos mais atitude em cobrar nossos direitos, fazer valer nossas vontades e necessidades básicas, que não existem, mas não fomos educados para isso, fomos educados para aceitar e nós virarmos com o que temos. Precisamos reverter esta condição o mais rápido possível. Sei que uma pequena parte já faz. Temos que nos unir a esta parte e nos tornarmos grandes.
Sobre Desejos e Monstros.

 

IS – Na foto acima o vemos na adaptação para o teatro de Um Bonde Chamado Desejo, versão batizada de Sobre Desejos e Monstros. Mas agora, Fábio, qual a sua mensagem super do Bem aos admiradores do ator repleto de carisma que você é?

A Campanha Dreher.
FB – Muito obrigado pelo ator carismático! Quero desejar muitas felicidades e realizações a todos que gostam do meu trabalho. Que Deus os abençoe e que continuem mandando está energia positiva, pois só assim podemos colaborar para um mundo melhor. Fazendo o bem e desejando o bem ao próximo. Beijos, e obrigado de coração!
 

A peça está em cartaz no Theatro Net Rio às quintas e sextas às 21 horas; aos sábados, às 18 e às 21:30, e, aos domingos, às 19 horas, até 20 de dezembro.

 

O ator como o
Garoto-propaganda Manda Dreher.

 

Fotos:
Graça Paes/Divulgação
Gabriel Menezes
João Pedro Durão
Rodrigo Mesquita
ARQUIVO PESSOAL FB

 

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Esta “Obsessão” sempre conquista!


Pois é, friends amados. A comédia Obsessão conquistou novamente os recifenses nesse 22 de novembro, dessa vez no Teatro de Santa Isabel, já dirigido pela atriz Simone Figueiredo, a personagem Marina (foto à esquerda) na peça de Carla Faour (ao centro), que também viveu Marina, mas na versão carioca. Simone e Nilza Lisboa, a escritora Lívia (à direita), são rivais nessa trama onde “o riso e a emoção embaralham os sentimentos”.

Conquista. Simone, Carla e Nilza.

Em 2012, Carla foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Autor, por esta história contemporânea que mexeu com o Recife, desde maio deste ano, em termos de sucesso.

Por sua vez, Henrique Tavares — repito de um outro post sobre Obsessão — dirigiu com garra e eficiência o texto de Faour. Deu tudo de si, o melhor colocado em prática, no que ele definiu como “A história de amizade e rivalidade entre duas mulheres (). Cheia de reviravoltas e surpresas. Essa nova versão do espetáculo celebra um intercâmbio entre artistas de dois importantes polos culturais do nosso país. Talentos do Rio e de Pernambuco unidos pelo teatro. Eu, particularmente, celebro o reencontro com esta cidade que tanto me influencia.” 

Conquista. O teatro e Henrique, o diretor. 

Obsessão também nos influenciou por sua perfeição e qualidade. Esperamos que retorne aos palcos de novo, quem sabe?

Parabéns à autora pelo sucesso, ao diretor, às atrizes Simone e Nilza, aos demais atores do elenco… a toda a equipe. Parabéns pela noite de 22 de novembro!

 

Beijos de apreço,
Izan Sant.

 

Fotos: João Rogério Filho e Divulgação
 

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Amor pelas “Terças”

Às Terças. Nova atriz no elenco.
Está em temporada, no Teatro Leblon – RJ, terças e quartas, até 25 de novembro, a comédia Às Terças, da atriz e dramaturga MARCÉLLI OLIVEIRA, dirigida por ALEXANDRE CONTINI, com um elenco superafiado. Um grande achado da peça foi a presença da atriz MARCELLA MUNIZ, uma veterana que abrilhanta ainda mais as exibições. 

A razão de Às Terças agradar tanto o público em todas as suas apresentações?

Ora, como diz a própria autora, devido à história ser “muito humana. O público tem chegado pra mim e dito que estão refletindo sobre a dramatização dos seus problemas e como podem levar tudo com mais leveza. As pessoas se emocionam de ver que tratamos os problemas com leveza e que não julgamos porque somos todos maravilhosamente estranhos e loucos.”

Mas que problemas são esses?

Bom, saberemos de uma vez em nossa

 

EXCLUSIVA ENTREVISTA.
Com o diretor e as atrizes do espetáculo.  

 

IZAN SANT – Alexandre, ocorreu mais uma reestreia da peça. Entusiasmo em alta mesmo, de todos?

ALEXANDRE CONTINI – É sempre uma delícia recontar essa história, a cada reestreia sempre surgem coisas novas. Me divirto muito com elas.
 

IS – Escrever sobre e atuar no espetáculo, Marcélli, representa…?

MARCÉLLI OLIVEIRA – Trabalho duplo, mas satisfação dupla também… (Risos gostosos.) É lindo você escrever algo que parece pequeno na sua cabeça e vê-lo tornar-se gigante no palco e sendo aplaudido por tanta gente. E o fato de você estar ali, junto, contando aquela história, emociona ainda mais.
 

IS – Carina, o que é mais gostoso de fazer na pele da sua personagem?

CARINA SACCHELLI – O que é mais gostoso de fazer na pele da minha personagem é viver essa neurose tão atual que é a ditadura da magreza! Berenice, minha personagem, faz o que for preciso: passa dias sem comer, vomita e não se considera doente, acha isso normal. Acho maravilhoso viver uma personagem vaidosa a esse ponto, algo que é bem distante de mim.
 

IS – E na pele de sua personagem, Marcella?

MARCELLA MUNIZ – Laura foi um presente, um personagem engraçado que conta a história da peça e tem todo um lado dramático também.
 

IS – O que foi mais difícil na composição da sua Jandra, Stela? Se é que houve alguma dificuldade.

STELA MARIA RODRYGUES – Tornar a Jandra crível. Fazer com que uma personagem com tudo para se tornar uma caricatura pudesse se tornar real para o público. Que as pessoas pudessem acreditar nela, rirem com ela, chorarem com ela.
Emoção. Só em "Às Terças"!


IS – Como se deu sua preparação para encarar essa montagem com uma nova atriz, Alexandre?

AC – Gotsha não pôde seguir no espetáculo por causa da agenda, e em seu lugar entrou a Marcella Muniz, uma grande atriz. A montagem muda um pouco, a Laura dela é um pouco diferente da Laura da Gotsha, então a minha preparação foi conhecer a fundo a personalidade da Marcella e a partir daí traçar as alterações, coletivamente com o elenco. Como a base do texto é a relação das quatro, uma temperatura diferente altera o todo.
Uma comédia sobre nossos problemas.


IS – O quanto é prazeroso trabalhar com um diretor feito o Alexandre Contini, Marcélli?

MO – Eu e o Alê já nos conhecemos há 8 anos, estudamos muito teatro juntos antes de trabalharmos profissionalmente juntos. Um já admirava a garra do outro de fazer acontecer, de ser empreendedor, de querer estar trabalhando. Ele assistiu muita coisa que fiz então conhece minhas qualidades e meus defeitos a fundo para poder explorar o que é bom e me dar toques onde peco. E o mais legal é que ele me incentiva a fazer personagens que ainda não fiz, a sair da zona de conforto. Fizemos duas peças lindas juntos, meu início na dramaturgia e dele na direção solo começaram nesses trabalhos, então sempre estaremos marcados na vida um do outro pra sempre. 
 

IS – Em que instante da comédia vocês se consideram o ápice da emoção do público, Marcélli, Carina, Marcella e Stela?

MARCÉLLI – Posso dizer que o ápice da minha emoção é quando alguém sai do teatro e vai pra casa mexido em maior ou menor grau com o que mostramos ali. 

CARINA – Acho que o ápice da emoção do público é do meio para o final, quando já se estabeleceu a relação de amizade e parceria das quatro mulheres. Elas se tornam amigas de verdade após anos de terapia em grupo e têm carinho e preocupação umas com as outras. O problema de uma se torna o problema de todas! Todos na plateia têm uma relação dessas na vida e acho que as pessoas se identificam e se emocionam com isso.

MARCELLA – Na cena que meu personagem Laura leva maconha para elas fumarem, acho que é a parte mais engraçada.

STELA – A cena-bônus escrita especialmente para a Jandra. É uma surpresa, não posso contar! Mas sempre que a cena começa, eu sinto que a plateia vem junto e vibra!
Às Terças. Personagens em troca de ideias.


IS – Uma das mensagens do texto que você acha mais importante, Alexandre, qual é?

AC – Num certo momento abre uma discussão interessante, uma das personagens descobre que tem uma doença terminal, e, ao invés de se deprimir, ela passa a viver intensamente cada segundo de sua vida. E me pergunto, precisamos estar com uma arma na cabeça ou por um fio pra dar valor ao que realmente importa?
 

IS – Uma mensagem super do Bem ao público de “Às Terças”, Marcélli?

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Curiosidades dos bastidores da peça “Obsessão”

Pela atriz Simone Figueiredo, a convite de Izan Sant 
 

Simone Fiqueiredo. Na vida real e no teatro.
Voltar depois de 15 anos provoca uma sensação diferente. Acredito que a maturidade pese nessas horas.

Quando recebemos o texto de Carla Faour, a autora, sabíamos que o diretor Henrique Tavares, que delicadamente topou embarcar nesse nosso sonho, tornando-o realidade, definiria as personagens. Pelo fato de ser um pouco mais nova que a outra atriz (Nilza Lisboa) e não ser mãe, acreditava que iria fazer o papel da intelectual Lívia. Ledo engano: na primeira leitura, o diretor pediu para eu ler Marina e determinou que eu faria esse personagem (Risos gostosos.).

Outra curiosidade é que, como sendo também produtora do espetáculo, sempre nos ensaios pensava em tudo que uma produção precisa. Mesmo dando as intenções das falas, não largava o texto, pois sempre estava ligada em questões de produção. Chegou uma hora que todos me olhavam e diziam: “Larga o texto”. E eu falava: “Não se preocupem, que na estreia estarei sem o texto na mão”. “Ufa!”, respiraram, aliviados, os atores quando larguei finalmente o danado. Será que 15 anos sem pisar no palco provoca esse estresse?

Falando em texto, desapareceram vários ao longo do processo; para ser mais exata, quatro. Quando eu o deixava de lado nos ensaios e voltava para acompanhar as cenas, me deparava com a desagradável surpresa “Cadê o meu texto?”. No final, os atores falavam: “De novo?” (Risos.) Acredito que esse tenha sido também o motivo de não querer largá-lo. O último, finalmente, está guardado a sete chaves, pois tem registrado o carinho da autora e do diretor.

Pensamos eu, Henrique Tavares e o músico Ricardo Monteiro Valença numa trilha de espera com músicas de origem latina (só tem uma música em inglês, mas trata-se de uma versão de um clássico) que falassem de amor. Chego um dia no teatro para apresentação e o operador de som, na correria, esqueceu a trilha. Eu na coxia, pronta para entrar em cena, ouvindo uma trilha qualquer. Eu, contrariada, falava: “Que música é essa?”, e os atores respondiam: “Relaxa. É apenas uma trilha de espera”; eu, danada da vida, dizia: “Pra vocês, que não sabem o cuidado que tivemos para construir.” Nesse dia, o músico foi assistir ao espetáculo, mas, felizmente, chegou no terceiro toque e não teve o dissabor de não ouvir a música usada para receber o público.

Um ex-presidiário foi assistir com um grupo de professores o espetáculo como forma de sociabilização. Era a primeira vez que ele ia a um teatro. Depois de rir bastante, ele larga essa: “Essa família é B.O (boletim de ocorrência) e essa coroa se garante (com a minha personagem, Marina)”. Saiu encantado prometendo voltar. Comprovamos que a Arte tem essa possibilidade de resgatar vidas.

Outra emoção ímpar foi subir no palco do Teatro de Santa Isabel, nosso templo maior, depois de tanto tempo. Principalmente por ter sido diretora desse patrimônio Cultural e arquitetônico.

Voltar como atriz e ser recebida com tanto carinho pela equipe que faz a família Santa Isabel foi uma emoção singular mesmo. Principalmente porque eles ficaram para assistir ao espetáculo, pois a grande maioria nunca tinha me visto em cena.
Obsessão. Temporada no Eva Herz.


Veja agora que diamante de frase disse Demi Lovato se referindo a ciúmes e obsessão:

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O Grupo e O Espaço O Poste

Por: Samuel Santos (Autor e diretor teatral)
 

O grupo “O Poste Soluções Luminosas” surgiu em 2004,
em RECIFE, como grupo de Iluminação Cênica.

 

Espaço O Poste. Samuel Santos instruindo ator.


Com ele, surgiu um Espaço ideal para o seu espetáculo teatral, audiovisual e/ou musical.

Durante a sua trajetória, o Poste assessorou tecnicamente companhias e grupos, desenvolveu atividades em vários espetáculos e ministrou cursos em várias instituições.

Em 2009, com a montagem do espetáculo Cordel do Amor Sem Fim, de Claudia Barral, o grupo ampliou seu campo de atuação, tornou-se também um grupo de produção artística onde as pesquisas teatrais calcadas no resgate antropológico, aliado ao teatro físico, passaram a nortear as ações dos seus componentes. Já com esse perfil, o grupo vem, há cinco anos, em uma atividade de pesquisa na matriz africana.

Com Cordel do Amor Sem Fim, o grupo cumpriu temporadas no Recife e participou dos principais festivais internacionais e nacionais de teatro do Brasil, como: FILO (PR), Brasília Cena Contemporânea (DF), POA (RS), Festival BNB de Artes Cênicas (CE), Bienal Nacional Potiguar de Teatro (RN), Janeiro de Grandes Espetáculos (PE), Palco Giratório – PE e FITA (RJ). É detentor de 16 indicações e 08 prêmios, dentre eles: Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator, Melhor Sonoplastia, Melhor Direção e Melhor Cenário. Já em 2011, o grupo foi contemplado com 02 prêmios nacionais pela FUNARTE: o Prêmio de Teatro Myriam Muniz 2012 e o Prêmio Procultura de Estímulo ao Teatro 2010, ambos possibilitaram a circulação de Cordel do Amor Sem Fim por 05 Estados e 20 cidades banhadas pelo rio São Francisco.  Além das apresentações nessas comunidades, o grupo realizou oficinas de improvisação e interpretação teatral para jovens e adultos. 

Em 2013, o grupo é classificado no Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras — Categoria Modelos de Gestão, com a iniciativa O GRUPO O POSTE E SUAS SOLUÇÕES LUMINOSAS.

No ano de 2014, estreia, com a Lei de Incentivo às Artes Cênicas de Pernambuco, o Anjo Negro, de Nelson Rodrigues, participa do 20º. Festival Internacional Janeiro de Grandes Espetáculos, e as atrizes NANÁ SODRÉ e AGRINEZ MELO ganham, juntas, os prêmios de Melhores Atrizes Coadjuvantes do mesmo ano. Após a temporada de Anjo Negro, em setembro, o grupo inaugura o seu espaço cultural na capital pernambucana, O ESPAÇO O POSTE. Nele, apresenta a peça A Receita.
Samuel e suas atrizes premiadas.


O grupo, em novembro de 2014, cumpriu a temporada de Ombela, texto escrito pelo angolano Manuel Ruy e ganhador do Prêmio Myriam Muniz 2012, na categoria Montagem de Espetáculos. O espetáculo participou do 21º. Festival Janeiro de Grandes Espetáculos 2015 e foi ganhador do Prêmio Especial pela Pesquisa em Matriz Africana. Em julho de 2015, o grupo volta com Cordel do Amor Sem Fim, faz a “leitura dramatizada O general está pintando”, de Hermilo Borba Filho, na semana Hermilo no Centro Apolo.
Espaço O Poste - Fachada.
 

O ESPAÇO O POSTE

Da necessidade de realizar suas pesquisas, treinamento, formação e apresentação de seus espetáculos, o Grupo O Poste Soluções Luminosas idealizou o seu espaço cultural na cidade, onde não só servisse ao grupo, mas também a outros artistas. O ESPAÇO O POSTE, esse é o nome do teatro de bolso com capacidade para 40 pessoas ou mais, dependendo de sua configuração, está localizado na Rua da Aurora, 529, em frente ao rio Capibaribe.
Samuel Santos e o ator Alex em cena.


O espaço é de caráter alternativo, sem palco fixo — um dos pontos caraterísticos do ambiente, pois coloca o artista e o espectador no mesmo plano — e todo revestido com madeira e materiais alternativos, como paletes, utilizados nas paredes e em forma de acentos com acolchoamento, criando um ambiente aconchegante e próprio para uma boa acústica. Possui iluminação cênica, mas como a característica do local é fugir da caixa cênica tradicional, não possui coxias e os objetos de cena e cenários serão manuseados pelos próprios artistas, pois o espaço não possui urdimento. Esse formato torna qualquer obra encenada no espaço bem íntima, conectado à obra.
Este é o interior do Espaço O Poste.


Abrimos nosso espaço em março, e, para apresentações abertas, no dia 05 de setembro de 2014.

Em quase um ano, passaram por ele: José Manoel, que ensaiou os espetáculos COMO A LUA, SISTEMA 25 e TAPIOCA; Alexandro Silva, com SALADA MISTA, já Simone Figueiredo, Sílvio Pinto e Nilza Lisboa ensaiaram a peça OBSESSÃO. E muita gente boa passou e passa pelo Espaço.
Gente bonita neste Espaço essencial ao Recife.


Oficinas, tivemos: o baiano Nando Zâmbia, com ARÁ IZÔ — CORPO QUE QUEIMA; o Grupo O Totem, CORPO RITUAL, que culminou numa MOSTRA de PERFORMANCES; Naná Sodré ofereceu A POÉTICA DO CORPO E DA VOZ para Atores; Agrinez Melo realizou oficina de figurino, curso para criança, melhor idade, cegos.
Ensaio. Mais uma vez Samuel com Alex. 

Na linguagem popular, tivemos a oficina de Cavalo Marinho, com o mestre Grimário.

O Espaço O Poste: nosso Teatro Alternativo.
Na área de música, o show de Isaar, o show dos paraibanos Milton Dornellas e Naldinho Freire.

No audiovisual, Tiago Melo ensaiou o seu novo filme e Benedito Serafim gravou o programa de WebTV DIGAÍ.

Tivemos também o experimento cênico AMARÉ, baseado na obra de Marcelino Freire, com Natali Assunção e Analice Croccia.

Ainda tivemos uma atração internacional, o artista argentino integrante do Colectivo Âmbar, Gonzalo Alfonsín, o qual ministrou uma oficina de bufão e apresentou o solo El COLIBRI – TRAVESÍAEN MI MAYOR.

Espetáculos, tivemos: A Receita, Ombela, Na floresta a noite é mais escura, Historinhas de etc e tal, Riso Flora, O Açougueiro, Cordel do Amor Sem Fim, O Velho Diário da Insônia e vamos ter Na beira, Peba (dança) e os shows de Isaar e Patrícia Solis.

Agora, vamos retornar à nossa atividade de pesquisa na matriz africana, citada anteriormente.

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Fillipe Ramos

Aniversariantes

  • Adriana Souto M. Sales (secretária – Paulista/PE)
  • Adriano Athayde (cantor, compos. e prod. musical)
  • Alexandre Contini (ator, diretor e produtor teatral)
  • Alexandre Melo (jornalista – Recife/PE)
  • Alexsandro Alberto (ator – Recife)
  • Ana Maria Braga (apresentadora de TV)
  • Antônia N. Santana (dona de casa – Igarassu/PE)
  • Antônio Fagundes (ator)
  • Ayrlon Douglas (universitário/Medicina – Igarassu)
  • Benedito Ruy Barbosa (novelista)
  • Bruno Gagliasso (ator)
  • Carmita Galvão (mestra em Inglês – Recife)
  • Cindy Fragoso (atriz e iluminadora – Recife)
  • Cissa Guimarães (atriz e apresentadora de TV)
  • Dagmar Maria (ass. administrativo – Itapissuma/PE)
  • Diego Henrique Duarte (instrutor/make – Paulista)
  • Drico Alves (ator)
  • Edenize Gomes (profa. de Português – Olinda)
  • Edineide Wanderley (assist administrativo, Paulista)
  • Elias da Silva Nascimento (Itapissuma)
  • Fernando Augustus (gestor/Educ., músico, Olinda)
  • Flávia Albuquerque (pedagoga – Paulista)
  • Flávia Azevedo Madureira (dira. adm. – Recife)
  • Flávia Lacerda (diretora de televisão)
  • Gabriela Duarte (atriz)
  • Gerson Santos (editor/designer – Recife)
  • Gugga Macel (roteirista e produtor – Recife)
  • Haroldo Botta (ator, diretor e cons. de Feng Shui)
  • Humberto Martins (ator)
  • Isabelle Drummond (atriz)
  • Ítalo Lima (ator, diretor, DJ, Youtuber – Recife)
  • Jhonny Oliveira (prof. de Inglês/cineasta – Paulista)
  • João Gonçalves (fotógrafo e músico – Paulista)
  • Júnior Lima (cantor e músico/baterista)
  • Kaká (jogador de futebol)
  • Kayky Buonarroti – ator – Rio de Janeiro/RJ)
  • Kristen Stewart (atriz)
  • Laura Maria Carvalho (educadora – Paulista)
  • Lorrayne Couto (secretária, Nova Friburgo, RJ)
  • Louise Cardoso (atriz)
  • Maria Thereza Carneiro (psicóloga – Recife)
  • Mariana Ximenes (atriz)
  • Miguel Vita (ator)
  • Rick Di Castro (apres.: Transamérica – Recife)
  • Roberto Carlos (cantor, compositor e Rei da MB)
  • Sofia, 8 anos (filha do ilustre casal Uchôa Filho e Glória Valcácer – Igarassu)
  • Thaís Fersoza (atriz)
  • Tiago Santiago (ator, novelista e dramaturgo)
  • Valeska de Gracia (psicot. holística, São Pedro/SP)

Eventos

  • 12. No RIO DE JANEIRO: “Champagne e Confusão”, comédia com SYLVIA BANDEIRA e ótimo elenco – De sexta a domingo – 19:30 – até dia 10 de junho, Teatro Maison de France / Avenida Presidente Antônio Carlos, 58
  • 13. Em PERNAMBUCO: Oswaldo Montenegro apresenta Serenata – 21h30 – Balcão: R$ 114, R$ 57 (meia); Plateia: R$ 164, R$ 82 (meia) – Vendas: bilheteria do teatro, lojas Ticket Folia e site Eventim – Teatro Guararapes / Centro de Convenções, s/n, Salgadinho, Olinda
  • 14. The Fevers, Pholhas e Fernando Mendes – 21h – Pista: R$ 80, R$ 40 (meia), R$ 50 (social); Mesa VIP: R$ 75; Mesa Premium: R$ 100 (quatro assentos) – Vendas: bilheteria, lojas Ticket Folia e site do Classic Hall. Classic Hall / Avenida Agamenon Magalhães, s/n, Salgadinho, Olinda
  • 17. Demi Lovato – Pista: R$ 180, R$ 90 (meia); Pista Premium: R$ 480, R$ 240 (meia) – Vendas a partir do dia 22/02 – Classic Hall / Avenida Agamenon Magalhães, s/n, Salgadinho, Olinda
  • 20. Maria Rita: “Amor e música” – 21h – Plateia baixa: R$ 204, R$ 102 (meia); Plateia alta e balcão: R$ 164, R$ 82 (meia) – Vendas: bilheteria do teatro e site www.eventim.com.br – Teatro Guararapes

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